6 de jun de 2008

Momento cri-crítico
Vou muito pouco ao cinema. Uma pena, pois é um dos meus (caros) passeios prediletos. Na última semana resolvi tirar o atraso e, para desespero da Bem-Amada, assistimos a três blockbusters: Speed Racer, Homem de Ferro e o novo Indiana Jones.

Vou dizer: está cada dia pior ir ao cinema aqui em São Paulo.

Horários: não sei a razão, mas cada vez menos eu encontro as deliciosas sessões da meia-noite. Sim, deliciosas, pois, para notívagos como eu, esse é o melhor horário do mundo: pode-se chegar no horário de exibição, não se preocupar com lugar... Além do mais, tais sessões costumam ser vazias. Com a escassez de sessões da meia-noite, ocorre o próximo item.

Filas: não adianta nada o esquema de você reservar sua poltrona assim que comprar o bilhete no guichê. As filas em cinemas assim são sempre maiores, pois sempre se pega na frente um grupinho de oito amigos que quer sentar junto um do outro ou, pior, velhinhas que ficam 5 minutos apenas para escolher um assento ali no meio, não muito longe ou perto da tela. Pior é também a fila na hora de entrar na sala de exibição. Com a máfia da carteirinha de estudante, muitos cinemas exigem também a sua apresentação antes de entrar na sala. Isso dá uma confusão...

Propaganda: eis o meu item predileto. No ano passado, quando vi Tropa de Elite, cronometrei 30 minutos só de publicidade que apareceu antes do filme começar. É sério! Hoje, um filme não começa às 21h30, mas às 22. Pior, só o que aconteceu comigo na exibição de Speed Racer: a Claro queria me enfiar goela abaixo o trailer do filme. Como? Via Bluetooth! Ou seja: já não basta mais neguinho atender ao telefone no meio do filme: agora se pode ficar vendo um filminho nele, para todo mundo ver e ouvir.

Rádio Cinemark Trama: eis um bom motivo para não ir ao Cinemark. Antes de começar aquela cacetada de propaganda, você é obrigado a escutar por uns 15 minutos aquelas drogas de artistas conceituais da gravadora Trama. Gente, custa esquecer os filhos do Simonal e do Jairzinho e colocar um Superguidis, Autoramas ou coisa do tipo?

E nem preciso comentar sobre o preço, né? Pior é que pegar um DVD também vem me deixando tiririca, pois é cada vez mais difícil encontrar um filme que permita você colocar o disco para rodar e já pular diretamente para o menu. Agora você tem de ver, integralmente, a Pousada do Sandi, aqueles anúncios de que comprar DVD pirata é financiar o tráfico de drogas, uns 5 trailers de filmes que você já viu...

Depois não sabem porque eu incentivo o download de filmes.

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