27 de ago de 2008

Essa tal arte eletrônica


Gosto bastante do lance de arte mais tecnologia. E ontem finalmente pude visitar duas exposições do tipo que estão acontecendo aqui em sampa: a FILE e a Emoção Art.ficial 4.o, ambas na Avenida Paulista.

Fiquei um pouco decepcionado. As duas estão com poucas obras que não são nada demais. Achei a File até um pouco fraca, mais do mesmo, nada muito óóó. Curti bem mais a edição que teve fevereiro em Porto Alegre, com vários clássicos da mostra. A segunda me deixou bem decepcionado por ocorrer de dois em dois anos e os trabalhos me pareceram muito conceituais.

Mas é dela a obra que mais gostei: Reler, de Raquel Gogan. É uma instação com 50 livros. Ao abrir cada um deles, ouve-se na sala o áudio de alguém lendo o trecho de um livro qualquer. Ao se abrir vários, cria-se uma sinfonia de vozes.

Outro bem curioso, que de certa forma me recuso a pôr na categoria de arte, é youTAG, de Lucas Bambozzi. Na verdade ele é um software em que se escreve duas palavras de sua preferência e depois se seleciona uma pré-estabelecida. Lembro que tinha azeite, leite e mais algumas.

Coloquei "roupa", "bidê" e "leite". Depois cadastrei meu e-mail para receber a minha obra de arte personalizada. Recebi-a quase 24 horas depois e achei bem "nhé". O trabalho fez um mashup de trechos de shows do Roupa Nova, Claudia Leite (que na verdade é escrito com dois tês) e Bidê ou Balde. Só. Acho até que já existe um programa assim na internet.

Vejam o resultado aqui: http://www.youtag.org/teste/index.php?tag=4134

O que acharam? Sei lá, acho que ainda não tenho a cabeça muita aberta para esse conceito de arte eletrônica.

Diário da Minha Barba - Dia 2

No segundo capítulo, já começaram a despontar alguns fiapinhos de barba. Não levem a sério meu queixo. Já avisei que só tenho barba nessa região.

Notem a espinha também, que rapidamente foi eliminada. Iu!

26 de ago de 2008

No Estadon

(Banda dos irmãos Supla e João vira programa na RedeTV! com clima fraternal)

+ Coluna TV Sem TV - Especial: vídeos com as principais estrelas do horário eleitoral gratuito

Diário da Minha Barba - Dia 1

Quando este nobre espaço ainda pertencia ao Blogger, no longínquo ano de 2003, eu escrevi um post sobre o fato de eu não ter barba. Assim, nada. Só um pouco de pelugem no queixo.

Muitas pessoas falaram que eu era muito novo (18 anos), e que aos poucos os pêlos iriam começar a aflorarem pela minha face.

Bem, cinco anos depois eu continuo na mesma situação de escassez.

Neste final de semana, resolvi deixar um cavanhaque estiloso. Tenho um pouco de pêlo na região do bigode e uma certa concentração no queixo. Na sexta-feira "fiz a barba" e deixei estas fartas regiões sem aparar. Três dias depois não houve mudança alguma. Senti-me com 6 anos indo para uma festa junina. Para fazer meu cavanhaque, mamãe passava um lápis preto em meu rosto, o que ficava bem bonitinho. Agora ficou patético e nem dava para perceber de longe o meu protótipo de cavanhaque. Só chegando beeeem perto e forçando um pouco a vista.

Mas mostrar para vocês a dor que é ter 23 anos e não possuir pêlo algum, criei o "Diário da Minha Barba". Ficarei por uma semana e meia sem passar gilete. A cada dia postarei uma foto de minha face. A idéia é mais ou menos igual ao do Noah, que tirou uma foto diária de si mesmo durante 6 anos. Só que eu farei isso por 10 dias.

E vocês vão ver que o meu rosto continuará lisinho, lisinho...

Foto 1
Este é o meu rosto um dia após eu ter me barbeado

25 de ago de 2008

Marley e nós

Gosto muito dos textos do Walcyr Carrasco, principalmente de suas crônicas. Há quatro anos ganhei de aniversário um ótimo livro que era uma coletânea de suas crônicas quinzenais publicadas na Vejinha. Lembro que li o livro todo na fila do alistamento do exército.

Admiro o jeito simples que ele escreve, como se estivesse narrando uma história para alguém ao seu lado. Isso me inspirou muito na hora de tentar encontrar o meu estilo de escrever, se é que tenho um.

Para "piorar", as novelas dele das 6h são ótimas. Né, Mirrrrrrrrrrrrrnaaaa!?

Porém, estou levantando toda essa bola do Walcyr para logo dar uma cortada. Soube agora pouco que ele acaba de lançar o livro Anjo de Quatro Patas, que conta a história de Uno, seu cachorro husky siberiano que morreu no ano passado.

Lembro bem desse caso: quando Uno estava bem doente e já nas últimas, o jornalista escreveu uma crônica sobre isso na Veja SP. O texto emotivo bateu recordes de cartas e e-mails de leitores enviados à redação.

Não dúvido que o livro seja interessante. Eu leria fácil, como apaixonado por cães que sou. Mas me incomoda o fato da obra ser muito, mas muito parecida, com a do best-seller Marley & Eu. Até é semelhante o lance do jornalista americano John Crogan ter escrito na sua coluna de jornal a história de seu labrador doente e no bico do corvo. Foram tantos os recados enviados por leitores emocionados que Crogan resolveu, veja só, escrever um livro sobre o caso.

Todo mundo que teve/tem cachorro já passou por essa situação de Carrasco e Crogan. É horrível quando o cão, já velhinho, fica muito doente e sofre demais com isso. Daí cabe ao dono a pior decisão do mundo: sacrificá-lo ou não. Eu poderia muito bem contar a história do Veludo, meu pastor alemão que morreu em 2001 num caso assim.

Nem preciso de livro não, é só montar um blog. E olha que tem ação de primeira, como quando ele arrancou um pedaço da minha orelha.

Não há nada de muito criativo e único na trama de Marley & Eu, veja bem, mas Crogan é o pai da criança, ele que teve essa "sacada". Não quero condenar aqui o livro de Carrasco, por favor, pois não consigo vê-lo como charlatão.

Mas que Anjo de Quatro Patas soa um pouco oportunista, ah, isso não tem jeito.

22 de ago de 2008

Nossa são atletas são barangas?

Estamos quase no fim da Olimpíada e continuo atrás da minha musa brasileira. Cara, esse ano o negócio tá bravo: não tem uma esportista gatinha, jeitosinha...

O vôlei, que geralmente é um ótimo celeiro de musas, está mals. O time é ótimo, acho que pega o ouro, mas é duro ver as partidas apenas porque elas são boas - no sentido profissional. Pessoal fala muito da Mari, mas sei lá, não curto aquele jeito machão dela.

A Ana Paula, do vôlei de praia, não me atrai. Nunca vi nada nela. Quando ela jogava pela seleção feminina, sempre preferi a Leila ou a Fernanda Venturini. E hoje ela está muito marombada, com uns gominhos no abdômenl. Sei lá, tem quem curte essas paradas.

A Mariana Brochado, forte candidata a dona do meu coraçãozinho, nem participou. Aquelas gêmeas do nado sincronizado, que tem jeitão de blé, deram uma de Kournikova e largaram o esporte.

Mas se o negócio não está bom por essas bandas, lá fora a fonte é inesgotável. A Isinbayeva realmente é impressionante (e simpática, o que é pior), mas eu prefiro focar meu olhar naquelas que pouca gente comenta. E a minha escolha é a nadadora australiana Stephanie Rice, de apenas 19 anos. Além de bonitinha e competente (ganhou umas par de medalha de ouro), também é um exemplo de que mulher na natação não precisa ter um corpo de Dolph Lundgren.

Tanto que na Austrália ela fez propaganda de lingerie e já posou na FHM, uma espécie de VIP da Oceania.

E também já se ferrou antes dos Jogos por colocar umas fotos suas de bisca no Fakebook, saca só:



Por isso que eu AMO a internet.

No Estadon

"O embrião de um programa"
(Acompanhamos o processo seletivo da nova atração do Futura para 2009)

+ Coluna TV sem TV

20 de ago de 2008

Assessoria de impresa informa:

Meus queridos, há duas semanas fui convidado a participar do programa Bola e Arte, apresentado por CarlosCarlos no FizTV. É uma atração que fala sobre cultura, entretenimento e transformação social, tendo como pano de fundo o futebol. Bem interessante.

Gravado em um quartinho de sua casa, o programa tem jeitão amador, mas é profissa: tem produtor, estagiário, fotógrafo, dois câmeras (um deles com lentes fisheye, a marca do Bola e Arte) e até uma quituteira: a vizinha Dona Sarah, dona de um boteco que faz um sanduíche de frango formidável.

Foi bem legal o bate-papo. O outro entrevistado da noite foi um grupo musical uruguaio de candombe, um ritmo africano trazido pelos escravos de lá para a América do Sul.

O programa está dividido em 4 partes. Na primeira, quem dá as caras é o Candombe. Eu apareço mais nas partes 2 e 3, onde falo sobre a minha coluna de vídeos online no Estadão e mesas redondas televisivas, além de um pequeno merchan do Randômico e do DPL! (projetos pessoais, sabe cumé). Na quarta, trocamos uma idéia sobre futebol uruguaio.







17 de ago de 2008

Envergadura política

Marco Bianchi é, fácil, um dos humoristas mais legais que surgiram nos anos 90. Desde o seu começo no rádio, com Os Sobrinhos do Ataíde (que tinha ele, Paulo Bonfá e Felipe Xavier), até o RockGol, que eu acho ótimo também.

Gosto do humor de deboche nonsense com critica intelectualóide que ele e Paulo Bonfá fazem no programa, mas sinto falta deles criarem personagens caricatos, como na época do Sobrinhos. Peterson Foca, Homem Gemada, Homem Cueca, Marquinho e Seu Pai ("Xiiiii, Marquinho") são clássicos do humor nacional.

Por isso fiquei feliz com a série virtual Câmera dos Deturpados, que ele vem publicando em seu site e no FizTV. Bianchi escreve, atua, produz e dirige o programinha que satiriza as votações de leis do Plenário brasileiro. A cada novo episódio (já são oito no ar e ele quer fazer 30), o humorista faz uma paródia de figuras típicas da politicagem brasileira. O resultado é interessante - um pouco sem graça, vai lá - mas eu indico fácil. Respeito bastante quem procura novos meios de se expressar artisticamente (ainda mais quando é pela web e sem ser por meio de um blog).

Bianchi poderia fácil ficar só no conforto do seu RockGol, não?

Deixo abaixo uma rápida conversa que tive com ele nesta última sexta-feira.

O programa tem alguma relação com o fato de estarmos pertos das eleições?
Não, isso é uma idéia que tenho engavetada há muito tempo. É uma produção independente, não tenho a intenção de divulgar muito. Joguei em alguns sites para aproveitar esse boca-a-boca virtual. Já tinha colocado, há algumas semanas, oito episódios no meu site, mas ninguém falou nada. Ninguém entra nele! (risos). Sempre me envolvi com política e me incomoda que as pessoas preferem não saber disso. O programa é um protesto contra essa paralisia do Legislativo. O Congresso é um retrato da sociedade brasileira e ali há uma série de votações pendentes há décadas. Eu quero aproximar a política das pessoas pelo humor.

Seus fãs não vão estranhar esse seu lado de critico político?
Não sei, isso pode até fazer com que eu atinja outro público. Meu personagem no RockGol, minhas frases e explanações têm muito a cara de debates políticos. Eu adoro ver TV Senado e TV Câmara: são matérias-primas para o meu humor! (risos). Em época de eleição eu paro tudo para ver as propagandas dos candidatos.

Você escreve, atua e dirige o programa. É uma liberdade que você jamais teria na televisão, não?
Eu tenho de gostar daquilo que faço. Estou há 15 anos fazendo rádio e TV e nunca pude fazer o meu trabalho do jeito que acho bacana. Sempre tive ordem de diretor acéfalo que dizia que eu devia mudar as minhas piadas, que o público não entende isso, aquilo... A internet me deu uma liberdade de expressão importantíssima. Eu não quero ganhar nada com isso (o programa), só espero que depois de um tempo eu possa pagar o que estou bancando do meu próprio bolso.

Você acha que o formato e o estilo do Câmera dos Deturpados poderia funcionar na TV?
Eu sempre gostei desse formato de quadros pequenos, de piadas de dois minutos no máximo. No rádio tinha muito disso. Na TV eu não vejo ninguém interessado em exibir o programa se ele não tiver sucesso de público na internet antes. E também não sei se poderia ter essa liberdade que tenho nela. TV, querendo ou não, costuma ter sempre o rabo preso com alguém.


15 de ago de 2008

No Estadinhon

Dia dos Pais
a Distância


Amanhã, como se sabe muito bem, comemora-se o Dia dos Pais. É uma data que tradicionalmente se passa juntinho de seu "velho", mimando-o de montão o tempo todo.

Mas, para muitos filhos, isso não será possível. Quem tem pai atleta, policial, bombeiro ou que trabalhe em jornal, hospital, restaurante e loja sabe muito bem: esses pais costumam trabalhar nos fins de semana e feriados e, muitas vezes, não podem celebrar essa data com seus filhotes.

Para driblar isso, os filhos se desdobram. Vale comemorar um dia antes, esperar pelo pai durante a madrugada, dar o presente uma semana antes... Não importa se o seu pai está em outra cidade, Estado, país ou continente: sempre se dá um jeitinho.

Porque, para os filhos, aquele ditado com jeito de frase de comercial é uma grande verdade: todos os dias é Dia dos Pais. E não é?

SHOW CAIPIRA
O psiquiatra Marcos de Noronha trabalha quase todos os fins de semana. Nesse Dia dos Pais ele não estará trabalhando, mas nem isso significa que ele terá todo o dia livre para ficar com sua filha Camila, de 7 anos. "Eu estarei em um seminário em Chapecó (interior de Santa Catarina) que começa na quinta e acaba no sábado", lamenta.

Para "obrigar" o pai a conseguir pegar o primeiro vôo de domingo de volta para Florianópolis, onde eles moram, Camila foi muito esperta: deu seus presentes vários dias antes de ele viajar. "Fiz uma cesta de papel picado, um pacote de coração e um desenho", revela. "Ele tem de trabalhar, eu entendo, mas preferia que ele passasse o dia todo comigo", conta.

Assim que chegar em casa, Marcos vai levar Camila para ver o show da dupla caipira Mayk & Rey, que eles adoram. "Eu priorizo muito a qualidade de nosso relacionamento, já que a quantidade é pouca", diz o psiquiatra, que todas as noites faz questão de ver desenhos com a sua filhota.

PAPAI DE PLANTÃO
Ser filho de médico não é nada fácil. O pai não tem horário certo para trabalhar, muitas vezes ele é chamado de madrugada para atender alguém com urgência e fins de semana podem não significar dois dias de folga.

Agora imagine quem também tem a mãe médica? Dureza, né? Para os irmãos Rodrigo, Lucas e Mariana, de 14, 8 e 6 anos, não. Desde cedo eles aprenderam que seus feriados não são iguais aos da maioria de seus amigos.

O Natal às vezes é comemorado um dia antes, por exemplo, e no Dia dos Pais não será diferente: o Dr. Herbert Wallauer de Mattos estará trabalhando amanhã, no Hospital do Mandaqui.
Hoje, os irmãos irão almoçar com a família e presentearão o papai. "Vamos aproveitar do mesmo jeito", diz Lucas.

Para alegrar o domingo do paizão, eles o visitarão à noite para jantarem no hospital. "Sempre damos um jeitinho de nos encontrarmos", sorri a mãe do trio, a Dra. Roselene Lourenço.

TORCEDORA Nº1
Ter um pai atleta, que está disputando a Olimpíada lá na China, não é poder não contar com ele apenas no Dia dos Pais. É ficar sem vê-lo por quase um mês inteiro! Nicoll, que fará 4 anos na outra segunda-feira, é filha de Giba, jogador da seleção brasileira de vôlei, e está enfrentando pela primeira vez essa maratona. Curiosamente, ela nasceu durante a última Olimpíada de Atenas, em 2004, e seu irmãozinho pode nascer também enquanto os jogos da China acontecem!

"Não foi nada programado, juro", ri sua mãe, a jogadora de vôlei romena Cristina Pirv. Giba fala todo dia com a filha. Detalhe: com o fuso horário maluco, ele liga de madrugada (da China), para falar com Nicoll na hora do almoço (do Brasil).

Para ajudar na conversa, eles contam com uma mãozinha da tecnologia: os dois, um de cada lado do mundo, têm webcams. Assim eles podem se ver enquanto matam as saudades. "E é muita!", grita Nicoll, que passa o dia todo com um tercinho na mão, rezando para o pai trazer uma medalha de Pequim.

***

Star Wars virou cartoon


Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, desenho era considerado coisa de criança. Já hoje... Grandes animações que entram em cartaz nos cinemas são tão disputadas pelos pais quanto pelos filhos.

Star Wars: The Clone Wars não fica de fora. A minissérie do Cartoon Network, que trouxe para os desenhos o universo criado por George Lucas, estréia nessa sexta-feira uma animação digital que servirá de aquecimento para a sua nova temporada na TV (ainda sem previsão de quando vai começar).

Para quem nunca viu os filmes ou acompanhou o desenho, Clone Wars é um pouco confuso, mas não atrapalha. A animação tem muita ação e a história é até simples, se levarmos em consideração o imenso mundo de Guerra nas Estrelas, que conta com seis filmes em mais de 30 anos.

O desenho se passa durante as Guerras Clônicas, que acontecem entre os filmes O Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith. O senhor do crime Jabba, o Hut, tem seu filhinho seqüestrado e Anakin Skywalker e sua aprendiz Padawan, Ahsoka Tano, terão a tarefa de resgatá-lo.
Essa missão não será fácil, já que o Conde Dooku, ao lado da sinistra Asajj Ventres, fará de tudo para atrapalhá-los.

Apesar de ser digital, o desenho conserva o estilo inconfundível de seu criador, o animador Genndy Tartakovsky, pai de O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. Exemplo: os cenários criados por computação gráfica de ponta são muito reais e belos. Mas aí os personagens são totalmente cartoon, com cabelos sem movimento e rostos quadradões.

Tal fusão ficou bem divertida.

GIRL POWER
Não vamos negar: Guerra nas Estrelas sempre foi, teoricamente, um filme de menino. Afinal, a história é cheia de naves espaciais, lutas com espada (ops, sabres de luz) e tiroteios com pistolas de raio laser por todos os lados.

Mesmo assim, Star Wars sempre teve uma certa força entre as meninas. A razão? As heroínas da trama, como as princesas Leia e Amidala. Na animação Clone Wars, a garota da vez é Ahsoka Tano, a aprendiz Padawan de Anakin. Ela é destemida, atrapalhada e muito teimosa. No começo ela irrita um bocado, mas depois se mostra uma personagem bem simpática.

No Estadon...

(entrevista com Sócrates)

+ Coluna TV sem TV

13 de ago de 2008

Vai, Linha Verde!


Estou acompanhando com grande entusiasmo as provas de natação da Olimpíada de Pequim. Principalmente aquelas em que o über Michael Phelps compete. Ou seja, todas.

O cara não apenas fatura todas as provas, como trucida os recordes mundiais. Isso me deixa bem triste, pois descobri que meu nadador predileto é justamente aquela LINHA VERDE que aparece na televisão, representando o tempo do recorde mundial.

Peguei-me torcendo muito por ela ontem à noite. Com alguns nadadores ela é imperdoável: vai ficando lááá para trás, mas, nos últimos 30 metros, dá um sprint e vence a prova com classe. Já com Phelps não tem jeito mesmo. A coitada não ganha uma. Pior que ela deve ter cansado depois de tantas provas, pois do que já tem de nadador superando-a...

Nas Olimpíadas, sempre torço para os mais fracos. E em Pequim achei o meu atleta que se encaixa muito bem nessa categoria: a Linha Verde da natação.

12 de ago de 2008

Randômico 2


A nova edição do programa acaba de sair do forno. Quem põe o iPod para dançar agora é o nobre Filipe Serrano.

Ch-check it out: http://randomicopodcast.wordpress.com

11 de ago de 2008

Carioquices Um

Sexta-feira estive no Rio para uma reportagem. Bate-volta, fui de manhã e voltei à noite. Na hora do almoço, escolhi um botequim chique de Ipanema, o Conversa Fiada.

Só entrei lá porque achei o lugar bem bonito, tinha uma baita TV de plasma exibindo o best of da abertura da Olimpíada e na lousa pendurada na parede havia um rabisco dizendo que o prato do dia era o Medalhão com Arroz à Piemontese. Bem chamativo.

Como bom paulista em terras cariocas, fiquei nervoso com o péssimo atendimento e com a demora para um simples refrigerante chegar a minha mesa. Deixei tudo isso de lado, pois a comida estava bem boa.

Na hora da sobremesa, fiquei entre o Pudim de Leite na Cachaça e o sorvete de doce de leite da Häggen-Dazs. Como não estava a fim de ficar torto de cachaça na hora do trabalho, optei pela segunda opção, imaginando que por 8 conto comeria uma taça com uma bolota do gelatto.

Nada. O garçom põe na minha frente um potinho (inho mesmo, não do tamanhão aqui ao lado) com uma colher de chá em cima. Fiquei olhando para aquilo pasmo. Gente, eu pedi um sorvete, não um Danoninho! Sem sacanagem: fiquei olhando para as paredes, procurando por uma câmera escondida.

Nem, só era aquilo mesmo.

Abri o potinho e enfiei a colherinha no sorvete - congelado ainda por cima.

Carioca é ótimo para sacanear turista, principalmente em restaurantes. Mas o fast food com 10% ainda continua imbatível.

6 de ago de 2008

'Se o programa tivesse uma hora ele não teria esse potencial viral'


Finalmente deixo com vocês a entrevista que eu fiz com a equipe toda do 15 Minutos, da MTV. Passei algumas horas acompanhando a gravação do programa, e escrevi no último domingo um making-of, contando com detalhes exclusivos os bastidores da atração comandada por Marcelo Adnet e Kiabbo.

Para ler a matéria, segue o link: "Invadimos o quarto do Adnet"

Agora, o ping-pong que só tem aqui no DPL!, rapá:

Eu estava acompanhando as gravações e olhando o roteiro e vi que você não segue quase nada dele. É tudo improviso?
ADNET - Sim, sim. O legal do programa é você pirar, poder fazer o que quer. Quando eu abro espaço para o Kiabbo é praticamente para ele falar o que quiser, não há nada roteirizado para ele. O programa tem muito teor de improviso. Eu falo que do roteiro do Théo Poppovic eu o transformo de 20 a 80%. Eu nunca faço totalmente o que está escrito nem ignoro totalmente. Esse fator surpresa é um dos nossos trunfos, né, rapaz?

KIABBO - A gente flui bem quando começa a improvisar.

O programa é mesmo todo pautado pelas idéias dos internautas?
A -Tem muita idéia de e-mail que a gente lê e pensa em pauta. Às vezes não é uma proposta direta, é uma coisa assim: "Eu gosto muito de andar nu". Daí a gente faz um programa sobre naturismo. O e-mail puxa uma idéia. Ou a gente mesmo propõe. Tem de ser um assunto em que eu mesmo sinta a vontade de falar, como um programa sobre cultura islandesa.

K -Mas a gente já fez um sobre a Bósnia...

A - Porque eu tô ligado na Bósnia! (risos)

RENATA (a produtora) - E a partir do momento que definimos um tema, fazemos o processo contrário. A gente vai nos e-mails e vê o que pode ser jogado no programa. A caixa postal lota todo dia e às vezes não recebemos nada.

O programa de vocês pega mesmo na internet, principalmente as modinhas. No YouTube tem um cara que põe TODOS os programas de vocês.

A - Eu acho ótimo, gosto muito disso, desse retorno. Acho esse assédio muito saudável, é um reconhecimento. Tem uma música que eu fiz há muito tempo para sacanear playboy, chamada Furfles Feelings. A gente cantou no programa uma vez, sem dar nada, e o pessoal enlouqueceu com a música. Aí um cara no YouTube pirou em cima dela e fez uma batida, efeito de voz... O mini-hang loose eu fiz no segundo programa. Nunca pensamos em fazer nada para pegar.

O programa curtinho, que funciona na TV e na web, é um caminho para o futuro da televisão?
K - Cara, é um caminho que vai acabar rolando naturalmente nas outras emissoras: programas mais curtos que pegam o público da internet, que está acostumado a ficar menos tempo em frente da TV e mais em frente ao do computador. A MTV foi pioneira. Acredito que daqui um tempo haverão mais programas nesse formato.

FÁBIO (o diretor) - O grande diferencial nosso é o tempo mesmo. O YouTube tem um limite de tempo de 10 minutos e essa restrição de tempo nos ajudou muito. Se o programa tivesse uma hora ele não teria esse potencial viral.

Como o cenário do quarto foi pensado? Ninguém limpa o cenário? No programa gravado há duas horas o Adnet jogou um dicionário no Kiabbo. No programa gravado agora o dicionário continuava lá no chão!

F - O pessoal na hora de montar o cenário faz tudo bonitinho e a gente vai lá e suja, joga umas coisas no chão. O cartaz "Ó o Auê Aí Ó" [é exemplo de coisas que foram sendo agregadas com o passar do tempo. No começo, o programa só tinha esses papéis de temática russa. Na primeira semana a gente fez essa gíria de carioca que não tem consoantes e todo mundo entende. Já o cartaz do "O Uanhenga é o cara" é para um garoto do Paraná com esse sobrenome que nos mandou um e-mail. A gente acabou fazendo um programa sobre nomes estranhos! (risos) Aquilo lá atrás é uma placa da China que diz que não pode cuspir. É aquela coisa desarrumada de quarto de menino. Tudo o que a gente vai trazendo vai ficando. O surdo, por exemplo, veio emprestado e ficou.

A - O Uanhenga ficou muito famoso na cidade dele e um amigo dele até pediu para a gente não citá-lo mais que ele estava se sentindo muito. (risos)

O celular do Adnet tocou algumas vezes no programa. É dele mesmo ou também faz parte do cenário?

F- É dele, e toca de verdade mesmo. Mas às vezes eu ou o Théo (roteirista) ligamos a cobrar para zoar.

*fotos: J.F.DIORIO/AE

5 de ago de 2008

Pirrrrp

Hoje eu peguei um ônibus de Sorocaba para São Paulo. Falando sério: um cara veio durante todo o caminho conversando pelo seu Nextel. O pessoal tentando dormir, ler, conversar... E aquele tiozinho com aquele tijolo na mão fazendo pirrrrp (sou péssimo de onomatopéias).

Quando eu ouço esse barulhinho, o Nextel Chirp, que significa que a transmissão está sendo feita, fico nervoso na hora. Por muito tempo me incomodava o NokiaTune. Eu ODEIO quem põe esse toque no seu celular. É patético. Ouvi-lo nos filmes não me afeta, pois é uma propaganda da empresa finlandesa. Agora, na vida real? É tão idiota como comprar um Motorola e deixar de toque aquele HELLOMOTO, que, convenhamos, é um baita ringtone de viado.

Mas o Nextel é pior. Nele há algo imbatível: o fato de a pessoa que tem um desses aparelhos fazer o maior escandâ-lo para conversar com quem está do outro lado da linha. Já repararam que todo mundo que tem um Nextel berra? E, pior, não houve o que a outra pessoa está gritando também?

No ônibus de hoje foi assim.

- FALA, MEU!
Pirrrrrrrp
Chiado do outro lado.
- OI, NÃO TÔ TE ESCUTANDO!
Pirrrrrrrp
Chiado do outro lado.
- FALA DE NOVO! QUE TEM O CAMINHÃO??
Pirrrrrrrp
Mais chiado.
- SAQUEI! AVISA O FULANO QUE EU TÔ CHEGANDO EM UMA HORA!
Pirrrrrrrp

Eu sei que esse walkie talkie moderninho é muito útil para uma empresa ou família enorme. Hoje os Nextel estão cada vez mais com a cara de celulares: fininhos e com recursos multimídias. Mas, porra, será que ninguém inventa um serviço desses de rádio que não exige que um berre com o outro? E, por favor, que tire esse pirrrrp dos infernos?

Como protesto, deixo abaixo para vocês ouvirem o gangsta rap Nextel Chirp, de Maceo. Se liga no som e aumenta o volume que é rap du bom!



Nigga don't hit me on the Nextel chirp
If your tryin to conversate about some motha f**kin work
Nuh uh playa don't hit me on the Nextel chirp
If your tryin to conversate about some motha f**kin work
Why?

2 de ago de 2008

Ou de chorar?


Estava bem curioso (e esperançoso) sobre a chegada do Funny or Die no Brasil. Aí, há duas semanas, soube que o nome dele por aqui seria Morra de Rir (ai!) e que, como o original americano, teria parcerias com celebridades.

Um acerto foi pegar alguns bons nomes do stand-up, como o Gentili, Porchat e Dani Calabresa, e do improviso (leia-se Ad-net). Todos hoje na televisão aberta – e com sucesso - então dá uma chamada legal pro público jovem conhecer o site. Mas, caramba, qual a razão de colocar Preta Gil, Ivete Sangalo e Sabrina Sato?

O.K, eu sei que isso é um ótimo chamariz publicitário para o portal e yada, yada, yada, mas calma lá, né? O FOD surgiu como uma alternativa para o pessoal fazer um humor diferente daquilo que já existia na TV – com exceção do Saturday Night Live, que é a cara do site de Will Ferrell, cria do programa humorístico americano.

Tudo bem que não faz uma semana que o bicho entrou no ar, mas dá um medo ver que no MDR haverá o humor idiota que já existe na televisão nacional – como parece ser a série Bost, paródia de Lost, que Sabrina Sato irá fazer. À primeira vista não é nada diferente do humor chulo dos quadros dela no Pânico na TV. E há também coisas tão ruins que não entrariam na TV e em lugar nenhum! – acessem o canal de Preta Gil e vocês entenderão o motivo.

O pessoal do stand-up por enquanto só está colocando de inédito alguns trechos de apresentações deles. Que, vamos combinar, é o que já faziam normalmente no YouTube, mas agora devem faturar uns trocados por isso. Bom para eles, ora! Mas não significa bulhufas do ponto de vista criativo. E não tem aí inovação alguma.

Fiquei com a mesma impressão do Henrique: a melhor pedida, no momento, é ver alguns clássicos do FOD legendados. Há vários ótimos, como o clássico The Landlord ou um em que o John Mayer explica seu processo de criação musical.

Vou embedar por aqui o Porra em Pó. Caramba, chorei de rir com isso.