15 de abr. de 2008

O golaço da AJ TV

Ignorem o fato de este blogueiro ser um são-paulino roxo, mas o que o querido AJ, da AJ TV, conseguiu ontem foi um tremendo golaço.

Antes de falar qual foi o tento, vou aqui explicar o que é a tal AJ TV: ela é um canal de televisão online, que apenas retransmite os jogos do tricolor paulista. É pirataria? Sim, porque AJ apenas joga para um canal do Sopcast o sinal que pega do seu Premiere Futebol Clube. Mas o trabalho desse cara é impressionante: ele próprio chega a narrar às partidas, prepara uma espécie de "show do intervalo" bem divertida, analisando o prélio e respondendo aos vários e-mails, mensagens SMS e recados do MSN que recebe durante as transmissões.

No ano passado eu fui até a casa do AJ e conferi o trabalho da AJ TV.

Mas, voltando ao mérito da questão, AJ deu ontem uma bela rasteira nos principais jornalistas esportivos do País. Enquanto todo mundo fica discutindo à vera o gol de manchete do Adriano contra o Palmeiras, AJ achou no mesmo lance um pênalti que o "Imperador" recebeu de Diego Souza. Quando Jorge Wagner alçou a bola, o palestrino puxou a camisa do atleta tricolor, vejam só:


Com esse leve puxão, possivelmente se explica porque Adriano não chegou a tempo de cabecear a bola, que acabou batendo em sua mão. Ou seja: antes da raquetada houve uma penalidade máxima. E ninguém tinha notado isso!

"Eu já tinha tido a impressão na hora do jogo, durante a narração. Depois, quando eu tava gravando o ‘Bobo Esporte’, como sempre faço, mostraram a câmera lenta da jogada e aí eu tive certeza", me contou o AJ. "Na hora de editar o vídeo eu aumentei o zoom e diminuí ainda mais a velocidade do lance. Deu pra ver direitinho o pênalti."

Os jornalistas Juca e André Kfouri divulgaram em suas páginas a descoberta de AJ – o diário esportivo Lance! também deu um destaque bacana ao feito, inclusive creditando o site Sempre Tricolor, de AJ.

Ah, a internet!

14 de abr. de 2008

No Estadon... (e novidades)

Hoje, nas bancas:

- Organize a bagunça que é a sua vida 2.0
(teste de agregadores sociais de LifeStream, como FriendFeed e Iminta)

... e na semana passada:

- Uma década de blogs: e agora?
(enorme reportagem sobre os 10 anos de blogs em português)

Novidades:

Então, a partir de hoje eu quero colocar duas seções fixas neste blog: o "CD da semana" (que eu sempre ponho o encarte aqui ao lado, e só. Agora eu pretendo fazer uma pequena resenha do disco) e a "Entrevista de sábado". Como eu faço muitas entrevistas interessantes para o jornal e muitas vezes eu só utilizo uma aspa ou outra delas, agora, todos os sábados, eu vou pôr uma entrevista bacana que eu fiz recentemente ou há um bom tempo.

Parece que eu estou profissionalizando o DPL! e daqui a pouco farei post pago, mas não é nada disso. Nas últimas semanas eu estou postando mais e, em razão disso, as visitas estão aumentando significantemente. Essas medidas foram tomadas para agradar aos novos leitores e aos meus restritos e fiéis seguidores de tantos anos.

12 de abr. de 2008

'Thats what she said'

Ontem a melhor série do mundo retornou, após um tempão fora do ar em razão da greve dos roteiristas

Lost?

Heroes?

My Name is Earl? (Ok, forcei)

Não, caras-pálidas: The Office!

Michael Scott ainda é rei, não adianta

*Nota do blogueiro: Serão deletados os comentários dizendo que a versão original, a inglesa, é bem melhor. E tenho dito!

11 de abr. de 2008

Mallu (quase) mulher

Então, após dar uma leve cacetada na menina há dez posts abaixo, hoje eu entrevistei a Mallu Magalhães. Fui até a casa dela, uma bela mansão de três andares no Morumbi, para uma matéria que sairá daqui duas semanas.

Confesso que estava com uns pré-conceitos em relação à garota. Depois de assistir as suas entrevistas no Altas Horas e no Programa do Jô, achei-a infantil demais, com uns trejeitos meio forçados e parecendo querer chamar a atenção muito mais para a sua figura "de excepcional", do tipo que dá nomes a instrumentos musicais, do que para a sua música.

Quando Mallu atendeu o porteiro eletrônico e ouvi aquela voz infantil, pensei: "Ai, lá vem". Mas bastou ela abrir a porta e dizer um "oi" apressado para os poucos ir tirando a imagem preconceituosa que eu tinha de sua pessoa.

Mallu parece ter saído de um roteiro da Diablo Cody e talvez por isso ela pareça ser meio "estranha". Ela te abraça forte como se o conhecesse há décadas, olha a sua camiseta e realmente demonstra interesse pela estampa dela e pergunta onde você comprou o seu All Stars sem cadarço. Aí, num gesto ligeiro, pede para pôr os seus óculos e diz que, apesar não ser míope, gosta de usá-los, pois com eles vê o mundo de outra maneira, como se ele ganhasse uma moldura.

- Você tirou isso do Janela da Alma, hein!
- É, esse documentário não é o máximo?

O grande problema que eu vejo nas entrevistas feitas com ela é que a tratam como um geniozinho, um fenômeno. Os entrevistados falam como se ela tivesse 5 anos. Aí ela parece se comportar mesmo como tal. Mas se você tirar toda a aura que a envolve e todo esse burburinho exagerado, ela aos poucos se solta e conversa de igual a igual para você. Mallu é uma menina muito legal e que fala muito abertamente das coisas – e tem uma cabeça diferenciada, é fato.

Ela não se acha um geniozinho, apenas acha que assusta os outros de sua classe por já saber o que quer de sua vida: trabalhar com música. E a coitada tá tomando bordoada muito cedo. Já mudou de escola porque o pessoal a perseguia, perdeu amizades, conheceu um monte de papagaios de pirata... Porra, ela só tem 15 anos. Isso é que é foda.

Sim, ela é carismática para caramba e, sim, ela meio que vive no seu mundinho da lua. Sem querer ser maldoso (mas já sendo), ela é um pouco Forrest Gump, do tipo que conta uma história imensa, cheia de digressões, e um tiquinho de Rain Man. Ela conversa enquanto afina o violão, desenha... Sempre de cabeça baixa. Às vezes também é exagerada demais, mas isso me parece ser afetação de adolescente, nada demais.

Ela é meio que aquela menina feinha e boa de papo da classe que todo garoto já teve e nunca deu muita bola. Aquela menina que nunca foi popular porque não se encaixava nos padrões, afinal, é magrela, se veste estranhamente e tem cabelo meio de menino.

Fiquei feliz de tê-la conhecido. Fiquei com a impressão que ela tem a cabeça no lugar e os pés no chão, assim como os pais dela, que não a impedem de fazer suas vontades, mas que impõem os seus limites. Ela não faz shows durante a semana para não atrapalhar os estudos e, na semana que vem, não falará com a mídia porque terá provas todos os dias.

Espero que ela não vire um mero sucesso de verão e que sua fama não vá embora tão rapidamente como chegou. Talento musical ela tem e espero que Mallu veja que, no fundo, é isso que importa mesmo.

10 de abr. de 2008

Atitude

Um colega do jornal, que senta ao meu lado, está fazendo uma matéria sobre música no celular. Ele está falando com alguns artistas – a Pitty é um deles.

A baiana parece que deu umas respostas bacanas e ele perguntou se ela não toparia fazer uma foto para ilustrar a reportagem. Pitty disse que não, pois está grávida e não quer sair assim em nenhuma foto.

Resumindo: ela está mais cheinha e não quer que isso atrapalhe sua imagem de, cóf, cóf, "sex symbol".

Quem te viu, quem te vê, hein Pitty! Parafraseando uma de suas milhares de músicas de auto-ajuda, "o importante é ser você, mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro"


7 de abr. de 2008

Já elvis?

A notícia mais foda da semana passada foi o lance de que a loja que mais vende música nos Estados Unidos é o iTunes, da Apple. Uma loja di-gi-tal. Louco, né?

Ou não: alguém ainda compra CDs? Eu comprava até o ano passado – e um monte. Mas aí, após adquirir mais de 30 CDs em 12 meses, me toquei de que o que eu faço hoje é comprar um CD apenas para colocá-lo na minha coleção pessoal. Eu nem escuto ele. Chego em casa, abro o plastiquinho, olho o encarte (cada vez mais pobre, por sinal), tiro o disco e o coloco no computador. Transfiro as faixas para o iTunes e depois as passo para o meu iPod. Pronto.

Tem uma penca de CDs empoeirados no meu quarto que eu nunca peguei para escutar. Sabe pegar o disco e colocá-lo na bandeja do aparelho de som? Neca. Hoje eu pego o iPod, um plug banana, e ligo uma ponta do cabo no meu tocador portátil e a outra na entrada auxiliar do aparelho de som. É assim que eu escuto música na minha casa.

Por isso não compro mais CD.

Outro dia eu me toquei de outra coisa: ainda existem locadoras de games? Poxa, há uns 10 anos esse tipo de comércio bombava. Com todo mundo destravando o seu PlayStation, as lojas alugavam disquinhos gravados por uma pechincha. Você ficava semanas com o game – piratão - em casa. E depois devolvia.

Hoje a molecada compra no camelô. Alugar para quê? Por R$ 10 o jogo é seu. Outra opção, para quem tem uma internet boa, é baixá-lo pelo Torrent, que é o que eu faço quando quero jogar alguma coisa diferente no meu PS2. Novamente: o jogo é seu.

Música eu não compro mais: baixo. TV eu vejo muito mais pela internet – Lost eu só assisti a primeira temporada pela televisão. Games? Baixo também – comprar é a ultima opção, mas no mercado ilegal. A única coisa que eu ainda sou old school é para ver filmes: o trouxa aqui adora locadora e não dispensa o escurinho do cinema – apesar de ambos serem hobbys cada vez menores, pois pagar R$ 8 para alugar um filme e R$ 20 numa sessão de cinema são dose.

E só faço isso porque eu tenho o maldito hábito de assistir a quase tudo com legenda em português – até filme brasileiro. Depois de 18 anos acompanhando filmes e seriados desse jeito, não consigo prestar atenção direito naquilo que é exibido na tela sem eu ler aquelas letrinhas amarelas. E olha que acho meu inglês bom!

Mas daqui a pouco os internautas brasileiros legendam filmes poucas horas depois de sua estréia na gringa, e aí já era. Se já fazem isso com um seriado de 1 hora, não duvido de nada.

Fico aqui pensando: nos EUA, com a crise da indústria cultural, elas estão sabendo se virar com as ferramentas digitais. Mas e aqui no Brasil, onde a pirataria é quase regra? Locadoras de games não existem mais; as de filmes estão mal das pernas – mesmo as grandes cadeias, como a Blockbuster, que é obrigada a vender bonecos e chocolates das Lojas Americanas em suas unidades. Lojas de discos? Só nas megastores, que também comercializam livros e outros eletrônicos. Lojas exclusivas de músicas sobrevivem fazendo baciadas de CDs por R$ 14, 90, o que é curioso, pois agora um CD só começa a ser vendido mesmo no Brasil passados um ou dois anos de seu lançamento.

Há alguns meses, no TOP 5 de vendas da seção de música da Fnac da Av.Paulista estavam 4 CDs da Marisa Monte – dois da década de 90 e o duplo que ela lançou em 2006. Eles custavam cerca de R$ 16 cada.

Resumindo: no Brasil, ou barateia tudo ou já era?

5 de abr. de 2008

A casquinha da vovó

Uma das especialidades de dona Antonia, vulgo minha avó, é o seu bife à milanesa. E, desde que me conheço por gente, sei que minha nona segue religiosamente um cardápio elaborado por ela durante a semana.

Segunda-feira é dia de bife à milanesa, arroz, feijão e batata com ovo; terça é dia carne ao molho e bolinho de arroz; quarta é macarronada com tutu de feijão; quinta é dia de lanche e sexta é o único dia sem um menu pré-definido.

Quando eu passava as minhas férias escolares na casa dela, eu juro que até fica ansioso pelas segundas-feiras. Eu acordava, ia até a cozinha e escutava, mesmo com a porta fechada, aquele barulho de fritura pulando pela panela.

- Oba, hoje tem bifealinamesa!

Enquanto eu prepara o copo de Nescau gelado, reparava no ritual da velha: ela pegava um naco de carne bem fininho e logo depois o pousava em uma vasilha cheia de farinha. Ela virava o pedaço de patinho de um lado para o outro, como aquelas crianças brejeiras, que bastam pôr o primeiro pé na praia para ficarem brincando de croquete na areia. Depois, ela jogava o bife, agora todo branco, na panela. Tssssss, era o barulho das bolinhas de gordura fervendo.

Algumas horas depois eu comia feliz da vida o bife à milanesa com arroz e feijão. Eu preferia partir a carne primeiro, no maior número de pedaços possíveis. Isso fazia a casquinha do bife se soltar - e a casquinha era o mais gostoso. Um dos melhores sabores de minha infância é a casquinha do bife à milanesa de minha avó.

Desde que eu moro com ela há 4 anos, faço questão de não almoçar ou jantar fora na segunda-feira. Tudo pelo bifealinamesa. E ela sabe que eu o adoro - tanto, que quando chego do trabalho ela deixa três pedações para mim no jantar.

Nos últimos tempos reparei que a casquinha estava a cada semana mais tímida. Aos poucos, nem mais se descolava da carne. Fiquei chateado, mas resolvi ficar quieto para não magoá-la. Quer ver um neto acabar com a sua avó? É só ele reclamar da comida dela.

Porém, há duas semanas juntei coragem e disse:

- Vó, você sabe que eu adoro seu bife à milanesa, né? Mas deixa eu perguntar: por que ele não tem mais tanta casquinha?
- Porque as pessoas reclamam que é muita fritura, faz mal para a saúde. Antes eu passava o bife duas vezes na farinha de rosca, agora só uma.

Pô, fiquei indignado! Se já não bastasse o mundo inteiro querer me enfiar goela abaixo alimentos light, bebidas zero e as temidas barrinhas de cereais, agora a minha avó também entrou nessa de ser saudável? Imagino os netos de amanhã que, quando suas avós forem fazer um bolo (ou não, já que hoje todo mundo compra isso pronto), serão impedidos de pedir para a nona, antes de ela pôr a massa no forno.

- Vó, deixa eu lamber a colher com que você bateu o bolo?
- Não, engorda.

E aí, paf, a velha joga fora para dentro da pia toda aquela delícia de massa cremosa, cheia de chocolate, creme - e açúcar.

NOTA DO BLOGUEIRO: As casquinhas do bife à milanesa de dona Antonia voltaram. Estamos de olho!

31 de mar. de 2008

No Estadon...
- "Respeitem a autoridade de South Park!"

(matéria sobre o site South Park Studios, feito pelos criadores da série em parceria com a Comedy Central. Tipo, você pode ver todos os episódios das 12 temporadas do desenho – de graça!)

- "Não usar a internet como estratégia de marketing pessoal é até meio burro"


(entrevista com o jornalista gaúcho André Czarnobai, o homem por trás do e-zine CardosOnline, criado há 10 anos. Cardoso é um dos caras mais inteligentes e interessantes que eu conheci - O.K, isso soa meio gay, mas leiam o que o ruivo pensa sobre a internet)

30 de mar. de 2008

Melhor do mundo

Independente do caro leitor gostar ou não de futebol, dêem uma olhada no vídeo abaixo, da partida Manchester United 4 x 1 Aston Villa deste último sábado, pelo Campeonato Inglês. Fazia muito tempo que eu não via uma atuação tão impressionante e tão magistral como a do português Cristiano Ronaldo, o camisa 7 dos reds.

O gajo fez um gol de letra e deu três assistências na partida: uma de calcanhar; passando a bola embaixo das pernas do zagueiro (ambas para Rooney) e outra "normalzinha", fazendo um cruzamento de primeira na cabeça de Carlitos Tevez.



Foda!

28 de mar. de 2008

Vai ou não vai?

Saca essa: o Danilo Gentili está colocando no seu canal do YouTube todos os quadros que ele faz no CQC. Bacana que ele pôs no ar o vídeo da entrevista dele com o Padre Marcelo Rossi um dia depois da matéria passar na TV. Confesso que achei bem melhor a entrevista dele com a Gretchen. "Pornô evangélico" foi antológico...

Falando de CQC, estou meio que com um pé atrás em relação ao programa. Na semana passada eu fiquei empolgado: o Gentili foi genial, o Rafinha mandou bem na entrevista da Sabesp e o Top 5 rende ótimas risadas. Mas só. Na atração desta semana eu só ri com o Gentili mesmo e o lance da "humildade" do padre.

Esse lance de perseguir celebridades já meio que cansou. O que foi dar uma raquete para matar mosquitos da dengue para o Gilberto Gil? Para o Ministro da Saúde até vai, mas para o da Cultura??

No ano passado eu fiz uma reportagem bem grande sobre stand-up comedy, e perguntei para um monte de gente porque esse tipo de humor, que faz sucesso na internet e nos palcos, não pega na televisão. O que ouvi de Rafinha, Gentili e companhia é que o humor da televisão brasileira é burro. "Não digo que o povo é burro, porque a TV investe milhões em pesquisa para dar a ele o que ele quer", disse Gentili. "Mas o público da internet é o público novo, e o meu tipo de comédia vai evoluir com esse espectador. Hoje ele gosta de internet, mas amanhã vai exigir na televisão o mesmo tipo de humor que vê na rede."

Sei lá. Justamente por essa frase e outras de cositas mais, o fato deles e do Oscar Filho irem para a televisão me empolgou bastante. Mas estou ressabiado: o Pânico em seu início era criativo também, mas hoje virou só bunda, peito e merchandising. O CQC jura ser contra tudo isso.

Mas hoje, né? Se a audiência não subir, já viu...

OBS: O Rafinha colocou em seu canal do YouTube a ótima entrevista dele com a Sabesp.
Encontro Marcado

Vocês viram a gravação da Globo, que mostra um Celta atropelando uma vaca na Avenida Brasil, no Rio?

Agora, vem cá. Só eu que tive o humor negro de reparar que o rodopio na mimosa é idêntico ao clássico atropelamento de Brad Pitt em Encontro Marcado?

26 de mar. de 2008

No Estadon...

- “Os novos heróis da indústria musical”
(matéria sobre como as vendas de faixas dos games Rock Band e Guitar Hero na internet são uma lucrativa aposta para a crise do mercado fonográfico. Há também uma entrevista com Daniel e Leonardo Monteiro, criadores do jogo Guitar Hero Brasil)

- “Apple Store no Brasil? Quase isso”

(Apple começa a colocar nas Fnacs do País as suas primeiras Apple Shops. Frustrante e legal ao mesmo tempo)

24 de mar. de 2008

Fight!

Já vi várias séries onlines bacanas nesses últimos meses, mas vou confessar aqui: Street Fighter: The Later Years é, disparada, a mais genial.

Criada pelos caras do College Humor, o seriado mostra o que aconteceu com os lutadores do clássico game de luta alguns bons anos depois do lançamento de Street Fighter II. Todos, sem exceção, estão decadentes: Chun-Li trabalha numa tinturaria, Zangief é faxineiro de uma casa de fliperamas, Vega é um ator frustrado, Guile, um vendedor de cachorro-quente, Dhalsim é taxista, o popular Ryu virou garoto-propaganda da Capcom, vendendo na televisão os ensinamentos do Hadouken...

Ao todo são nove capítulos (média de 3 minutos cada) e a história é ótima. No primeiro capítulo, Zanghif acaba encontrando Dhalsin meio que ao acaso. Conversa vai, conversam vem, eles decidem ir até a casa de Bison (agora um velhote de cadeira de rodas) para serem novamente treinados. Juntos, os três decidem reviver os anos de glória e vão tentar achar os principais lutadores do game para disputarem um último torneio.

"Percam" uma meia-hora de seu dia para ver a temporada inteira. A filmagem e até o jeito como a trama foi elaborada lembra bastante Heroes - mas um Heroes com personagens muito mais fodas!

20 de mar. de 2008

A melhor cantora de todos os tempos da última semana

Eu achei que eram duas vinhetas só, mas tomei um baita susto: são ONZE os pequenos filmes que a MTV fez com a Mallu Magalhães para exibir em seus intervalos comerciais. Quando vi a vinheta da cantora cantando na roça, balando meigamente a sua galocha style, achei bacana a proposta do canal de trazer para a TV o que está rolando na internet. Mas aí me aparece ela de preto, cabelos presos e imitando o Johnny Cash... Aí já é ridículo.

Vendo agora de noite as 11 vinhetas (vídeo abaixo), posso dizer que ela está precisando urgentemente de um empresário que segure um pouco a sua onda, pois não dá mais para ela dar entrevista em qualquer lugar ou ficar aparecendo de 10 em 10 minutos na MTV. Ela deve estar adorando tudo isso, afinal, é criança. Mas tem muita gente (eu, incluso) que não agüenta mais vê-la em todos os lugares. E estou pegando birra da coitada.

Ela é legalzinha, o som é bacana, mas chega, né? Pô, ficar mostrando como ela desenvolveu sua assinatura ou exibindo seus cadernos escolares, cujas capas são do Belle & Sebastian, Andy Warhol, The Beatles e Bob Dylan, é um exagero. Tudo bem, ela é inteligente e tem uma cultura acima da média para a idade dela, mas, sei lá, devem existir trocentos adolescentes iguais a Mallu. Com internet banda larga em casa qualquer pirralho de 15 anos hoje tem o conhecimento de um cara de 30 há dez anos.

Eu, com 15 anos, só entrava na internet depois das 21 horas, porque ela era discada e nesse horário a ligação era mais barata. As páginas demoravam anos para carregar, e os 60 minutos que meus pais liberaram para eu usar eram gastos em bate-papos no ICQ. À tarde eu dormia, via clipes na MTV ou pegava uma reprise de um seriado americano na Sony ou na Warner.

18 de mar. de 2008

Lei de Gérson

Sempre ouvi que carioca gosta de levar vantagem em tudo, especialmente em cima de paulista. E se tem um lugar que exemplifica todo esse preconceito que um turista deve ter para com o carioca é o aeroporto internacional da cidade, o Antonio Carlos Jobim (extinto Galeão).

Tive a (in) felicidade de estar lá no último final de semana e, vou dizer: ali tem a maior concentração de pessoas que usam a famosa "Lei de Gérson".

Na ida

Tudo começa na hora que você vai por os seus pés na Cidade Maravilhosa. Um bando de homens com walkie talkies na mão gritam "Táxi? Táxi?". Normal, até na Estação Barra Funda é assim. Mas, no Rio, o sujeito já te pega no braço e te puxa. Quando você percebe já está do lado de um carro azul ou branco. Mas no Rio os táxis oficiais não são amarelos?

- Aqui a gente fecha a corrida
- Quanto fica?
- R$ 55
- Com taxímetro ligado não pode?
- Ai dá mais. Hoje está chovendo, a Avenida Brasil está toda parada, vai sair mais caro que isso.

Olho a imensa fila de espera para pegar os tais táxis amarelos.

- Não, valeu. Vou pegar a fila mesmo
- Pára! O preço deles vai sair ainda mais caro
- Por quê?
- Chovendo, trânsito... quando é assim os taxistas ali ligam a bandeira 2!
- Como assim? Às 4 da tarde? Isso é crime! Nunca vi isso!

Resumindo: espero cerca de cinco minutos pelo táxi amarelo. A corrida, com congestionamento e tudo, dá R$ 35. Ah, na bandeira 1.

Na volta

Decido comer alguma coisa na terrível praça de alimentação do aeroporto. Quero algo rápido, um fast food. Em toda esquina do Rio tem um Bob’s, menos no aeroporto. Vejo um junkie food, o Air Café Palheta. Dirijo-me ao caixa, olho o painel dos lanches e peço, como se estivesse num McDonald’s da vida.

- Quero o Chicken Burger, batata-frita e uma Coca Zero
- OK.
- Quanto deu?
- R$ 17 (porra!)

Abro a carteira e dou uma nota de R$ 20

- Não é agora que se paga, senhor. Você precisa sentar na mesa.

Não entendo nada, mas escolho uma mesa. Dois minutos depois vem um garçom magricela, e repito tudo aquilo que pedi. 10 minutos mais tarde chega o meu lanche numa bandeja. Ao terminar de comer, faço sinal para o mesmo garçom trazer a conta. Ela chega. Nem olho para ela, afinal, deu R$ 16. Entrego a mesma nota de R$ 20.

- Não é aqui que se paga, é no caixa

Como assim? Qual o conceito de fast-food nisso? O próprio restaurante tem aquelas bancadas grandonas, com quatro caixas espalhadas, como em qualquer fast-food da vida. Por que complicar tanto? O que explica tamanha burocracia? Resposta: a Lei de Gérson. Dou a nota de R$ 20 e recebo de troco R$ 1,40.

- Oi! Meu troco está errado. Você precisa me dar R$ 4
- Não, é isso mesmo. Olha a sua notinha

Olho: R$ 17, 60.

Resumindo: os caras cobram R$ 10%!! Num fast-food!! Entenderam a "esperteza" deles?

14 de mar. de 2008

Fergie Carlos

Então, acabei de voltar do show da Fergie. Foi um negócio fechado, apenas para "artistas", jornalistas, um fã clube dela e uns neguinhos que compraram aquele celular feioso da Motorola. Não sei se todo show dela solo sem o Black Eyed Peas é como o que ocorreu em São Paulo. A impressão que me deu foi que eu fui para assistir a Fergie e acabei vendo a Danni Carlos.

Do CD solo dela, que até é legalzinho, ela mandou London Bridge, Fergalicious, Clumsy, Voodoo Doll e Big Girl’s Don’t Cry. Um monte de gente chorou ao ouvir essa (daí eu ri e tomei um pito da namorada, pois aparentemente eu sou um idiota por não ter músicas que me emocionam. Ah, ela não chorou, juro). Do resto foi um grande karaokê: Santeria (Sublime), Barracuda (Heart), Live and Let Die (Paul McCartney), Start Me Up (Rolling Stones), uma adaptação estranha de No Woman No Cry (Bob Marley) e "só". Ah, esqueci da própria música que ela canta no comercial, que é outra cover: Get Ready, de Rare Earth.

Confesso que gosto bastante do pop orquestrado por Will.I.Am e deu para ver que Fergie não segura um show sozinha. Ela canta sem apelar para o playback, rebola que é uma beleza, e tem carisma para empolgar o público. Mas apelar para covers é meio xarope e ninguém parecia se importar com elas. Acho que eu era um dos únicos dali que conhecia Barracuda (tá no Guitar Hero, hello?!).

Ela bem que podia trocar essas faixas pelas músicas do BEP. Deles, a "duquesa" só cantou inteirinha My Humps (um de seus dançarinos dublou o Will). Fora isso, ela fez um pout-pourri das músicas de seu grupo, cantando apenas a sua parte (espertinha, hein?) de Don’t Lie, Where’s The Love e uma outra lá.

Se a Fergie achar mais dois dançarinos para fingirem que são os outros dois rappers estranhos do Black Eyed Peas o show solo dela fica bem firmeza.

12 de mar. de 2008

No mundo da lua

De tão cansado de esperar chegar em DVD aqui no Brasil, baixei há cerca de dois meses o filme Sonhando Acordado (Science of Sleep, 2006), de Michel Gondry. Quem me conhece sabe que sou paga pau do diretor francês, e que foi ele o "muso inspirador" que me levou a escrever o meu trabalho de conclusão de curso sobre a história do videoclipe.

Fiquei com o DVD-R do filme guardado no meu armário por todo esse tempo, esperando o momento certo de assisti-lo. Precisava estar inspirado, no clima, pois digerir Gondry não é fácil, já que depois fico horas e horas acordado sem conseguir pregar os olhos, tamanho o rebuliço que as filmagens desse artista me provoca.

Acabei de ver o filme agora pouco e, caramba, não consigo expressar o que senti ao vê-lo. Definitivamente é um trabalho inferior à Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, pois o seu grande ponto fraco é o roteiro, confuso demais até para o mundo de Gondry. Mas confesso que nunca vi ele acertar tanto na sua proposta de transformar imagens em poesia.

Eu adoro sonhar, imaginar, e esse é o grande motivo que me faz gostar de Gondry. Desde pequeno tenho mania de tentar interpretar meus sonhos. Faço isso até hoje, assim que acordo. Eu entro no chuveiro e começo a devanear, tentando buscar nas metáforas de meus sonhos uma explicação real para eles terem acontecido. 24 horas depois eu esqueço tudo, infelizmente. Acho que aí mora o fascínio sobre o sonhar.

E Gondry é um grande sonhador. Suas publicidades, videoclipes e filmes mostram isso. Não é fácil sentar e compreender aquilo que é exibido na tela, afinal, nada ali costuma fazer muito sentido, já que a imaginação se mistura com a realidade. Mas... todo sonho não é assim também? Quem nunca sonhou coisas bizarras e ficou impressionado em como a sua imaginação foi longe? Ou teve um sonho tão maluco e indescritível que, depois de acordar, ficou uns bons minutos no colchão fechando os olhos para tentar retomá-lo? Gondry faz, filmando, tudo isso que a gente tem (teve) vontade.

Confesso que achei o filme razoável, o que me chateou bastante, mas ele mexeu bastante comigo. Acho louvável ter hoje um cineasta que se arrisque tanto como o Gondry. É difícil ver no cinema atual obras de arte que mexam com o inconsciente do espectador, e Sonhando Acordado, apesar de seus defeitos, como o já falado roteiro e a falta de carisma do casal da história, consegue esse feito com maestria.

9 de mar. de 2008

Em todas

Hoje dei uma passada na banca de jornal e vi que a modelo (cof! cof!) Viviane Castro, "a mulher do menor mostra-sexo da história", está na capa das três principais revistas de nu feminino.

Playboy (Edição especial)

Sexy (Premium)


Ele & Ela

Tipo, não rola contrato de exclusividade quando você decide sair pelado? Tudo bem que parece que as fotos para a Playboy são de dois anos atrás, mas mesmo assim. Eu nunca tinha visto isso antes, e vocês?

OBS: Acho que ela também está no site DreamCam e em mais dois ensaios para o site da Sexy.

7 de mar. de 2008

Muxoxo

Então, eu pude brincar um bocado com o MacBook Air. Diferente do que ocorre quando eu pego nas mãos um novo brinquedinho da Apple, e logo me sinto a pessoa mais consumista da face da terra, o notebook fininho apenas tirou de mim um muxoxo.

Segurando-o na mão e mexendo nele dá realmente para entender que o Air é realmente um produto de nicho. Para começar, ele é todo sem-fio. O único cabo dele é a fonte da bateria. Nada mais, nem entrada de rede ele tem. E ele não possuir um drive para CD/DVD também é de chatear...

Resumindo, o MacBook Air não foi feito para o brasileiro. Não sei vocês, mas nunca peguei um Wi-Fi magnífico por aqui, daqueles que eu possa baixar um episódio de Lost em apenas 30 minutos no Torrent. Quando eu preciso fazer coisas assim, eu ligo um cabo de rede no meu laptop, que é o jeito. E para ver um filme ou se eu quiser gravar um CD ou DVD, como poderia fazer com o Air? Tudo bem que hoje eu tenho em casa um pen drive de 4 GB, mas não dá.

Para o americano, beleza. Wi-Fi lá deve ser uma maravilha, e para ver filmes ou séries é só alugá-los pela web, pelo próprio iTunes. Não há a necessidade de enfiar um disco ali ­– o que não ocorre com nós, terceiro-mundistas.

Visualmente o bicho é um absurdo mesmo. Você o pega nas mãos e nem acredita que aquilo é um computador. Ele tem o peso de um caderno de 90 folhas (já o meu notebook parece um universitário de 400).

Ele é tão leve, mas tão leve, que eu consigo segurá-lo apenas com o dedão e o fura-bolos, como se estivesse apertando um...

5 de mar. de 2008

Segura aí!

Estou numa correria infernal que mal está dando tempo para respirar e pensar em algo para pôr aqui. Pretendo no próximo post falar sobre os meus 15 minutos com o Macbook Air (sim, eu brinquei com um) e estou querendo, a partir de hoje, começar a fazer uma resenha dos "CDs da Semana" que eu ponho aqui ao lado.

Enquanto eu não volto, deixo abaixo dois links para as matérias minhas que saíram nesta segunda no Estadão.

- Cansou do Cansei de Ser Sexy? O YouTube ainda não...
(matéria sobre o fato do grupo ter o vídeo mais visto da história do site)

- O 'Big Brother gastronômico' do Eñe
(Entrevista com os chefs espanhóis Sergio e Javier Martinez)

27 de fev. de 2008

Duas garotas, um bife

Olha, eu gosto do Bonde do Rolê. Quando a Marina saiu do grupo, em dezembro, eu falei que ela era o melhor do trio, e ninguém acreditou. Daí o Rodrigo e o Pedro fizeram essa campanha para achar a nova vocalista deles na web, em parceria com a MTV, e também não coloquei muita fé na parada.

Eu cheguei a ver os vídeos das candidatas -, e achei todas péssimas-, só se salvando a MC Gi. Quando eu entrevistei os dois, eles discordaram de mim e falaram que tinha um monte de gente boa na promoção.

Será mesmo? Saca só abaixo a droga que são as tais novas vocalistas do Bonde do Rolê. Pior, só a apresentação da Ana B. Eu já vi coisa escrota na internet, e achava que o vídeo mais nojento da web até hoje era o tal 2 Girls 1 Cup, o qual me recuso a dar o link aqui (joga no Google, bem!).

Mas, caramba, olha o que essa mina foi capaz de fazer para conseguir o trampo.

25 de fev. de 2008

Buemba, buemba!
Eu iria esperar para soltar essa notícia no jornal, mas em tempos de internet sabe como é: segurar um furo é quase impossível.

Mas vamos lá: sabem a Mono, loja virtual de camisetas que faz um baita sucesso entre o público indie? Então, acabou.

A marca que fez cinco anos em janeiro agora será dividida em duas: Sound & Vision, comandada por Patrick e que praticamente continuará sendo a mesma Mono das camisetas inspiradas em filmes cults e músicas alternativa; e a Needles & Pins, que estará nas mãos de Maria Elvira e será mais "mulherzinha indie", com blusinhas, tomara-que-caia e outras cositas mais.

Pronto, soltei!

OBS: A blogueira Diablo Cody acaba de ganhar o Oscar de Roteiro Original por Juno. "Enquanto isso, aqui os blogueiros divulgam desodorante Rexona", já diria o caro Ronald.

*Atualização: leia a matéria com o Mono aqui. Ela saiu no dia 17 de março

22 de fev. de 2008

A mesma praça...
Ontem eu comi um negrinho* hehehehehehe

OBS: Piada idiota que todo paulista já fez em Porto Alegre, pois aqui negrinho = brigadeiro.

20 de fev. de 2008

A Tropa de Elite da Tia Carmen

Estou impressionado com a educação das pessoas em Porto Alegre (RS). Hoje, uma mendiga me abordou (sem me tocar), assim:

- Olá! Por gentileza: o senhor poderia ler esse bilhete?

Era uma cartinha dizendo que ela estava contaminada com o vírus da HIV e precisava de dinheiro para cuidar de sua filha pequena. Gente, a carta estava em um português perfeito, até com crase em "àquela".

Quando eu e outros jornalistas dissemos que não poderíamos fazer nada, ela agradeceu e até pediu licença para se retirar.

Mas o melhor mesmo foi o ocorrido agora à noite, no bairro Moinhos do Vento. Um garoto de 20 e poucos anos chegou, cumprimentou o pessoal e disse:

- Olá, boa noite! Tu poderia pegar esse bilhetinho, por favor?

Era um cartão do Carmen’s Club, uma casa de, hum, "amizade". No bilhetinho estava escrito: "Venha conhecer a Tropa de Elite da Tia Carmen!!"

Cai na risada. O rapaz agradeceu.

- Bacana, néam? E esse cartão ainda vale um drink. Se tu beber muito o táxi é por nossa conta e também temos um serviço vip de busca ao cliente

Porra!

15 de fev. de 2008

É ou não é?

Vem cá: alguém já viu nas bancas de jornal a capa do mês da revista "Claudia", com a Letícia Spiller?

Pô, eu a vi de longe e pensei: "Caramba, ela está com um beque na boca!"

Daí você se aproxima da banca e vê que o objeto que ela está mordendo é, na verdade, um óculos-escuro. O.K., ilusão de ótica. Ou não.

Prestem atenção na chamada à esquerda do rosto dela:

“A polêmica sobre a descriminalização da maconha. No que isso afeta nosso filhos”

Mensagem subliminar???

Óbvio que eu fiquei maluco e resolvi jogar no Google para ver se alguém mais, além de eu e minha namorada, tínhamos visto um beque ali. E tinha! O cara do blog Morrendo Lentamente teve a mesma visão, e até fez uma ótima brincadeira sobre o caso:

13 de fev. de 2008

A sandália anti-ator de 'Malhação'

3 mil geeks estarão acampando até sábado no Ibirapuera, na edição brasileira da Campus Party. Está todo mundo falando do evento, e confesso que estou com uma coceirinha para passar lá e ver o que está rolando. Eu achava que lá só ia dar nerd levando o seu desktop para ligar na conexão de 5 GB e ficar baixando milhares de coisas no Torrent, mas dêem uma olhada nessa bizarra sandália lançada pela estilista Norene Leddy, que está em exibição no estande da Mobilefest. O release da bichinha segue abaixo:

"Projeto Aphrodite, a sandália equipada com sistema de alarme sonoro para repelir molestadores, receptor GPS que localiza a prostituta e um sinal de pânico que pode estabelecer conexão com serviços públicos de emergência.

O objetivo da sandália com tela LCD e receptor GPS é facilitar a localização geográfica em caso de perigo, como por exemplo, se a prostituta não chegar em casa até um determinado horário a polícia será acionada. A comunicação pode ser feita por meio de conexão com celular ou freqüência de rádio."

OBS: Se o Rômulo Arantes Neto tivesse visto isso, hein?!

10 de fev. de 2008

Tucanaram o filme Cult

É só em Sorocaba ou em toda BlockBuster a seção de filmes Cult é chamada de "Interesse Especial"?

7 de fev. de 2008

A revolução já está sendo televisionada

Na segunda-feira saiu no Estadão a tal capa sobre Lost, que consumiu duas semanas de minha vida. Curti bastante o resultado final. A idéia que eu tentei mostrar é como o seriado de J.J. Abrams está mudando a maneira de nós, telespectadores-internautas, consumirmos televisão. Também cavei bem fundo para contar como que é feita, de forma totalmente amadora, as ótimas legendas da série, poucas horas depois de um episódio ser televisionado lá fora.

Cliquem aqui para ler a matéria toda, que traz entrevistas com David Lavery, Carlos Alexandre Monteiro e Juliana Ramanzini.

E aqui para ver a ótima ilustração feita em parceria com Marcos Müller, sobre como a legenda chega em tempo recorde às casas dos internautas tupiniquins.

2 de fev. de 2008

Enquanto isso, no MSN...

Gustavo diz:
Nossa, só agora que eu vi que o Beto Carrero morreu. 70 anos, como assim?

Namorada diz:
Pois é! O meu chefe até quer saber quem aplicava botox nele!!

Gustavo diz:
Ahahahahaha

Namorada diz:
Hehehehe

Gustavo diz:
Bééé-to Car-re-ro! Futupix, fututupix!!

Namorada diz:
AHAHAHAHAHAHA!!! O "futupix" foi uma onomatopéia para o barulhinho do chicote?? Ai, Gu, vc me mata de rir...

28 de jan. de 2008

Esporte de macho?

Está cada vez mais sofrível ver uma partida de futebol no Brasil. O jogo não se desenvolve, a cada cinco passes alguém faz uma faltinha boba. Alguém viu São Paulo e Corinthians ontem? Poxa, foi de doer. Falta atrás de falta. Não é um jogo violento, mas de interrupções. Um puxão aqui, uma cutucada acolá. E não pode nem mais encostar no atleta do outro clube. Sentiu o cangote do negão atrás? Dobra os joelhos e se joga no chão. O juiz sempre marca. Batata.

Aquele ditado de que "Futebol é coisa pra macho" não existe mais. No Brasil. Veja uma partida do futebol inglês e do espanhol? Não adianta dizer que na Europa pode dar encontrão, carrinho e o escambau. Não é isso. O jogo por lá é dinâmico, a bola só pára quando sai do campo. E se o atleta recebe uma falta, mas tem a oportunidade de prosseguir a jogada, ele o faz, ao contrário daqui. Cada time inglês não faz mais de 10 faltas por partida. Por aqui, se um time fizer menos de 25 é exemplo para os outros.

No clássico de ontem, houve um lance que será assunto nos botequins durante toda a semana. Em bola alçada pelo tricolor Hernanes, Adriano veio na corrida e ganhou a disputa no alto contra o zagueiro Williams, do Corinthians. Golaço! Daqueles de dar gosto. Mas...

O árbitro anulou. Falou que o atacante são-paulino fez falta, apoiou-se no ombro do adversário. Ao acabar a partida, Adriano reclamou: "Na Itália não seria falta."

Não estou escrevendo este texto para reclamar do lance (todos sabem que sou são-paulino roxo). Adriano é um tanque, e óbvio que ele sempre ganhará na força física. Mas reparem no vídeo, como William vê o jogador se aproximar, vê que vai perder na impulsão e já deixa o corpo mole, para levar um encontrão. No ar mesmo ele já abre os braços e reclama. E, como hoje qualquer contato físico no futebol brasileiro é falta, não dá outra.

O que anda matando o futebol brasileiro é essa mania de Lei do Gérson, de sempre querer levar vantagem, de querer iludir os outros. Você vai numa escolinha de futebol e vê um monte de guri habilidoso. Daí, no primeiro drible, ele toma um encontrão e se joga, fica rolando no chão, se contorcendo de dor. É mole? Eu já vi, sem brincadeira.

Acho que isso é coisa nossa. O basqueteiro Anderson Varejão foi no ano passado o jogador da NBA a mais conseguir cavar faltas de ataque. Malandro, ele sabe como ninguém fazer isso. Em vez de tentar brigar pela bola, ele se joga na frente do adversário no garrafão para levar uma trombada. Os americanos não acharam essa "habilidade" engraçada, e Varejão tomou esporro até dos colegas de time.

Hoje, gol no Brasil só sai de bola parada. Não sei se há algum dado sobre isso, mas vou tentar achar. Do que deve ter crescido o número de gols saídos de cobranças de falta e escanteio... Você vê os Gols do Fantástico e não dá outra. Um tento criado por tabelinhas, filas e chutes do meio da rua estão cada vez mais raros.

Eu estou ficando velho ou alguém mais concorda comigo?

27 de jan. de 2008

Lost in Lost
Caros:

desculpem a ausência de uma semana. Estou freneticamente produzindo uma baita reportagem sobre Lost, que também consumirá todas as minhas energias nos próximos dias. Agora só falo da série, de teorias, estou lendo livros... Coloquei até um widget que faz um countdown para a estréia da 4ª temporada ali no canto da página.

Volto em breve. Namaste!

19 de jan. de 2008

Nós sempre teremos Paris

Finalmente pude assistir a Paris, Te Amo (Paris, Je T’Aime, 2006). Vi agora pouco. Na locadora perto de sua casa deve ter o DVD para alugar. Recomendo, é bem interessante.

O longa de quase duas horas é composto de 18 curtas-metragens com cerca de 5 minutos de duração cada, onde todos têm em comum a temática de um encontro amoroso em Paris, a Cidade do Amor. O bacana é que cada curta remete a um ponto histórico ou bairro parisiense, então realmente dá para admirar a Cidade da Luz por vários ângulos.

21 diretores participam do projeto, dentre eles o brasileiro Walter Salles - junto de Daniela Thomaz -, Alexander Paine, o chato do Gus Van Sant, os irmãos Coen e Wes Craven. Também há a presença de rostos famosos, como Natalie Portman, Juliette Binoche, Elijah Wood e o acabado Nick Nolte

Para dar um gostinho do filme, deixo abaixo o meu curta predileto dele: o diferente e simpático Tour Eiffel, de Sylvain Chomet.


16 de jan. de 2008

Ô, lá em casa

HD de 80 GB, 2 GB de memória, tela de 13 polegadas, processador Intel Core 2 Duo, US$ 1.800 e tão fino e leve, que cabe dentro de um envelope de papel.




13 de jan. de 2008

O carnaval e o suco de laranja

Sabe uma coisa que eu não entendo no carnaval paulistano? É que todo ano eu escuto, da boca de jornalistas e carnavalescos, que ele está cada vez mais igual ao carnaval carioca.

Já repararam? É sempre uma história de que antes ele era patinho feio, renegado. Agora, musas do calibre de Solange Gomes e Renata Banhara desfilam por aqui, sambistas cariocas da antiga compõem o samba-enredo destas bandas. Aí vem o repórter e faz a pergunta:

- Como você avaliou o carnaval paulistano deste ano?
- Ah, uma maravilha! Olha, vou te dizer: o carnaval de São Paulo está cada ano melhor e mais parecido com o carnaval do Rio.

Pergunto: quando seremos iguais ou melhores que os cariocas? Nunca, né? Faz 20 anos que eu escuto esta ladainha.

Isso me lembra uma vez um trecho de stand-up do Seinfeld (ou do Letterman?), que reclamava dos sucos de laranja de caixinha. A cada nova embalagem ou versão do suco, vinha escrito na embalagem do produto: “agora com o sabor ainda mais próximo do suco natural”.

- Por que raios eles não colocam de uma vez o suco natural?! , reclama o comediante.

Entenderam o meu ponto de vista?

Carnaval paulistano = suco de caixinha

Sabe uma coisa que eu não entendo no carnaval paulistano? É que todo ano eu escuto, da boca de jornalistas e carnavalescos, que ele está cada vez mais igual ao carnaval carioca.

É sempre uma história de que antes ele era patinho feio, renegado. Mas, agora, musas do calibre de Solange Gomes e Renata Banhara desfilam por aqui, sambistas cariocas da antiga compõem o samba-enredo destas bandas. Aí vem o repórter e faz a pergunta:

- Como você avaliou o carnaval paulistano deste ano?
- Ah, uma maravilha! Olha, vou te dizer: o carnaval de São Paulo está cada ano melhor e mais parecido com o carnaval do Rio.

Pergunto: quando seremos iguais ou melhores que os cariocas? Nunca, né? Faz 20 anos que eu escuto esta ladainha.

Isso me lembra uma vez um trecho de stand-up do Seinfeld (ou do Letterman?), que reclamava dos sucos de caixinha. O texto falava do fato que a cada nova embalagem ou versão de um suco de caixinha, sempre vem escrito na embalagem do produto: "agora com o sabor ainda mais próximo do suco natural".

- Por que raios eles não colocam de uma vez o suco natural?! , reclama o comediante.

Entenderam o meu ponto de vista?

11 de jan. de 2008

Aqui também?

Impressionante como o Big Brother pegou no Brasil. Lá em Sorocaba, há duas TVs ligadas no programa; aqui em São Paulo, na casa da Bem Amada, idem. Olhei pela janela e vi os televisores dos vizinhos do prédio dela. Adivinhem?

Os blogs especialistas em fofoca só falam disso. O Deu Zebra, do Eric, deixou Amy Winehouse e Britney Spears de lado para apenas comentar sobre o BBB. Já o pessoal do Te Dou um Dado? esqueceu do site, passando, mesmo, o dia inteiro postando no ótimo Big Bosta Brasil.

Por enquanto eu não estou vendo direito o programa. O início é sempre chato, todo mundo é amiguinho, gosto mesmo quando pega fogo. Depois, até chego a ficar nervoso nos paredões.

Durante sete edições, minha justificativa para ver o BBB era uma: a edição ­- principalmente de domingo, quando rola a votação do líder, e de terça, que é quando alguém se escafede. Acho genial as montagens feitas, as músicas utilizadas (iguais as do Pânico nesta edição, repararam?). Eu sei que a edição é feita para criar histórias batidas, que é tendenciosa... Mas, como programa de entretenimento, acho tudo válido.

Um dia usei essa desculpa para um amigo. Ele respondeu: "Isso não é motivo. Os filmes que o Hitler mandava fazer também eram um primor de técnica, mas tinha algo errado ali no conteúdo".

Agora toda vez que ligo a TV e está passando BBB eu me sinto mal...

7 de jan. de 2008

Eu sou fã do SBT!!!!

Desde que comecei a trabalhar no jornalismo, tive a oportunidade de conhecer e conversar com pessoas cujo trabalho sempre admirei. Já conversei sobre cinema com o Carlos Saldanha, de Seinfeld com Rafinha Bastos, de videoclipes com Jarbas Agnelli, de bandas japonesas com a Fernanda Takai, de quadrinhos com o Maurício Ricardo e até de cachorros com a Luisa Mell (essa não entra na lista de admiráveis, mas enfim).

Confesso que poucas vezes fiquei nervoso ao falar com alguém famoso ou me senti emocionado por trocar umas palavras com algum ídolo. Nem quando assisti a um treino do São Paulo, com os jogadores ao meu lado. Mas, na última quinta-feira, foi difícil separar um pouco o lado "Gustavo repórter" do "Gustavo viciado em TV". O motivo? Fui conhecer o SBT.

Foi duro. Imagina você entrar em um lugar com uma van lotada de garotas do Fantasia? Imaginou? Bem, isso aconteceu comigo. Um monte de meninas saradinhas, com blusinhas, cabelos lisos e fofocando alto. Foi surreal! O mais maluco de tudo é que elas andam em bandos. Enquanto um grupo de 10 está almoçando, outras 10 estão no banheiro. Imagino elas lá dentro, brincando de "passa o papel higiênico".

Depois, você entra no estacionamento e vê um Passat alemão azul, com o insufilm todo descascado. "Nossa, que podre!", pensei. Daí você chega perto do automóvel e vê que ele está parado em uma vaga com uma estrela gigante no chão com os dizeres "SILVIO SANTOS". Do lado direito dele, a vaga destinada a Hebe Camargo, do esquerdo, para Gugu Liberato.

Logo em seguida, ao passar por uma porta você tromba com ninguém menos que o Roque. Baixinho, de camisa aberta, exibindo uma corrente de prata reluzente, com um pingente de ouro gigante, de algum santo aí. Ele me cumprimenta. Eu gaguejo. "O... Oi! Você é o Roqueee, digo, Roque!". Ele sorri, pergunta se eu quero tomar algo. Nem me dou conta que logo em seguida ele conversa comigo, brincando que está puto com o Silvio, que ele conhece há mais de 40 anos, porque o Homem do Baú falou que ele não está em seu testamento.

Jorge Kajuru, ao meu lado, ri. Minutos depois, ele começa a falar mal do Ricardo Teixeira e da CBF. No caminho até o restaurante, Patrícia Abravanel, a filha nº4 do seu Silvio, passa com pressa, ao lado de um segurança. Uma baita mulher emperiquitada, pouco lembra aquela menina de moletom vermelho seqüestrada há alguns anos.

Mais chamativa está Mariana Küpfer. Vestido justíssimo, todo branco, que termina logo abaixo de seus quadris. Um "abajur de buceta", como diria José Simão. Magra demais, morena demais, cabelo à la Victoria Beckham. Desliga o celular e entra em uma Palio Weekend com o logo da reportagem. Mariana Kupfer indo fazer uma reportagem? Só no SBT.

E só no SBT mesmo para você fazer o caminho de volta dividindo o carro com o Josias do Qual é a Música?. Mais: com ele cantarolando durante todo o trajeto!!!

Saí do Complexo da Anhangüera sem acreditar. Só faltou eu ver o Silvio, mas nem imagino como iria reagir. Provavelmente ele diria. "Gustavooonn, qual é a sua profissão? Jornalista? Ah, então você trabalha com notícias? Isso quer dizer que você faz reportagens? Hi-hi, de que caravana você veio?".

Inesquecível.

3 de jan. de 2008

Jogos para sempre

Confesso que visto muito mais a camiseta da ESPN Brasil do que a do SporTV, mas um programa do canal da Globosat, exibido por apenas 10 dias, foi um dos melhores que eu já vi na TV a cabo: Jogos para Sempre.

Foi muito legal! Documentários de uma hora de duração que reviviam um grande jogo da história do futebol brasileiro. O formato era simples e bem bacana: um apresentador e dois convidados, geralmente um jogador de cada time que participou do prélio.

O atleta pertencente à equipe que venceu o jogo é entrevistado ao ar livre (sempre em algum lugar com muito verde), caminhando e batendo papo com o apresentador. Este, relembra momentos cruciais da disputa, como uma falta, um lance perigoso, e por aí vai. Pelo outro lado, aquele que fez parte do time derrotado é entrevistado em uma sala, sozinho, com a câmera focando em seu rosto. Misturado às falas são exibidos os melhores momentos do jogo.

Ah, somado a tudo isso, alguém que viu a partida no estádio ou pela televisão, como o escritor Luis Fernando Veríssimo ou o ator Marcos Palmeira, comentam como eles quase morreram assistindo determinado jogo. Os depoimentos são engraçadíssimos.

Dentre os jogos exibidos teve um 6 a 0 do Flamengo no Botafofg, em 1981, aquela clássica final do campeonato carioca de 1995, entre Flamengo e Botafogo, com o gol de barriga do Renato Gaúcho, e uma partida que sempre foi motivo de piada na minha família: a final do Brasileirão de 1986 entre São Paulo e Guarani.

O jogo acabou 3 a 3, e o tricolor sagrou-se campeão nos pênaltis. Diz a lenda, digo, meu tio, que aos 43 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando a partida estava 3 a 2 para o time de Campinas, meu avô saiu da sala xingando o tricolor paulista de pipoqueiro. Mal ele subiu as escadas para o Careca soltar uma bomba e empatar a partida. Depois ele tentou voltar para ver o jogo e acabou sendo expulso por meu tio.

Eu fiquei viciado no programa, e me senti desolado ao saber que ele foi um especial de 19 a 30 de dezembro. De boa, os caras do SporTV deveriam deixar essa atração quinzenal ou mensal, pois faz falta programas esportivos assim. Não agüento mais aquelas mesas-redondas com um jornalista falando mais alto do que o outro.

Inspirado pelo programa, baixou um Nick Hornby em mim e fiz uma seleção dos 5 jogos do futebol brasileiro memoráveis da minha vida. Estes eu lembrarei para sempre – por motivos bons ou ruins.

5) Palmeiras 3 x 4 Vasco (Final da Copa Mercosul de 2000)

No primeiro jogo da final, no Rio, o time de São Januário bateu a porcada por 2 a 0. No segundo confronto, em São Paulo, 1 a 0 para o Palmeiras. No confronto final, no Palestra Itália, o jogo acabou 3 a 0 para o time alviverde no primeiro tempo. Caneco garantido? Não para Romário, Viola e Juninho Paulista, que viraram a partida para 4 a 3.

4) Santos 5 x 2 Fluminense (Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995)

Por duas vezes nessa vida eu torci para um time brasileiro que não foi o meu tricolor: a Portuguesa de 1996, que foi vice-campeã brasileira, e o Santos de 1995, que teve o mesmo destino. No primeiro confronto, o time carioca venceu o santista por 4 a 1, lá no Rio. Ir para a final era tarefa quase impossível para o esquadrão comando por Giovanni, e lembro que são-paulinos, corintianos e palmeirenses lotaram o Pacaembu para ajudar o Santos a vencer por três gols de diferença. O primeiro-tempo acabou 2 a 0 para o time santista, que nem desceu para o vestiário no intervalo para sentir o apoio da (s) torcida (s). Dito e feito: 5 a 2 na segunda etapa.

3) Cruzeiro 2 x 1 São Paulo (Final da Copa do Brasil de 2000)

Jogo mais triste de minha vida. Até hoje o São Paulo não ganhou esse título, e em 2000 esteve com uma mão e meia na taça. No primeiro jogo da final, no Morumbi, 0 a 0. Já no Mineirão, em uma partida duríssima, Marcelinho Paraíba fez um baita gol de falta, e abriu o placar para o tricolor. O título estava perto, até que Müller, que fez história no São Paulo, entrou no final da partida, junto de Fábio Jr. Aos 34, o primeiro deu um passe açucarado para o segundo empatar o jogo, resultado que ainda era nosso. 10 minutos depois, minha tia pé-fria entra na sala. Bastou ela sentar no sofá para o Axel recuar uma bola bizarra e o atacante Giovanne roubar a bola e sair cara-a-cara com Rogério Ceni. Para evitar o desastre, o zagueiro Rogério Pinheiro puxou o adversário e foi expulso. Xinguei ela de tudo quanto é nome, o que a fez ir embora lacrimejando. Müller avisa Giovanne para bater a falta rasteiro. A bola passa pelo meio da barreira e entra, aos 44 minutos. O São Paulo perde e minha família briga comigo. Raí aposenta logo depois. Uma verdadeira tragédia grega!

2) São Paulo 3 x 2 Ponte Preta (Quartas de final do Brasileiro de 1999)

Mais uma virada inesquecível. E eu estava no estádio. Deu a louca no meu tio, e ele resolveu levar seu sobrinho para ver o jogo no Morumbi, dirigindo correndo de São Paulo até Sorocaba. Compramos as entradas de cambistas para o único lugar disponível: arquibancada inferior, o pior lugar do Morumbi. Primeiro tempo acaba e 2 a 0 para o time campineiro. Lembro que meu tio ficou puto, falando para os céus como tamanha aventura podia acabar daquele jeito. Acho que Deus ouviu o reclame e incorporou em Marcelinho: ele fez três golaços na segunda etapa, todos tirambaços do meio da rua. Ao comemorar o terceiro tento, levantou a camisa. Por baixo dela havia outra com os dizeres "100% Paraíba". Depois desse jogo ele até mudou de nome, tornando-se o Marcelinho Paraíba.

111) São Paulo 3 x 1 Corinthians (Final do Paulista de 1998)

Fazia anos que o tricolor não ganhava um título decente. Para piorar, eu era muito criança na época do Bi-Mundial de 1992/93 e achava que nunca viria meu clube do coração ganhar alguma coisa. Na primeira final, isso parecia ser realidade: 2 a 1 para os gambás. Na finalíssima, algo inacreditável aconteceu, digno de Hollywood: o rei Raí voltava para o São Paulo, após cinco anos na França - isso há três dias da partida. Raí mostrou ser o terror do Morumbi e, em uma bela cabeçada, marcou 1 a 0. O Corinthians até empatou depois com Didi, mas, junto de França e Denílson, Raí comandou um 3 a 1 que poderia ser goleada. Foi um dos momentos mais felizes de minha vida, e até chorei naquele dia.