28 de fev de 2009

Meu mais novo vício


É impressionante como parece que a cada semana surge uma nova série para se acompanhar. Minha mais nova "descoberta" é Flight of The Conchords, que já deixo logo entre as melhores comédias que vi nos últimos tempos. Está no mesmo nível de The Office e 30 Rock, para vocês terem uma ideia.

A trama é ótima: uma dupla neozelandesa de folk se muda para Nova York à procura da fama. Os dois comediantes e músicos Jermaine Clement e Bret McKenzie são os protagonistas e os autores do programa, que começou como um show de rádio na BBC londrina.

O legal do seriado da HBO é justamente esse ranço inglês, de humor nonsense e ingênuo, à la Ricky Gervais, com ligeiras sacadas geniais. A ideia do pobretão camera phone - um celular com uma máquina fotográfica analógica acoplada em sua parte de trás - é tão brilhante quanto a brincadeira de colocar objetos dentro de uma gelatina (The Office).

Fora que o roteiro é inteligentíssimo (o que são as piadas racistas contra os australianos?) e o elenco inteiro muito bom. Murray é o agente da banda, que faz as reuniões com o grupo em seu real ambiente de trabalho: o consulado da Nova Zelândia. A obsessiva Mel, única fã do Flight of The Conchords, também estrela momentos impagáveis.

Mas é lógico que FoC me conquistou MESMO com os seus videoclipes. Explico: em alguns momentos dos episódios, os diálogos de Brit e Jermaine viram musicais. E TODOS são demais, seja pelas letras divertidas e absurdas ou pela linguagem audiovisual utilizada.

Baguete!


Murray também dá show

Terminei a 1ª temporada há umas duas semanas (são 12 episódios, com cerca de 25 minutos cada) e fiquei pensando depois: "seria muito legal que o programa tivesse umas edições especiais, com uns diretores de videoclipes convidados".

Pô, e não é que o 5º episódio da 2ª temporada tem a assinatura do papa Michel Gondry? Ainda não baixei assisti a ele, mas bastou ver o clipezinho de Carol Brown para eu ficar enlouquecido. Reparem nas guitarras/mixer de vídeo, algo que só pode ter saído da cabeça do diretor francês. Reparem também nos tradicionais efeitos de ilusão de ótica gondryanos: a mesma multiplicação 3D de Let Forever Be (Chemical Brothers), a mesma brincadeira de aumentar e diminuir as pessoas, de Denial Twist, e as "projeções interativas" na parede, tal qual Dead Leaves and the Dirty Ground - ambas do The White Stripes.



Não deixem de assistir Flight of the Counchords. Sério!

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