21 de fev de 2006

Amapá não será mais a mesma



Após saudar fãs oriundos de outros Estados, como Bahia e Santa Catarina, o Bono me solta essa durante o show de agora pouco: "Bem-vindo, Amapá".

OBS: Quem escreveu isso para ele devia estar de sacanagem. Só pode.

11 de fev de 2006

Mais dois anos


Sentem-se, pois vou lhes contar uma historinha:

Há mais ou menos dois anos, eu estava sentado neste mesmo quarto, olhando para outro computador que ocupava esta mesma mesa. Lembro que, após uns cinco minutos perplexos sem parar de fitar ao monitor, exclamei em direção ao corredor: "Pai, mãe! Entrei na PUC".

Alguns meses antes disso, ainda no cursinho, lembro que escolhi quatro faculdades para prestar Jornalismo: USP, Cásper Líbero, PUC-SP e PUC-CAMP - essa última por ser relativamente fácil de entrar e eu não faria mais um ano de cursinho nem a pau (e eu passei nela super tranqüilo, de fato). Na verdade, eu não me importava com qual faculdade fazer, mas sim em que cidade ela estaria: São Paulo. Então, quando notei que voltaria a morar na paulicéia, já estava feliz da vida.

Quando a gente ainda está no colégio, os professores dizem que na faculdade é onde realmente decidimos o que seremos da vida, que a universidade é o local que nos fará crescer intelectualmente... E eu fui nessa onda. Quando pus os pés na PUC, achei que aprenderia tudo sobre jornalismo, que amaria as aulas, que todos os anos de tortura à base de cálculos geométricos e fórmulas estequiométricas seriam recompensados em quatros anos de faculdade. Ledo engano.

Professores picaretas, matérias sem pé nem cabeça. Tudo o que eu ouvi foram chiados e xurumelas. "Falta isso, falta aquilo, ninguém me paga...". E os alunos pagando o pato. Na escola, eu sempre torci para não ter aula, pois logo pegava uma bola e ia jogar futebol na quadra. Na faculdade, eu torço para ter aula. Para ouvir algo de interessante que me prenda à carteira, e não me faça sair da sala de aula de vinte e vinte minutos por pura falta de saco para agüentar tanta lorota.

Se todas as aulas foram ruins? Não, óbvio que não. Algumas foram bem bacanas - pena que elas mal chegam a contar nos dedos de uma mão só. As aulas práticas, como Laboratório de Jornalismo e Técnicas de Reportagem, foram horrorosas. Preferia ficar no Orkut bisbilhotando a vida alheia a ter que ouvir um professor falar mal toda santa aula da "imprensa burguesa brasileira".

Olha, cansei da faculdade. Tenho ótimos amigos lá, a rosca de brigadeiro da cantina ainda é uma delícia, e adoro minhas idas à biblioteca. Mas fora isso, eu não tenho mais tesão por aquilo. As minhas aulas começariam dia 13, segunda-feira (elas foram adiadas para o dia 2 de março). Eu já me via acordando às seis horas da manhã para chegar naquele prédio e ler um pedaço de papel colado na porta da sala: "O professor fulano de tal não comparecerá hoje por motivos de saúde".

"Faculdade de Jornalismo podia ser feita em dois anos", certa vez disse o jornalista Leonardo Sakamoto. "O professor finge que ensina e o aluno finge que aprende, sendo que ele só está lá esperando pelo seu diploma", continuou.

Olha, desculpem-me, mas não vejo o momento em que terei o meu diploma nas mãos.

5 de fev de 2006

Reclames


Em meados de 2000, coloquei os meus pés pela primeira vez em uma academia de musculação. Bem, na verdade não era exclusivamente para puxar ferro, mas era uma clinica voltada ao condicionamento físico e reabilitação de atletas. Fui parar nesse lugar por influência de minha mãe e do meu treinador de futebol, que dissera que eu estava muito franzino e precisava ganhar massa magra, vulgo músculos.

Eu realmente era um vara-pau naquela época. Fazia dois anos que eu tinha passado pela famosa "fase do esticão", algo que acontece com todo garoto de 12 a 14 anos. Cresci 15 cm em menos de um ano, e, de gordinho fofo (meu irmão me chamava de Bola de Queijo), tornei-me um magrelo desajeitado e torto. A gordura e os músculos sumiram, restando um pouco de carne com ossos.

Minha cifose era jóia. Meus gambitos levavam ao desespero meus pais, que achavam que eles seriam partidos ao meio na primeira peleja da esquina. E foi por esse motivo que entrei na malhação, puxando barras de ferro e levantando pesos coloridos, onde ficava olhando minha cara de tédio no espelho a cada repetição de exercícios supervisionados por alguma professora gostosinha (algo que dava um pouco ânimo para ir à academia).

Fiz natação também. Em poucos meses fui ficando mais "encorpado". Minhas costas ficam largas e fortes, meus braços mais gordinhos. Lembro que usava uma corrente de baiano no pescoço que começou a apertar a minha jugular, tamanho a largura de meu pescoço. Mas se engana o leitor que me julgue um rato de academia, pois isso nunca fui - e com muito orgulho.

Acontece que querendo ou não, e mesmo ostentando uma barriguinha proeminente, eu era forte. No futebol, se alguém trombasse comigo, eu nunca caia. No basquete, os primeiros arremessos de três pontos entravam e batiam no aro. Isso foi mais resultado da natação creio eu.

E estou enchendo o saco de vocês com este texto entediante, apenas para dizer que não vou à academia há três meses. Se sinto falta? Não, ao contrário; até agradeço. Mas os resultados dessa revolta já estão aparecendo: emagreci quatro quilos, meus braços estão finos e minha postura está voltando a arquear. Não sinto mais a disposição de antes, vivo com sono, e ontem, numa pelada, trombei com um garoto de 14 anos e acabei beijando a grama. Foi bonito, a platéia até riu.

Pior são as dores no pescoço e costas. Estou me tornando um dependente de Dorflex (relaxante muscular). Mas já aviso que, mesmo assim, nem ferrando eu quero ouvir falar em supino ou abdominal. Não pretendo mudar de opinião tão cedo, mesmo com os braços flácidos - minha avó disse que quando dou tchau ou aceno para alguém o meu tríceps balança.

Merda.

2 de fev de 2006

De passagem

Pois é, amiguinhos, faz tempo que não mostro a cara por estas bandas. Vocês ainda lembram qual é o meu nome? O negócio é que trabalhar consome muito o meu tempo, e aos poucos estou percebendo que sou um maldito workaholic em potencial, do tipo que em dia de fechamento tem problemas estomacais e dor de cabeça, e que fica pensando em trabalho até quando está de folga. Não dou dez anos para eu "ganhar" uma úlcera, vinte para um tumor no cérebro e vinte e cinco para um derrame.

Brincadeiras à parte - ou não - eu volto logo. Agora que a escrita se tornou o meu ganha pão, fica difícil eu arranjar paciência para escrever gratuitamente. Acho que meu cérebro e meus dedos ficaram folgados. Só funcionam sabendo que estou sendo pago, caso contrário eles fazem greve. Uma merda, digamos. Blogueiro que posta quase todo dia é um ser vagabundo, e isso é fato.

E torçam para este blog não acabar em diarinho. Tenho mais vontade em relatar a minha vida do que elaborar uma crônica miraculosa que fará pipocar essa caixa de comentários. Enfim, volto neste final de semana.

OBS: Alguém além de mim torceu contra a indicação de 2 Filhos de Francisco? Pô, imaginem agüentar aquele mala do Zezé di Camargo se o filme da vida dele entra no Oscar? Não sou antipatriota, mas que sequei a película de Breno Silveira, ah, isso eu fiz.