24 de out de 2005

E deu Arcade Fire!

Com o dedo de volta ao normal, relato aqui como foi a minha excursão à Arena Skol Anhembi, onde os paulistanos puderam conferir uma mini-versão do Tim Festival. Teve do mangue-beat do Mundo Livre S.A., que eu não vi e escutei da rua, à cingalesa M.I.A, ao super Arcade Fire, até os cowboys de calças extremamente justas do Kings of Leon. Ah, e teve Strokes.

Primeira impressão: abundância de pessoas com jaquetas da Puma, jeans surrado e tênis All Star. As garotas pareciam ser do Cansei De Ser Sexy, com franjinhas e óculos de aro grosso. Os homens, vinham com uma aparência sujinha fabricada em casa. Mesmo pessoal que se trajou de vermelho e preto para os irmãos White ou passaram lápis nos olhos para apreciarem o Placebo.

Arcade Fire fez o melhor show da noite. Minha opinião é meio que imparcial, já digo logo. "Funeral" é o álbum mais sensacional do ano, e ninguém naquela arena mostrou ter tamanha presença de palco. Trocando de instrumentos entre eles mesmos, o pessoal do Canadá fez muito fãzinho tonto do Strokes calar a boca. Bastou a terceira música para neguinho dar a mão à palmatória. "Puta banda!", ouvia. Rolou até uma versão deveras estranha de "Aquarela do Brasil". Pena que a qualidade de som estava horrível. Muito baixo, abafado, distorcido. Um cocô. Show performático e hipnotizante. Bonito que dói!

Só estou lendo neguinho descendo a lenha na M.I.A. Poxa, eu gostei! Foi maior animado, as batidas são feitas para mexer a cadeira, e ela parecia um gafanhoto, de tanto que pulava. Rolou um certo preconceito por parte daqueles maconheiros detestáveis que vão a um show para fazerem baderna, berrar, empurrar.. 10 Dollar, junto com o hit Bucky Done Gun animaram mesmo. Até a minha amiga que foi de muletas não resistiu.

Kings of Leon foi morno. As músicas são bacaninhas, mas soa tal como o CD. Não mudam um acorde, não conversam com o público... Broxante. Strokes foi legal, com o Julian bebadaço que só ele. Ele vai muito ser o Ozzy daqui uns 30 anos. Já anda igual ele e balbucia idem. O Fabrício, como no Rio, saiu da bateria no final do bis, foi ao microfone e emendou um "Boa Noite, irmãos brasileiros".

Torrei meu dinheiro comprando cachorro quente a seis reais e refrigerante a quatro pilas. Depois eu só dormi três horas porque às sete horas da manhã eu tinha prova de "Teoria da Comunicação".

Suuuper...

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