5 de abr de 2004

Após os pioneiros Dado Dolabella e Ricardinho Mansur, tenho a honra de apresentar mais uma edição da famigerada série...

PESSOAS EM QUEM EU ENFIARIA A RAQUETE

Ed. III - Os críticos musicais

Sim, os críticos musicais. Com certeza a raça mais podre no jornalismo, perdendo apenas para os fofoqueiros. Pessoas egocêntricas, diria uma professora. Um bando de filho da puta, diria uma amiga. Musicos frustrados, que só valorizam o que NÃO toca mundo afora. Imitam os críticos das principais revistas mundiais e não suportam viverem num país como o nosso. "Tudo o que é tupiniquim é uma merda", é o lema dos críticos musicais.

Citarei apenas dois críticos, da Folha de S.Paulo. Por que da Folha? Bem, acho que eles estão mais em voga ultimamente. Dificilmente alguém não conhece:

Lúcio Ribeiro. Fã de Londres e de tudo que surge da terra da rainha. Qualquer coisa esquisita, estranha e chata ganha um lugar em sua coluna. Ídolo dos indies, vindo a ser também conhecido por Lucius Ribeirus, devido as suas profecias. Sua linguagem é pobre e chula. Quando não tem o que escrever, coloca algo sobre Morrissey, The Strokes ou Pixies. Parece que quando escreve sobre os Strokes, uma ereção lhe ocorre. É mais “popular”. O ápice de seu mau gosto veio quando ele indicou a banda Franz Ferdinand, dizendo mil e uma maravilhas. Em suma, é uma merda. É daqueles que adoram fazer uma listinha – o cúmulo da babaquice musical. Porém, entende de música, até certo ponto. Foi o primeiro a dizer que "Hey Ya" ia fazer um sucesso cão e que The Darkness é uma maravilha. Adora fazer umas promoções com os seus leitores. Os prêmios? Cds gravados pelo próprio Lúcio.

Álvaro Pereira Jr. Adora ser escroto e polêmico. Gosta tanto de si mesmo, que deve se masturbar olhando para o espelho. Faz questão de colocar no canto de sua coluna o seguinte detalhe: “editor do Fantástico”. Uau! Do Fantástico! Palmas para o grande Álvaro, um cara que acha que música boa só sai de São Francisco, Seattle e Nova Iorque. Adora ressaltar suas grandes peripécias de jovem filhinho-de-papai, ostenta com um tremendo orgulho o fato de ter visto o Nirvana quando não era famoso. Aliás, ele só fala de Nirvana, The White Stripes, Grandaddy e de algumas rádios horríveis de São Francisco. Tudo que é bom ele não gosta, diz que é do “povão” e não lhe interessa. Coldplay, para Álvaro, não passa de uma cópia do Radiohead. No show do Coldplay, em Sampa, jura ter ido embora quando ouviu “Yellow” ser cantada pelo público. “Banda de menininhas”, alcunha o babaca. Não sei qual a razão para gostar tanto de São Francisco. Vai ver ele tenha algumas “amigas” bacanas por lá.

Go West, Álvaro!*

*Irena Copyright

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