27 de ago de 2008

Essa tal arte eletrônica


Gosto bastante do lance de arte mais tecnologia. E ontem finalmente pude visitar duas exposições do tipo que estão acontecendo aqui em sampa: a FILE e a Emoção Art.ficial 4.o, ambas na Avenida Paulista.

Fiquei um pouco decepcionado. As duas estão com poucas obras que não são nada demais. Achei a File até um pouco fraca, mais do mesmo, nada muito óóó. Curti bem mais a edição que teve fevereiro em Porto Alegre, com vários clássicos da mostra. A segunda me deixou bem decepcionado por ocorrer de dois em dois anos e os trabalhos me pareceram muito conceituais.

Mas é dela a obra que mais gostei: Reler, de Raquel Gogan. É uma instação com 50 livros. Ao abrir cada um deles, ouve-se na sala o áudio de alguém lendo o trecho de um livro qualquer. Ao se abrir vários, cria-se uma sinfonia de vozes.

Outro bem curioso, que de certa forma me recuso a pôr na categoria de arte, é youTAG, de Lucas Bambozzi. Na verdade ele é um software em que se escreve duas palavras de sua preferência e depois se seleciona uma pré-estabelecida. Lembro que tinha azeite, leite e mais algumas.

Coloquei "roupa", "bidê" e "leite". Depois cadastrei meu e-mail para receber a minha obra de arte personalizada. Recebi-a quase 24 horas depois e achei bem "nhé". O trabalho fez um mashup de trechos de shows do Roupa Nova, Claudia Leite (que na verdade é escrito com dois tês) e Bidê ou Balde. Só. Acho até que já existe um programa assim na internet.

Vejam o resultado aqui: http://www.youtag.org/teste/index.php?tag=4134

O que acharam? Sei lá, acho que ainda não tenho a cabeça muita aberta para esse conceito de arte eletrônica.

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