15 de ago de 2008

No Estadinhon

Dia dos Pais
a Distância


Amanhã, como se sabe muito bem, comemora-se o Dia dos Pais. É uma data que tradicionalmente se passa juntinho de seu "velho", mimando-o de montão o tempo todo.

Mas, para muitos filhos, isso não será possível. Quem tem pai atleta, policial, bombeiro ou que trabalhe em jornal, hospital, restaurante e loja sabe muito bem: esses pais costumam trabalhar nos fins de semana e feriados e, muitas vezes, não podem celebrar essa data com seus filhotes.

Para driblar isso, os filhos se desdobram. Vale comemorar um dia antes, esperar pelo pai durante a madrugada, dar o presente uma semana antes... Não importa se o seu pai está em outra cidade, Estado, país ou continente: sempre se dá um jeitinho.

Porque, para os filhos, aquele ditado com jeito de frase de comercial é uma grande verdade: todos os dias é Dia dos Pais. E não é?

SHOW CAIPIRA
O psiquiatra Marcos de Noronha trabalha quase todos os fins de semana. Nesse Dia dos Pais ele não estará trabalhando, mas nem isso significa que ele terá todo o dia livre para ficar com sua filha Camila, de 7 anos. "Eu estarei em um seminário em Chapecó (interior de Santa Catarina) que começa na quinta e acaba no sábado", lamenta.

Para "obrigar" o pai a conseguir pegar o primeiro vôo de domingo de volta para Florianópolis, onde eles moram, Camila foi muito esperta: deu seus presentes vários dias antes de ele viajar. "Fiz uma cesta de papel picado, um pacote de coração e um desenho", revela. "Ele tem de trabalhar, eu entendo, mas preferia que ele passasse o dia todo comigo", conta.

Assim que chegar em casa, Marcos vai levar Camila para ver o show da dupla caipira Mayk & Rey, que eles adoram. "Eu priorizo muito a qualidade de nosso relacionamento, já que a quantidade é pouca", diz o psiquiatra, que todas as noites faz questão de ver desenhos com a sua filhota.

PAPAI DE PLANTÃO
Ser filho de médico não é nada fácil. O pai não tem horário certo para trabalhar, muitas vezes ele é chamado de madrugada para atender alguém com urgência e fins de semana podem não significar dois dias de folga.

Agora imagine quem também tem a mãe médica? Dureza, né? Para os irmãos Rodrigo, Lucas e Mariana, de 14, 8 e 6 anos, não. Desde cedo eles aprenderam que seus feriados não são iguais aos da maioria de seus amigos.

O Natal às vezes é comemorado um dia antes, por exemplo, e no Dia dos Pais não será diferente: o Dr. Herbert Wallauer de Mattos estará trabalhando amanhã, no Hospital do Mandaqui.
Hoje, os irmãos irão almoçar com a família e presentearão o papai. "Vamos aproveitar do mesmo jeito", diz Lucas.

Para alegrar o domingo do paizão, eles o visitarão à noite para jantarem no hospital. "Sempre damos um jeitinho de nos encontrarmos", sorri a mãe do trio, a Dra. Roselene Lourenço.

TORCEDORA Nº1
Ter um pai atleta, que está disputando a Olimpíada lá na China, não é poder não contar com ele apenas no Dia dos Pais. É ficar sem vê-lo por quase um mês inteiro! Nicoll, que fará 4 anos na outra segunda-feira, é filha de Giba, jogador da seleção brasileira de vôlei, e está enfrentando pela primeira vez essa maratona. Curiosamente, ela nasceu durante a última Olimpíada de Atenas, em 2004, e seu irmãozinho pode nascer também enquanto os jogos da China acontecem!

"Não foi nada programado, juro", ri sua mãe, a jogadora de vôlei romena Cristina Pirv. Giba fala todo dia com a filha. Detalhe: com o fuso horário maluco, ele liga de madrugada (da China), para falar com Nicoll na hora do almoço (do Brasil).

Para ajudar na conversa, eles contam com uma mãozinha da tecnologia: os dois, um de cada lado do mundo, têm webcams. Assim eles podem se ver enquanto matam as saudades. "E é muita!", grita Nicoll, que passa o dia todo com um tercinho na mão, rezando para o pai trazer uma medalha de Pequim.

***

Star Wars virou cartoon


Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, desenho era considerado coisa de criança. Já hoje... Grandes animações que entram em cartaz nos cinemas são tão disputadas pelos pais quanto pelos filhos.

Star Wars: The Clone Wars não fica de fora. A minissérie do Cartoon Network, que trouxe para os desenhos o universo criado por George Lucas, estréia nessa sexta-feira uma animação digital que servirá de aquecimento para a sua nova temporada na TV (ainda sem previsão de quando vai começar).

Para quem nunca viu os filmes ou acompanhou o desenho, Clone Wars é um pouco confuso, mas não atrapalha. A animação tem muita ação e a história é até simples, se levarmos em consideração o imenso mundo de Guerra nas Estrelas, que conta com seis filmes em mais de 30 anos.

O desenho se passa durante as Guerras Clônicas, que acontecem entre os filmes O Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith. O senhor do crime Jabba, o Hut, tem seu filhinho seqüestrado e Anakin Skywalker e sua aprendiz Padawan, Ahsoka Tano, terão a tarefa de resgatá-lo.
Essa missão não será fácil, já que o Conde Dooku, ao lado da sinistra Asajj Ventres, fará de tudo para atrapalhá-los.

Apesar de ser digital, o desenho conserva o estilo inconfundível de seu criador, o animador Genndy Tartakovsky, pai de O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. Exemplo: os cenários criados por computação gráfica de ponta são muito reais e belos. Mas aí os personagens são totalmente cartoon, com cabelos sem movimento e rostos quadradões.

Tal fusão ficou bem divertida.

GIRL POWER
Não vamos negar: Guerra nas Estrelas sempre foi, teoricamente, um filme de menino. Afinal, a história é cheia de naves espaciais, lutas com espada (ops, sabres de luz) e tiroteios com pistolas de raio laser por todos os lados.

Mesmo assim, Star Wars sempre teve uma certa força entre as meninas. A razão? As heroínas da trama, como as princesas Leia e Amidala. Na animação Clone Wars, a garota da vez é Ahsoka Tano, a aprendiz Padawan de Anakin. Ela é destemida, atrapalhada e muito teimosa. No começo ela irrita um bocado, mas depois se mostra uma personagem bem simpática.

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