12 de out de 2008

Peidando no quintal

Após dois anos ensebando, finalmente assisti ao Jogando no Quintal. Para quem não sabe, esse é um espetáculo teatral de improviso, que mistura futebol com palhaços. O público escolhe os temas que serão improvisados ali no gramado por seis atletas, separados em duas equipes. Um juiz coordena a brincadeira, enquanto uma banda de três palhaços faz a trilha sonora - também improvisando. Ao final de cada performance (são cinco), a platéia vota na equipe vencedora. Cada vitória representa um gol.

É bem legal, altamente recomendável.

Mas, enfim, estou escrevendo esse texto para falar que presenciei ontem o maior mico que já vi. Detalhe: não foi em um daqueles "momentos interativos", em que um palhaço brinca com alguém da platéia, acreditem. Foi justamente numa hora que nós tínhamos que prestar atenção na brincadeira - e ficarmos bem quietos.

O espetáculo foi no Tucarena, um teatro de arena, então o palco é central, em um círculo, com o público sentado ao redor. O pessoal da primeira fila fica quase no chão, apenas tendo um banquinho sem encosto para sentar. Então o jeito é ficar sentado de indiozinho ou abraçando as pernas. Bem desconfortável.

Daí estávamos lá, na metade do show, e um palhaço de bengala fingia que lavava as mãos numa pia. Tudo escuro, apenas ele iluminado. Não se ouvia um pio. Mas eis que um som rompe o silêncio.

"Fiiiiiiimmmmmmmmmm"

Meu, alguém tinha peidado! Na hora, muita gente - eu incluso - acreditou que era um engraçadinho querendo aparecer. Mas não! Lá, na primeira fila, uma menina bem bonita, de cabelos lisos, calça jeans e escarpin, beirando os 20 e poucos anos, estava escondendo sua cara no meio dos joelhos, enquanto o pessoal ao seu lado se esborrachava de rir.

A MINA SOLTOU UM PUM!

E foi aquele peido grandinho, sabe? Não foi aquele estrondo, mas aquele tímido, sem querer, que faz "fiiiimmm". Batata que a menina estava segurando aquele pum há muito tempo e, ao tentar se ajeitar em sua posição incômoda, alguma trocada de pernas ou remelexo do quadril fez o safado escapar.

Todo mundo riu da situação. Os palhaços, que trabalham com o improviso, ficaram alguns segundos atônitos, apenas fitando a garota. Mas... Como a platéia riu daquela cena muito mais do que em alguma improvisação do espetáculo, todos os "atletas", mais a banda, foram até ela e começaram a abaná-la.

Micaço!

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