16 de abr de 2004

A boa e velha larica

Ser normal é ser lariquento; não há quem não tenha uma fascinação por larica. Desde nossa infância somos lariquentos - alguém lembra daquelas papinhas? Uma mistureba de frutas, legumes e vegetais, batidos e colocados num potinho. Rapaz, era horrível. Existem pessoas fãs de papinha, ainda. Estes são lariquentos por excelência.

Conheci um garoto que adorava comer Diamante Negro com cachaça. Era impressionante. Segundo o próprio, era a sua refeição ideal naqueles momentos em que não há nada de diferente na geladeira e você precisa urgentemente de um lanchinho rápido que te satisfaça completamente. Esta é a função principal da larica: satisfazer àquele que cria tal prato. A larica é o nosso escape gastronômico, servindo para qualquer hora do dia.

Uma garota da minha sala come Cheetos com chá. Comer aquele isopor com chá deve ser tarefa braba pro intestino. Somente para lariquentos de alto nível. Até gente famosa é fã duma larica; o Jô Soares, por exemplo, não cansa de afirmar que adora comer feijão-fraldinha congelado. Blogueiros, para variar, não ficam de fora. A Rafaela gosta de saborear os restos de comida chinesa no dia seguinte - congelados, lógico.

Hoje, comi um pedaço de pizza de mussarela acompanhada de café com leite. Olhares de horror, espanto e nojo. Estômago forte? Imagina, sou super enjoado - mas um tremendo lariquento. Minhas receitas basicamente dependem de um ingrediente: pizza de mussarela. Gelada fica melhor ainda. Dou cá minha sugestão: pizza de mussarela de madrugada é o que há de melhor nesse planeta. Para ficar no ponto, deve-se deixá-la na própria caixa em que veio, e em cima do fogão, ficando com aquele aspecto de pizza amanhecida. Assista um filme e depois corra para a cozinha. Fica uma delícia! Seja com Nescau, sorvete de flocos, iogurte ou chá. O melhor acompanhamento, definitivamente, é com Coca-Cola sem gás. Uma maravilhosa refeição.

No início é normal ir com certa frequência ao banheiro, mas pode apostar que depois teu organismo fica acostumado. Experiência própria, meus amiguinhos.

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