29 de mai de 2009

@MarceloN


Uma das coisas mais curiosas da web 2.0 é como você passa a fazer parte da vida de uma pessoa que não conhece. Vou dar um exemplo: o leitor deste blog, que tiver interesse em saber o que eu leio, escuto, assisto e afins, poderá fazê-lo. Seja por meio daqui ou de meu Twitter, do meu Flickr, Blip.fm, etc. Não sou o Gustavo Miller, mas o @gustavomiller. Sigo várias pessoas na internet desta forma. Nunca os vi pessoalmente, mas os considero próximos; tenho que tê-los por perto, sabe?

Fiz esse páragrafo para dizer a vocês qual era o meu relacionamento com o jornalista Marcelo Nobrega, do excelente blog Futuro.vc. Conheci-o numa viagem à trabalho em 2007. Excelente profissional e pessoa. Lembro que foi dele o primeiro iPhone que senti em mãos. Nunca mais o vi desde tal viagem, mas a impressão é que ele era alguém com quem eu conversava toda a semana.

Era leitor assíduo do seu blog, lia o seu Twitter e sempre via as belas fotos de seu Flickr (como a que ilustra este post). Tinha-o como amigo no Facebook e por algumas vezes vi seu nome aparecer na minha lista do Gtalk com a bolinha verde. Nunca puxei papo com ele, veja só. E estou com o coração apertado por não tê-lo feito.

Ele faleceu hoje, de uma morte besta, daquelas que revolta. Infarto fulminante, enquanto dormia. Rapaz novo, não faz sentido, parece que não é verdade. E já sinto a sua falta como se um grande amigo meu, daqueles de colégio mesmo, tivesse partido.

Sou um grande defensor de como a internet é algo humano. Eu tinha vários exemplos para confirmar essa tese, mas a notícia da morte do Marcelo é a maior prova, sem dúvida.

Vai com Deus, cara.

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