29 de mai de 2008

A cópia do Weezer

Eu gosto do Weezer. Mas, sei lá, acho que eles não produzem nada de muito bom – e de diferente – desde o Green Album.

Mas se tem algo que eles são meio imbatíveis é com seus videoclipes. É quase impossível achar um deles que não seja... foda! E o viral dessa semana é o clipe deles para a música Pork and Beans, que traz várias estrelas do YouTube cantando a canção. Em 5 dias, esse clipe foi visto mais de 3,8 milhões de vezes.

Todos os blogs estão publicando o trabalho e falando o quanto ele é genial, criativo e yada,yada, yada.

Sim, ele realmente é legalzinho, mas não vi ninguém comentando que o Barenaked Ladies fez no ano passado O MESMO VIDEOCLIPE!

Pois é. O clipe da música Sound of Your Voice segue a mesma brincadeira que o Weezer agora está espalhando pelos quatro ventos: vamos fazer um clipe com todas aquelas pessoas que fazem sucesso na web e colocá-las dublando (ou tocando) nossa música.

Inclusive, algumas celebridades aparecem nos dois clipes – caso do cara de Evolution of Dance, o gordinho Numa Numa e aqueles cientistas que fazem experimentos com Coca-Cola e balas Mentos.

A música do Barenaked Ladies é bem mais legal, já o clipe do Weezer é mais divertido – porque eles interagem com os vídeos virais e convidaram o dobro de celebridades virtuais: são 24 contra 11.

Mas que é cópia, ah, isso é!

27 de mai de 2008

Dani, a feia

Está todo mundo comentando o feito da brasileira Sandra Corveloni, que faturou o prêmio de melhor atriz em Cannes, por Linha de Passe.

Legal, viva. Bacana mesmo.

Mas vem cá: ninguém conhece a mina aqui no Brasil, lá fora nem se fala. Quando eu vi a foto de uma mulher ao lado do diretor Walter Sales recebendo o prêmio de melhor atriz, quase cai para trás.

Nossa! É a Beth, a Feia!

Aí eu li a legenda e vi que a mulher ali não é a Sandra, mas a Daniela Thomas, que também dirige o longa. Ahhh...

O.K., a Daniela Thomas é competente. Como cenógrafa tem uns trabalhos ferrados (Avenida Dropsie) e tem se saído bem na direção ao lado do Walter (vide seu filmete para Paris, te Amo). Mas, cara, esse é o tipo de pessoa que nasceu para ficar atrás das câmeras ou dos palcos MESMO.

A volta dos que não foram

Então, deixa contar o que aconteceu comigo. Estava tudo certo para eu ir trabalhar em outro lugar. Novo ambiente, lugar foda, um baita desafio. Desligue-me do jornal, fiz toda a papelada burocrática e o escambau. Então a semana passada foi um inferno, devido à correria e ao feriado. Por isso minha ausência.

Mas aí ontem, aos 48 do segundo-tempo, surge uma proposta que me faz ficar onde estou. Quer dizer, mais ou menos – só vou mudar de caderno daqui umas semanas.

Enfim, podemos voltar agora à programação normal.

24 de mai de 2008

Já volto

Desculpem a minha ausência. Nesta semana a minha vida deu um giro de 360° e estou numa correria da "poxa" para colocá-la no eixo. Já conto a novidade.

18 de mai de 2008

Um banquinho...

Teve uma época em minha vida em que eu, no auge da minha paixão pelo Napster (amor este muito breve, graças ao Lars Ulrich), passava à madrugada inteira baixando versões acústicas de músicas que eu adorava. Sim, músicas, não álbuns inteiros – vamos lembrar que no começo do século 21 o que pegava era internet discada, e o download de uma mísera canção demorava 30 minutos. Por aí.

Há algumas semanas eu estava fuçando no armário de meu quarto, em Sorocaba, e achei uma pilha de CDs temáticos que eu fazia nessa época. Sim, CDS - não existia iPod. Um, em especial, me fez tirar o pó de meu antigo aparelho de som. É um "Acoustic", com versões desplugadas para cantigas do Coldplay (pois é!), Creed (pois é!!), Radiohead, Vertical Horizon, Nine Days, Matchbox 20, etc.

Foi bacana. Sei lá o motivo porque parei de escutar esse lance de um banquinho, um violão. Talvez porque hoje não baixo uma música de fulano ou sicrano – mas o seu CD inteiro, o que cada vez mais me faz perder o tesão pelo lance do single. Talvez porque a MTV não faz um acústico decente há anos.

Enfim, estou escrevendo esse post para avisar que queimei a língua, e achei no blog Omissão Impossível um (ótimo) acústico do Editors. São sete faixas dos dois (ótimos) álbuns do grupo inglês.

É só violões e voz. Não há bateria, baixo (acho), orquestra, coral ou metais. Bem simplão. Toda a beleza – e tristeza – das músicas se apóia na voz melancólica de Tom Smith e nos acordes de Russel Letch. O resultado é tão bom quanto o original.

Baixem ou escutem o álbum inteiro por streaming aqui.

14 de mai de 2008

Farofa-fa

O.K. isso é meio puxa-saco, mas não dá para negar: a equipe responsável pela versão brasileira do MySpace vem mandando muito bem. Eu já estava para elogiar por aqui a newsletter da rede social, que é muito completinha e informativa. Dá para ficar a par das novidades que estão rolando no site fácil, fácil.

Mas o grande acerto do MySpace aconteceu nessa semana, com a estréia (oficial) do curta-metragem brasileiro Ópera do Mallandro. Estou para ver esse filme há um ano – ele circulou por diversos festivais de cinema e logo ganhou a pecha de cult. Já estava me contentando em não assisti-lo, já que vê-lo numa locadora é devaneio puro.

Assisti ao curta de André Moraes ontem e não dá para negar: ele é ótimo, muito divertido. O único porém (e que porém!) é que não dá para vê-lo em tela cheia, apenas naquele quadrado minúsculo.

O roteiro é o seguinte: Chico (o ator é aquele garoto de O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias é um fã de rock farofa (fa!) que tem de ir até à escola para a sua última prova de recuperação, ao lado de sua colega Marieta (pescaram? pescaram?). Seu professor -Wagner Moura, num momento puramente Charlie Brown, pois só se ouve sua voz e se visualiza seu tronco e pernas - pede para que eles escrevam um texto muito criativo em apenas 15 minutos. Daí, num clássico momento digressivo, Chico acaba abrindo a porta de sua imaginação e entra numa viagem cujo cenário é toda a cultura trash oitentista.

O nome claramente faz referência ao musical de Chico Buarque, mas aqui o que se tem é um musical do Sergio Mallandro, com releituras de seus grandes hits. O resultado, que poderia ser pra lá de tosco, é impagável. O elenco é recheado de globais e destaco as atuações de Lúcio Mauro Filho, pagando uma de Sidney Magal na sua versão de Farofa-fa, e Ângelo Paes Leme, que manda bem na sua paródia de Thriller – ao som de Bilu Tetéia.

12 de mai de 2008

No Estadon... e 'Entrevista de Sábado!'

A "Entrevista de Sábado" - que sai nessa segunda-feira, vejam só - é com a Mallu Magalhães. Como eu disse no blog há algum tempinho, conversei com a menina e foi um papo muito legal. Talvez, por tê-la tratada como uma simples adolescente de 15 anos, não como uma criança ou como uma pequena adulta.

Quem quiser ler "a versão oficial" da entrevista é só ler o Estadão de hoje. O texto está mais caprichado e tals. Abaixo, deixo quase toda a íntegra da minha conversa com a cantora-mirim. Quase, porque a transcrição da entrevista rendeu 5 páginas inteiras - ela fala pra cacete!

Você mudou de escola, Mallu?
Estudo no Lourenço Castanho. Eu mudei agora, estava no Santa Cruz.

Que é conhecido por ser mais liberal...
Naquelas que é liberal, né? O Lourenço tem muito mais gente com a cabeça aberta. Lógico, o Santa é um colégio muito bom, o espaço é fascinante, a biblioteca é gigantesca (isso eu sinto falta), tem várias árvores e, putz, é um espaço muito legal. Mas você acaba se adequando em novos lugares.

Por que você mudou de colégio. O pessoal estava te perseguindo?
O pessoal do colégio velho leu alguma coisa que eu falei – não devia ser o que eu queria dizer- e eles acharam que eu estava falando mal deles e os xingando. Começaram a me xingar de ridícula, inventaram um boato de que eu tinha quebrado a escola... Eu estudei lá por 8 anos e meu "suposto amigo" de lá, de 8 anos, virou a cara para mim. Um dia eu cheguei, o cumprimentei e ele: “Não falo com gente da sua laia”. Aí eu descobri que estavam me enxotando... Aí o diretor da escola ligou e falou que eu não devia chegar perto de lá. Isso foi nesse ano... Eu fiquei triste, tentei esclarecer as coisas e é incrível ver como as pessoas de lá "realmente têm a cabeça aberta", pois eles nunca foram pesquisar para realmente saber a verdade. Se eles quisessem mesmo ter uma opinião eles teriam me perguntado o que eu disse e, se eles realmente estivessem falando alguma verdade, eu pediria desculpas e esclareceria o que os tinha deixado chateados...

Tá gostando do Lourenço?
Tem brincadeiras no novo colégio, eu cantei no sarau de lá. É meio estranho, já até dei autógrafo na escola. Às vezes eu passo no corredor e ouço uns sussurros: "MTV, Jô Soares, MySpace, Altas Horas". Eu acho legal que têm umas pessoas muito curiosas. Tem de tudo: quem não me conhece e só sabe que eu sou a menina da TV e que canta. Isso é meio ruim. Mas tem quem me curte, que me ouviu na internet.

Já surgiram alguns papagaios de pirata na sua cola?
Tem muita gente assim. Na sala de inglês tem uma menina que eu conheço há muito tempo. Aí ela fala que toca piano, já fez não sei quantos receitais... Tipo, até parece, né? Sabe quando você percebe que as coisas não são verdadeiras por não se encaixarem? Aí eu ficava olhando, achava ela interessante para conversar de música e ela não sabia nada. Aí outro dia ela falou: "Ai, te vi na MTV. Você está precisando de pianista?". Às vezes eu falto ou saio mais cedo da escola e o pessoal pergunta a razão. Daí eu falo que estava gravando ou numa entrevista. Muitos não entendem. Para você ter noção, uma menina outro dia me perguntou se eu tinha licença para não fazer lição de casa. Quem me dera!

O que você xereta na internet?
Eu até tinha Orkut, mas não uso mais. Internet eu uso mais pelo lance da música, do MySpace, sabe? Eu também uso bastante sites de busca. Gosto de entrar em sites de bandas. No site dos Los Hermanos tem um radinho que toca várias músicas boas. Esses sites de casas de shows são muito bons, como o do Studio SP, onde eu sempre descubro gente nova. O Pure Volume também é legal. Eu gosto muito de descobrir e de pesquisar. Às vezes você passa muito tempo para pesquisar uma banda desconhecida por ela só ter material de internet. Nem adianta procurar CD. Eu, tipo, não tenho CD também. Imagina um dia alguém me achar na web e ir depois na Fnac: "Oi, bom-dia, tem o CD da Mallu Magalhães?". Por isso eu gosto tanto de internet, tem de tudo: é boa para quem tem CD, e para quem não tem.

E jornal, você lê?
Eu leio muito revista de música, lia até a Bizz. Jornal eu só gosto das páginas de cultura, de política, não. Às vezes você lê uma revista, vê um box de alguém interessante e pesquisa na internet depois. Na Rolling Stone sempre é assim.

Como que você acabou indo abrir o show do Vanguart no Clash (12/1), o seu primeiro show, que fez você virar uma estrela de um dia para o outro?
Um dia, perto do Natal eu estava na casa da avó do meu melhor amigo, o Mané. Era um jantar e eu passei pelo quarto dela e vi um violão jogado. Daí eu fui pegar para mexer e vi que ele era velho, precisava de cuidado. Daí eu perguntei para ela se podia consertá-lo. Daí, no jantar de Natal, eu mostrei que estava consertado e ela pediu para eu tocar um pouco. Quando comecei a tocar, uma amiga de uma moça chamada Indaiara falou: "Nossa, eu tenho uma amiga que trabalha com produção de show". Eu falei: "Putz, nunca toquei, mas tenho vontade". Antes eu já havia ligado para o Café Piu Piu e outros lugares e ninguém nunca me quis. Eu ia às casas de shows, olhavam para mim e diziam: "Não, obrigado. Não pode nem entrar menor de idade e você ainda acha que pode tocar."

Mallu, você fugiu da pergunta...
Calma! Aí, o que aconteceu? Essa mulher ligou para a Indaiara e passou meu telefone. Um dia ela me ligou e falou que era produtora de uma banda meio desconhecida, o Vanguart. Tipo, é a banda preferida minha e do Mané, meu amigo. Eu falei "Não, impossível!". Daí ela pediu para eu abrir o show deles e fiquei mó feliz. A minha sorte é que um monte de gente que tava no show, como o Rossatto (seu empresário), tem uma espécie de poder na mídia e eu acabei conhecendo o pessoal certo. Eu tinha acabado de colocar as músicas no MySpace. Um mês depois eu já estava abrindo shows. (risos)

Você não tem medo dos seus fãs, em sua maioria indies fervorosos, deixarem de te ouvir por você estar ficando mais pop?
Eu tenho um pouco de medo porque isso acontece muito comigo, sabe? De gostar de alguém que ninguém conhece. Tipo o Mika. Eu falava que tinha descoberto ele no MySpace, daí ele ficou mais pop, estourou. Eu continuo gostando, mas não tem mais aquele carinho, sabe? Intimidade?

E da superexposição? Tem muita gente que não agüenta mais ouvir falar de você...
Eu acho que tem coisas que fazem parte, né? Eu penso em três coisas: se isso está me fazendo bem, se estou atrapalhando os outros e se isso será bom para o meu futuro. Estou atrapalhando alguém? Não, até onde eu sei (risos). E estou muito feliz! A melhor coisa que existe no mundo é quando alguém te fala que a sua música lhe fez bem ou quando eu vejo alguém tocando ela. Meu, juro, até choro. Agora, se isso vai me fazer bem no futuro... A gente não sabe direito como é o futuro, né? Daí eu penso: "Putz, se eu não estou fazendo nada de muito arriscado, é só eu tomar cuidado que não vai me fazer mal". Eu penso nisso, é esse negócio de custo-benefício (risos). Tem coisas que às vezes você paga muito caro e daí você descobre que não era bem isso que você queria. Só que o problema da música – ou vantagem, não sei – é o vício, né? Quando você começa, não pára. Eu percebi que mais do que nunca eu achei quem eu sou e achei o meu mundo. É a melhor coisa do mundo você saber o que quer, porque você acaba vivendo para uma coisa, é muito bom. O lado negativo é que você percebe que sua vida não é só a escola e, por mais que você tente fazer a sua cabeça, você meio que acaba chutando ela (a escola).

Você curte que tipo de tecnologia?
Eu ouço LP e baixo MP3, gosto de ampliar. Eu estou economizando para comprar um iMac. Gosto de tecnologias que facilitem a vida, filmadora, bateria recarregável (eu amo!), câmera... Altas tecnologias tipo aqueles milhões de softwares eu não entendo. Nunca tive iPod, porque eu acho ele muito caro. Sempre tive celular só com o Snake. Aí um dia minha mãe ganhou um celular com musiquinha, com fone de ouvido. Era um Sony-Ericsson. Quando eu ouvi o som eu o achei muito bom, a câmera legal, várias funções... Mas eu nunca fiz questão.

E música, você baixa bastante?
Tem coisas que você não acha na internet, você só acha em porões. Tipo obra do Tom Zé. Eu curto esse negócio da arte da capinha. Internet é o primeiro passo. Eu baixo uma música, outra e, quando percebo que eu acho que ela tem o mérito para eu comprar o seu CD, eu compro. Eu ocupo muita memória do computador dos meus pais. Eu elaborei uma tática: depois de chegar às 13 mil músicas, eu não baixo mais nada e excluo o que eu já tenho em CD. Eu tinha todos os discos do Dylan em PC e deletei todos após comprá-lo. Às vezes eu importo CDs pela Amazon. Meus pais não curtem a idéia de eu comprar pela internet, então peço para alguma amiga (risos).

Você vai gravar um CD em julho? Para você, que tem a cara da internet, assim como seus fãs, é realmente necessário ter um trabalho físico?
Putz, eu acho que, na verdade, nada é necessário. Porque a partir do momento que você não tem um objetivo de estado maior, você não tem o necessário. Entendeu? Eu quero trabalhar com música. Como? Eu não sei. Eu acho que tenho de fazer aquilo que é bom para a minha formação de músico, e o CD físico contribui para isso. Mas eu nunca vou abandonar a internet principalmente porque eu acredito nela. Eu acho que tem de usar todos os meios, têm gente que curte os outros meios também.

Você está mais solta hoje, Mallu. Nas entrevistas da TV você é meio travada, ri de tudo. Muita gente diz que você até parece mais infantil, com roupas estranhas, como se estivesse inventando uma personagem...
Eu rio de boba, é o meu jeito. O problema, que pode ser positivo também, da televisão, é o negócio de você juntar tudo o que está pensando com o seu jeito de agir. Então você fica meio com medo. Todo mundo tem dias que está mais assim ou mais assado e, às vezes, por insegurança, a gente tenta ser sempre a mesma pessoa. É medo de escorregar e não mostrar quem você é, porque aquilo vai ficar. Eu me visto assim mesmo, eu me visto como estou me sentindo.

O que você já comprou com o dinheiro que vem ganhando? Ainda recebe mesada?
Eu nunca ganhei mesada, eu sempre tentei ao máximo ganhar o meu próprio dinheiro. Agora está mais legal: comprei o chapéu que eu queria, CDs... Fiz uma malandragem também: teve uma vez que eu precisava faltar na aula para dar uma entrevista e contei isso para meu pai. Aí ele proibiu. Mas daí, outra vez, eu queria filmar um programa e tinha prova no dia. Lógico que ele não ia deixar, né? Daí tive de pagar a substitutiva. Já comprei três exames assim. Mas esse assunto vai morrer aqui, né?

11 de mai de 2008

O pior bolo de chocolate do mundo


Fazia uns bons meses que eu estava com desejo: comer n' O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo.

A publicidade é ótima, não vamos negar. Impossível passar em frente daquela lojinha de origem portuguesa, ler esse letreiro e não ficar com água na boca. É que nem quando você viaja láááá para o interior e não sabe onde comer. Aí você vê um boteco, uma casa caindo aos pedaços, com uma faixa do tipo: "O melhor parmegiana da região!". Sem sacanagem, se leio eu quero comprovar a veracidade de tal anúncio – e em 90% dos casos quebro a minha cara.

Soma-se agora a essa lista o respectivo bolo de chocolate (que, devido ao extenso nome do comércio, será chamado de OMBDCDM).

Ontem, aquele friozinho, estava perto da Oscar Freire e decidi com a Bem-Amada. "Vamos passar rapidinho no OMBDCDM?". Ela fez uma cara azeda, afinal, tinha ido lá há algum tempinho e havia sentenciado, assim como toda sua família: "Aquilo é muito ruim!".

Chegamos lá. Lotado. Pegamos uma mesinha lá dentro. De tão pequeno, nem cardápio há – apenas uma lousinha pendurada na parede, com o preço das comilanças. Cada pedaço de bolo sai por R$$$$ 7,50. Entre o amargo e o tradicional, escolhi o segundo. Já ela, um chocolate quente pequeno – pequeno mesmo, menor que um pingado de bar. Preço? R$$$$$$$$$$$ 4,50.

O pedaço chegou à mesa. É bonito, como se pode visualizar na foto acima. A Bem-Amada logo fez cara de poucos amigos: ela precisou por açúcar na sua bebida. Dei uma garfada e saquei de cara o recheio do bicho: de fato, ele não tem farinha. Graças a isso, o bolo parece um suspiro gigante coberto de chocolate. E fino.

É gostosinho, só. Deu para comer tranqüilo, afinal, sou viciado em chocolate. Mas ele não é quentinho nem fofo, está mais para um merengue. E a cobertura não é de melecar, como todo bolo de chocolate deve ser. Matei o micro-pedaço em menos de 20 segundos, tentando notar todos os nuances do cacau e da massa (massa?) na minha língua. Veredicto: é ruim – "a nível de" bolo de chocolate, vejam bem.

Parece mais uma torta de chocolate, daquelas que vendem no buffet da rede Viena – a diferença é que a do Viena é bem gostosa e custa bem menos.

Bolo de chocolate para mim tem de ser melequento, saboroso, fofinho, alto. Daquele que você tem de enterrar o garfo bem fundo até ele encostar-se ao fundo do prato. O gosto do chocolate tem de permanecer na boca por horas e horas e pequenos pedacinhos devem ficar impregnados nos dentes, criando-se um "aspecto sujo".

Eu recomendaria que os caros leitores experimentassem o bolo de minha avó Antonieta. Ela faz uma forma grandona dele e deixa apenas uma faca do lado de fora para que qualquer um possa tirar um naco do bolo e se lambuze todo – fica restinho da cobertura debaixo das unhas, as migalhas ficam em cima da blusa e o o chocolate granulado, chamado carinhosamente por ela de "chocolate formiguinha", enrosca nos vãos entre os dentes.

Mas, como isso não é possível (a não ser alguém me conheça ou me pague hehe), deixo abaixo as dicas de dois estupendos bolos de chocolate – ambos acompanham sorvete de creme: Devil's Food Cake, do America Burguer, e o Chocolate Thunder from Down Under, do Outback – esse está mais para um brownie.

Não são os melhores bolos de chocolate do mundo, mas tão quase lá.

10 de mai de 2008

Videoclipe (s) do ano

Vocês sabem que eu adoro videoclipes e yada, yada, yada. Estava batendo-papo agora com um amigo e ele reclamou que o único clipe bacana que viu em 2008 foi Clumsy, da Fergie - que é de 2007, na verdade.

Concordo que tal vídeo é legal e diferentão - tanto que foi copiado pela mais nova propaganda da C&A. Mas aí eu pensei um pouco e sugeri mais outros dois para ele (os meus favoritos de 2008 até o momento).

Kraak & Smaak - 'Squeeze Me'


Conheci esses holandeses graças a esse clipe, e o som deles é legalzinho. A idéia desse trabalho é criativa e admito que nunca vi alguém usá-la antes. A tela mostra alguém segurando um daqueles livros infantis que, conforme vai se virando as folhas, surge uma ação se desenvolvendo nas páginas (tem nome isso?). Sou meio suspeito para ter gostado tanto desse vídeo, pois eu adoro esses livrinhos - meu primeiro livro, As Aventuras do Ratinho (que ganhei assim que nasci), era assim, e durante minha infância era viciado na série Bruxa Onilda. No ano passado, na Argentina, comprei um livro de bolso nesse formato, e ele reproduzia aquele golaço do Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86.

Justice - 'Stress'




Essa dupla francesa vem realizando alguns dos clipes mais interessantes dos últimos anos. D.A.N.C.E. é genial - dois garotos ficam andando em direção à tela e, no meio disso, algumas estampas vão brotando em suas camisetas com a letra da música. DVNO também é bacana, mas é meio cópia (criam-se logotipos com a letra da canção). Mas aí, na semana passada, os caras se juntaram a Romain Gravas para fazerem um curta-metragem de 7 minutos (clipe?) à la Laranja Mecânica...

8 de mai de 2008

No Estadon...

Esqueci de colocar a matéria dessa segunda e da semana passada. Vamos lá:

- ‘Quem disse que não dá para ver vídeos?’
(reportagem que explica como assistir vídeos no iPod)

- ‘Rainha do in-line agora desafia o online’
(entrevista com a patinadora Fabíola da Silva durante o X Games que rolou em SP)

7 de mai de 2008

Ela voltou!

Eu estou para comentar isso há algumas semanas, mas sempre esqueço. Daí eu acabei de ler o With Lasers e vi que ele deixou um comentário justamente sobre o que tanto ando querendo falar por aqui:

CÊS REPARARAM COMO A MTV BRASIL ESTÁ LEGAL?

É sério, sem sacanagem. Fazia uns bons anos que eu não via mais a Music Television, que resolveu viral “comportamental” por meio de imbecilidades do tipo Casal Neura e Beija Sapo. Depois daquela decisão estapafúrdia de dois anos atrás, do lance de tirar os videoclipes da programação, então, parei de fato de olhar canal. De birra.

Mas ultimamente tenho que dar o braço a torcer. Como bem disse o Terron, dá para pegar uns quatro programinhas do canal na seqüência e assistir de boa. Cito aqui três motivos que estão fazendo da MTV legal novamente – além do fato deles voltarem atrás com o negócio dos clipes musicais.

Vamos lá:

- O Marcelo Adnet, do 15 Minutos. Realmente foi um golaço da emissora, que soube colocar na televisão um programinha com a cara da... internet! Simples, humor fino e muito divertido. O cara é engraçado, manja de improviso e aquele lance de mini Hang Loose é brilhante. Sem contar as imitações...

- A MariMoon também me surpreendeu. Uma semana antes de ela estrear o Scrap eu a entrevistei e fiquei surpreendido com sua segurança e simpatia. Ela fala meio estranho (acho que é o piercing no lábio), mas isso não atrapalha o jeito todo seu de se comunicar -muito bem - com o telespectador jovem. Como Maridisse em nossa conversa, ela realmente é a cara da MTV. Vou mais longe e falo que a musa virtual é a melhor VJ a surgir no canal desde a Didi (ai,ai...).

Só esses dois exemplos já mostram que a emissora está certíssima em fuçar na web para arrebanhar novos talentos. Afinal, se o jovem está cada vez mais migrando para a web, então que se ponha na TV aquilo que anda rolando de diferente nos YouTubes da vida - tanto que a série Johnny Bombeta, exclusiva do Overdrive, deve ir para a TV convencional, devido ao seu sucesso no portal de vídeos do canal musical.

Mas a grande surpresa dessa nova fase da MTV é o Marcos Mion. Confesso: era fã do Piores Clipes do Mundo, e venerava o cara. Mas daí ele virou caricato, se achou estrelinha ("ator") e sumiu. Assisti a alguns episódios do Descarga MTV e, gente, o programa está ótimo. Mion usa da mesma artimanha do Piores – ele fica em frente a um chroma key, falando besteira em frente à câmera e sacaneando material do próprio canal. Ele também acertou ao voltar com o "Micon". Aquelas historinhas dele com os bonequinhos costumam ser impagáveis.

Há ainda idiotices como aquele A Fila Anda, mas, além desses três casos, há outras boas atrações - tipo RockGol e Hermes & Renato, que nunca deixaram a peteca cair após tantos anos no ar.

Bem, bem legal.

5 de mai de 2008

Joga bola

Em 1995 ou 96, não lembro exatamente, meu primo Luciano resolveu usar o seu apartamento para que toda a família se reunisse lá para comemorar o Natal. Ele, que tinha acabado de voltar da Europa, havia gravado em uma fita VHS um programa gringo que exibia os melhores comerciais do mundo.

Lembro de um, em especial, que me marcou demais: era feito pela Nike com as estrelas de futebol da época: Paolo Maldini, capitão da Itália, Eric Cantona, do Manchester United, Ronaldo (que na época era magrinho e gostava de mulher), Tomas Brolin, astro da Suécia, Luis Figo - então no Barcelona -, entre outros.

A publicidade foi gravada no Coliseu de Roma, numa batalha entre os boleiros e um time do inferno, com monstros e coisas do tipo. Era do ca-ce-te! Uma baita produção hollywoodiana, que acabou por inaugurar aquela maldita tendência publicitária que tomou conta de todos os fabricantes esportivos do mundo: chama-se uns atletas fodões, eles exibem suas habilidades em frente à câmera, cria-se depois efeitos especiais e se escolhe uma canção moderninha e pronto!

Tipo, ficou batidaço ver o Ronaldinho Gaúcho ou o Denílson só jogarem bola MESMO na fila do aeroporto ou num navio cargueiro.

Mas a Nike calou a minha boca com o seu novo comercial, cujo mote é o lema "The Next Level". Dirigido por Guy Ritchie, durante quase exatos dois minutos o vídeo mostra a ascensão de um futebolista, desde um time pequeno até chegar num clube profissional (Arsenal) e ter de ralar muito para chegar à seleção holandesa.

O bacana do filmete é que ele põe o espectador na pele do jogador – tem-se a visão dele, como um game em primeira pessoa. A edição é ligeira e meio "epilética" e a música, como costuma acontecer com esse tipo de comercial, é ótima. Também vale destacar que ele foge do lugar comum de ser um picadeiro para qualquer perna-de-pau pôr a bola atrás do pescoço.

Mas o destaque mesmo são os pequenos detalhes presentes no filme. Só quem manja um bocado de futebol vai sacar que (quase) todo mundo que aparece ali em cena é alguém famosão no mundo futebolístico: o olheiro que o repara em seu primeiro jogo é Arsène Wenger, treinador do Arsenal; o atleta que dá uns dribles nele e o humilha é Cristiano Ronaldo; o zagueirão truculento, que dá uns tapas em seu rosto, é o zagueirão Marco Materazzi ­­ - aquele mesmo, da cabeçada do Zidane.

Enfim, a publicidade é do caramba, isso não é post pago e foi meu irmão quem deu a dica.



2 de mai de 2008

iPhone no Dia das Mães?

Anteontem fui almoçar no Shopping Iguatemi (tô chique, benhê!) e, antes de comer meu mini-beirute do Frevo, resolvi conhecer aquela A2You, uma loja que para muita gente é a Apple Store no Brasil. Mentira, é apenas uma “premium reseller” da Maçã. Em miúdos: uma loja que vende, em sua grande maioria, aparelhos da Apple e faz disso a sua propaganda. Mas também comercializa, no seu fundo, quase que escondido, monitor da Philips, bolsa da Mobimax... Engana legal o público leigo, já que em sua entrada só se vê aqueles aparelhos branquinhos e lindos.

Achei o lugar bonito, nada demais. Mas, como não resisto, ajeitei-me em frente a um iPod touch e comecei a fuçar no bichinho. Nisso me chega um rapaz de terno bem cortado, BlackBerry na mão e olha para o aparelho que está nas minhas mãos. Ele chega até um vendedor e pergunta se aquele é o iPhone. O lojista explica que não e fala das características do touch.

- Mas eu quero um iPhone!, resmungou o rapaz

Eis que o vendedor se afasta um pouco, troca umas palavras com um colega, tira um cartão do bolso de sua camisa e escreve algo nele.

- Olha, o iPhone vai chegar no Dia das Mães. Quando estiver perto desta data, liga no meu telefone.

O cliente saiu com um sorriso do tamanho do mundo. Não me agüentei.

- Peraí, me explica essa história!

O lojista me afirmou que, sim, o celular da Apple chega oficialmente no Dia das Mães – alguns dias antes ou depois. Perguntei quanto que o gadget custaria, mas ele não soube responder. "Apenas" me disse que é a Vivo quem está trazendo o iPhone para cá.

Pelo sim, pelo não, peguei um cartão desse tal vendedor. Após me identificar como jornalista, um outro funcionário da A2You pôs pano quente no assunto, e disse que é melhor não ter certeza de nada.

Hummm... Estranho, hein?!

*Foto: NY Daily News