28 de mar. de 2008

Vai ou não vai?

Saca essa: o Danilo Gentili está colocando no seu canal do YouTube todos os quadros que ele faz no CQC. Bacana que ele pôs no ar o vídeo da entrevista dele com o Padre Marcelo Rossi um dia depois da matéria passar na TV. Confesso que achei bem melhor a entrevista dele com a Gretchen. "Pornô evangélico" foi antológico...

Falando de CQC, estou meio que com um pé atrás em relação ao programa. Na semana passada eu fiquei empolgado: o Gentili foi genial, o Rafinha mandou bem na entrevista da Sabesp e o Top 5 rende ótimas risadas. Mas só. Na atração desta semana eu só ri com o Gentili mesmo e o lance da "humildade" do padre.

Esse lance de perseguir celebridades já meio que cansou. O que foi dar uma raquete para matar mosquitos da dengue para o Gilberto Gil? Para o Ministro da Saúde até vai, mas para o da Cultura??

No ano passado eu fiz uma reportagem bem grande sobre stand-up comedy, e perguntei para um monte de gente porque esse tipo de humor, que faz sucesso na internet e nos palcos, não pega na televisão. O que ouvi de Rafinha, Gentili e companhia é que o humor da televisão brasileira é burro. "Não digo que o povo é burro, porque a TV investe milhões em pesquisa para dar a ele o que ele quer", disse Gentili. "Mas o público da internet é o público novo, e o meu tipo de comédia vai evoluir com esse espectador. Hoje ele gosta de internet, mas amanhã vai exigir na televisão o mesmo tipo de humor que vê na rede."

Sei lá. Justamente por essa frase e outras de cositas mais, o fato deles e do Oscar Filho irem para a televisão me empolgou bastante. Mas estou ressabiado: o Pânico em seu início era criativo também, mas hoje virou só bunda, peito e merchandising. O CQC jura ser contra tudo isso.

Mas hoje, né? Se a audiência não subir, já viu...

OBS: O Rafinha colocou em seu canal do YouTube a ótima entrevista dele com a Sabesp.
Encontro Marcado

Vocês viram a gravação da Globo, que mostra um Celta atropelando uma vaca na Avenida Brasil, no Rio?

Agora, vem cá. Só eu que tive o humor negro de reparar que o rodopio na mimosa é idêntico ao clássico atropelamento de Brad Pitt em Encontro Marcado?

26 de mar. de 2008

No Estadon...

- “Os novos heróis da indústria musical”
(matéria sobre como as vendas de faixas dos games Rock Band e Guitar Hero na internet são uma lucrativa aposta para a crise do mercado fonográfico. Há também uma entrevista com Daniel e Leonardo Monteiro, criadores do jogo Guitar Hero Brasil)

- “Apple Store no Brasil? Quase isso”

(Apple começa a colocar nas Fnacs do País as suas primeiras Apple Shops. Frustrante e legal ao mesmo tempo)

24 de mar. de 2008

Fight!

Já vi várias séries onlines bacanas nesses últimos meses, mas vou confessar aqui: Street Fighter: The Later Years é, disparada, a mais genial.

Criada pelos caras do College Humor, o seriado mostra o que aconteceu com os lutadores do clássico game de luta alguns bons anos depois do lançamento de Street Fighter II. Todos, sem exceção, estão decadentes: Chun-Li trabalha numa tinturaria, Zangief é faxineiro de uma casa de fliperamas, Vega é um ator frustrado, Guile, um vendedor de cachorro-quente, Dhalsim é taxista, o popular Ryu virou garoto-propaganda da Capcom, vendendo na televisão os ensinamentos do Hadouken...

Ao todo são nove capítulos (média de 3 minutos cada) e a história é ótima. No primeiro capítulo, Zanghif acaba encontrando Dhalsin meio que ao acaso. Conversa vai, conversam vem, eles decidem ir até a casa de Bison (agora um velhote de cadeira de rodas) para serem novamente treinados. Juntos, os três decidem reviver os anos de glória e vão tentar achar os principais lutadores do game para disputarem um último torneio.

"Percam" uma meia-hora de seu dia para ver a temporada inteira. A filmagem e até o jeito como a trama foi elaborada lembra bastante Heroes - mas um Heroes com personagens muito mais fodas!

20 de mar. de 2008

A melhor cantora de todos os tempos da última semana

Eu achei que eram duas vinhetas só, mas tomei um baita susto: são ONZE os pequenos filmes que a MTV fez com a Mallu Magalhães para exibir em seus intervalos comerciais. Quando vi a vinheta da cantora cantando na roça, balando meigamente a sua galocha style, achei bacana a proposta do canal de trazer para a TV o que está rolando na internet. Mas aí me aparece ela de preto, cabelos presos e imitando o Johnny Cash... Aí já é ridículo.

Vendo agora de noite as 11 vinhetas (vídeo abaixo), posso dizer que ela está precisando urgentemente de um empresário que segure um pouco a sua onda, pois não dá mais para ela dar entrevista em qualquer lugar ou ficar aparecendo de 10 em 10 minutos na MTV. Ela deve estar adorando tudo isso, afinal, é criança. Mas tem muita gente (eu, incluso) que não agüenta mais vê-la em todos os lugares. E estou pegando birra da coitada.

Ela é legalzinha, o som é bacana, mas chega, né? Pô, ficar mostrando como ela desenvolveu sua assinatura ou exibindo seus cadernos escolares, cujas capas são do Belle & Sebastian, Andy Warhol, The Beatles e Bob Dylan, é um exagero. Tudo bem, ela é inteligente e tem uma cultura acima da média para a idade dela, mas, sei lá, devem existir trocentos adolescentes iguais a Mallu. Com internet banda larga em casa qualquer pirralho de 15 anos hoje tem o conhecimento de um cara de 30 há dez anos.

Eu, com 15 anos, só entrava na internet depois das 21 horas, porque ela era discada e nesse horário a ligação era mais barata. As páginas demoravam anos para carregar, e os 60 minutos que meus pais liberaram para eu usar eram gastos em bate-papos no ICQ. À tarde eu dormia, via clipes na MTV ou pegava uma reprise de um seriado americano na Sony ou na Warner.

18 de mar. de 2008

Lei de Gérson

Sempre ouvi que carioca gosta de levar vantagem em tudo, especialmente em cima de paulista. E se tem um lugar que exemplifica todo esse preconceito que um turista deve ter para com o carioca é o aeroporto internacional da cidade, o Antonio Carlos Jobim (extinto Galeão).

Tive a (in) felicidade de estar lá no último final de semana e, vou dizer: ali tem a maior concentração de pessoas que usam a famosa "Lei de Gérson".

Na ida

Tudo começa na hora que você vai por os seus pés na Cidade Maravilhosa. Um bando de homens com walkie talkies na mão gritam "Táxi? Táxi?". Normal, até na Estação Barra Funda é assim. Mas, no Rio, o sujeito já te pega no braço e te puxa. Quando você percebe já está do lado de um carro azul ou branco. Mas no Rio os táxis oficiais não são amarelos?

- Aqui a gente fecha a corrida
- Quanto fica?
- R$ 55
- Com taxímetro ligado não pode?
- Ai dá mais. Hoje está chovendo, a Avenida Brasil está toda parada, vai sair mais caro que isso.

Olho a imensa fila de espera para pegar os tais táxis amarelos.

- Não, valeu. Vou pegar a fila mesmo
- Pára! O preço deles vai sair ainda mais caro
- Por quê?
- Chovendo, trânsito... quando é assim os taxistas ali ligam a bandeira 2!
- Como assim? Às 4 da tarde? Isso é crime! Nunca vi isso!

Resumindo: espero cerca de cinco minutos pelo táxi amarelo. A corrida, com congestionamento e tudo, dá R$ 35. Ah, na bandeira 1.

Na volta

Decido comer alguma coisa na terrível praça de alimentação do aeroporto. Quero algo rápido, um fast food. Em toda esquina do Rio tem um Bob’s, menos no aeroporto. Vejo um junkie food, o Air Café Palheta. Dirijo-me ao caixa, olho o painel dos lanches e peço, como se estivesse num McDonald’s da vida.

- Quero o Chicken Burger, batata-frita e uma Coca Zero
- OK.
- Quanto deu?
- R$ 17 (porra!)

Abro a carteira e dou uma nota de R$ 20

- Não é agora que se paga, senhor. Você precisa sentar na mesa.

Não entendo nada, mas escolho uma mesa. Dois minutos depois vem um garçom magricela, e repito tudo aquilo que pedi. 10 minutos mais tarde chega o meu lanche numa bandeja. Ao terminar de comer, faço sinal para o mesmo garçom trazer a conta. Ela chega. Nem olho para ela, afinal, deu R$ 16. Entrego a mesma nota de R$ 20.

- Não é aqui que se paga, é no caixa

Como assim? Qual o conceito de fast-food nisso? O próprio restaurante tem aquelas bancadas grandonas, com quatro caixas espalhadas, como em qualquer fast-food da vida. Por que complicar tanto? O que explica tamanha burocracia? Resposta: a Lei de Gérson. Dou a nota de R$ 20 e recebo de troco R$ 1,40.

- Oi! Meu troco está errado. Você precisa me dar R$ 4
- Não, é isso mesmo. Olha a sua notinha

Olho: R$ 17, 60.

Resumindo: os caras cobram R$ 10%!! Num fast-food!! Entenderam a "esperteza" deles?

14 de mar. de 2008

Fergie Carlos

Então, acabei de voltar do show da Fergie. Foi um negócio fechado, apenas para "artistas", jornalistas, um fã clube dela e uns neguinhos que compraram aquele celular feioso da Motorola. Não sei se todo show dela solo sem o Black Eyed Peas é como o que ocorreu em São Paulo. A impressão que me deu foi que eu fui para assistir a Fergie e acabei vendo a Danni Carlos.

Do CD solo dela, que até é legalzinho, ela mandou London Bridge, Fergalicious, Clumsy, Voodoo Doll e Big Girl’s Don’t Cry. Um monte de gente chorou ao ouvir essa (daí eu ri e tomei um pito da namorada, pois aparentemente eu sou um idiota por não ter músicas que me emocionam. Ah, ela não chorou, juro). Do resto foi um grande karaokê: Santeria (Sublime), Barracuda (Heart), Live and Let Die (Paul McCartney), Start Me Up (Rolling Stones), uma adaptação estranha de No Woman No Cry (Bob Marley) e "só". Ah, esqueci da própria música que ela canta no comercial, que é outra cover: Get Ready, de Rare Earth.

Confesso que gosto bastante do pop orquestrado por Will.I.Am e deu para ver que Fergie não segura um show sozinha. Ela canta sem apelar para o playback, rebola que é uma beleza, e tem carisma para empolgar o público. Mas apelar para covers é meio xarope e ninguém parecia se importar com elas. Acho que eu era um dos únicos dali que conhecia Barracuda (tá no Guitar Hero, hello?!).

Ela bem que podia trocar essas faixas pelas músicas do BEP. Deles, a "duquesa" só cantou inteirinha My Humps (um de seus dançarinos dublou o Will). Fora isso, ela fez um pout-pourri das músicas de seu grupo, cantando apenas a sua parte (espertinha, hein?) de Don’t Lie, Where’s The Love e uma outra lá.

Se a Fergie achar mais dois dançarinos para fingirem que são os outros dois rappers estranhos do Black Eyed Peas o show solo dela fica bem firmeza.

12 de mar. de 2008

No mundo da lua

De tão cansado de esperar chegar em DVD aqui no Brasil, baixei há cerca de dois meses o filme Sonhando Acordado (Science of Sleep, 2006), de Michel Gondry. Quem me conhece sabe que sou paga pau do diretor francês, e que foi ele o "muso inspirador" que me levou a escrever o meu trabalho de conclusão de curso sobre a história do videoclipe.

Fiquei com o DVD-R do filme guardado no meu armário por todo esse tempo, esperando o momento certo de assisti-lo. Precisava estar inspirado, no clima, pois digerir Gondry não é fácil, já que depois fico horas e horas acordado sem conseguir pregar os olhos, tamanho o rebuliço que as filmagens desse artista me provoca.

Acabei de ver o filme agora pouco e, caramba, não consigo expressar o que senti ao vê-lo. Definitivamente é um trabalho inferior à Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, pois o seu grande ponto fraco é o roteiro, confuso demais até para o mundo de Gondry. Mas confesso que nunca vi ele acertar tanto na sua proposta de transformar imagens em poesia.

Eu adoro sonhar, imaginar, e esse é o grande motivo que me faz gostar de Gondry. Desde pequeno tenho mania de tentar interpretar meus sonhos. Faço isso até hoje, assim que acordo. Eu entro no chuveiro e começo a devanear, tentando buscar nas metáforas de meus sonhos uma explicação real para eles terem acontecido. 24 horas depois eu esqueço tudo, infelizmente. Acho que aí mora o fascínio sobre o sonhar.

E Gondry é um grande sonhador. Suas publicidades, videoclipes e filmes mostram isso. Não é fácil sentar e compreender aquilo que é exibido na tela, afinal, nada ali costuma fazer muito sentido, já que a imaginação se mistura com a realidade. Mas... todo sonho não é assim também? Quem nunca sonhou coisas bizarras e ficou impressionado em como a sua imaginação foi longe? Ou teve um sonho tão maluco e indescritível que, depois de acordar, ficou uns bons minutos no colchão fechando os olhos para tentar retomá-lo? Gondry faz, filmando, tudo isso que a gente tem (teve) vontade.

Confesso que achei o filme razoável, o que me chateou bastante, mas ele mexeu bastante comigo. Acho louvável ter hoje um cineasta que se arrisque tanto como o Gondry. É difícil ver no cinema atual obras de arte que mexam com o inconsciente do espectador, e Sonhando Acordado, apesar de seus defeitos, como o já falado roteiro e a falta de carisma do casal da história, consegue esse feito com maestria.

9 de mar. de 2008

Em todas

Hoje dei uma passada na banca de jornal e vi que a modelo (cof! cof!) Viviane Castro, "a mulher do menor mostra-sexo da história", está na capa das três principais revistas de nu feminino.

Playboy (Edição especial)

Sexy (Premium)


Ele & Ela

Tipo, não rola contrato de exclusividade quando você decide sair pelado? Tudo bem que parece que as fotos para a Playboy são de dois anos atrás, mas mesmo assim. Eu nunca tinha visto isso antes, e vocês?

OBS: Acho que ela também está no site DreamCam e em mais dois ensaios para o site da Sexy.

7 de mar. de 2008

Muxoxo

Então, eu pude brincar um bocado com o MacBook Air. Diferente do que ocorre quando eu pego nas mãos um novo brinquedinho da Apple, e logo me sinto a pessoa mais consumista da face da terra, o notebook fininho apenas tirou de mim um muxoxo.

Segurando-o na mão e mexendo nele dá realmente para entender que o Air é realmente um produto de nicho. Para começar, ele é todo sem-fio. O único cabo dele é a fonte da bateria. Nada mais, nem entrada de rede ele tem. E ele não possuir um drive para CD/DVD também é de chatear...

Resumindo, o MacBook Air não foi feito para o brasileiro. Não sei vocês, mas nunca peguei um Wi-Fi magnífico por aqui, daqueles que eu possa baixar um episódio de Lost em apenas 30 minutos no Torrent. Quando eu preciso fazer coisas assim, eu ligo um cabo de rede no meu laptop, que é o jeito. E para ver um filme ou se eu quiser gravar um CD ou DVD, como poderia fazer com o Air? Tudo bem que hoje eu tenho em casa um pen drive de 4 GB, mas não dá.

Para o americano, beleza. Wi-Fi lá deve ser uma maravilha, e para ver filmes ou séries é só alugá-los pela web, pelo próprio iTunes. Não há a necessidade de enfiar um disco ali ­– o que não ocorre com nós, terceiro-mundistas.

Visualmente o bicho é um absurdo mesmo. Você o pega nas mãos e nem acredita que aquilo é um computador. Ele tem o peso de um caderno de 90 folhas (já o meu notebook parece um universitário de 400).

Ele é tão leve, mas tão leve, que eu consigo segurá-lo apenas com o dedão e o fura-bolos, como se estivesse apertando um...

5 de mar. de 2008

Segura aí!

Estou numa correria infernal que mal está dando tempo para respirar e pensar em algo para pôr aqui. Pretendo no próximo post falar sobre os meus 15 minutos com o Macbook Air (sim, eu brinquei com um) e estou querendo, a partir de hoje, começar a fazer uma resenha dos "CDs da Semana" que eu ponho aqui ao lado.

Enquanto eu não volto, deixo abaixo dois links para as matérias minhas que saíram nesta segunda no Estadão.

- Cansou do Cansei de Ser Sexy? O YouTube ainda não...
(matéria sobre o fato do grupo ter o vídeo mais visto da história do site)

- O 'Big Brother gastronômico' do Eñe
(Entrevista com os chefs espanhóis Sergio e Javier Martinez)

27 de fev. de 2008

Duas garotas, um bife

Olha, eu gosto do Bonde do Rolê. Quando a Marina saiu do grupo, em dezembro, eu falei que ela era o melhor do trio, e ninguém acreditou. Daí o Rodrigo e o Pedro fizeram essa campanha para achar a nova vocalista deles na web, em parceria com a MTV, e também não coloquei muita fé na parada.

Eu cheguei a ver os vídeos das candidatas -, e achei todas péssimas-, só se salvando a MC Gi. Quando eu entrevistei os dois, eles discordaram de mim e falaram que tinha um monte de gente boa na promoção.

Será mesmo? Saca só abaixo a droga que são as tais novas vocalistas do Bonde do Rolê. Pior, só a apresentação da Ana B. Eu já vi coisa escrota na internet, e achava que o vídeo mais nojento da web até hoje era o tal 2 Girls 1 Cup, o qual me recuso a dar o link aqui (joga no Google, bem!).

Mas, caramba, olha o que essa mina foi capaz de fazer para conseguir o trampo.

25 de fev. de 2008

Buemba, buemba!
Eu iria esperar para soltar essa notícia no jornal, mas em tempos de internet sabe como é: segurar um furo é quase impossível.

Mas vamos lá: sabem a Mono, loja virtual de camisetas que faz um baita sucesso entre o público indie? Então, acabou.

A marca que fez cinco anos em janeiro agora será dividida em duas: Sound & Vision, comandada por Patrick e que praticamente continuará sendo a mesma Mono das camisetas inspiradas em filmes cults e músicas alternativa; e a Needles & Pins, que estará nas mãos de Maria Elvira e será mais "mulherzinha indie", com blusinhas, tomara-que-caia e outras cositas mais.

Pronto, soltei!

OBS: A blogueira Diablo Cody acaba de ganhar o Oscar de Roteiro Original por Juno. "Enquanto isso, aqui os blogueiros divulgam desodorante Rexona", já diria o caro Ronald.

*Atualização: leia a matéria com o Mono aqui. Ela saiu no dia 17 de março

22 de fev. de 2008

A mesma praça...
Ontem eu comi um negrinho* hehehehehehe

OBS: Piada idiota que todo paulista já fez em Porto Alegre, pois aqui negrinho = brigadeiro.

20 de fev. de 2008

A Tropa de Elite da Tia Carmen

Estou impressionado com a educação das pessoas em Porto Alegre (RS). Hoje, uma mendiga me abordou (sem me tocar), assim:

- Olá! Por gentileza: o senhor poderia ler esse bilhete?

Era uma cartinha dizendo que ela estava contaminada com o vírus da HIV e precisava de dinheiro para cuidar de sua filha pequena. Gente, a carta estava em um português perfeito, até com crase em "àquela".

Quando eu e outros jornalistas dissemos que não poderíamos fazer nada, ela agradeceu e até pediu licença para se retirar.

Mas o melhor mesmo foi o ocorrido agora à noite, no bairro Moinhos do Vento. Um garoto de 20 e poucos anos chegou, cumprimentou o pessoal e disse:

- Olá, boa noite! Tu poderia pegar esse bilhetinho, por favor?

Era um cartão do Carmen’s Club, uma casa de, hum, "amizade". No bilhetinho estava escrito: "Venha conhecer a Tropa de Elite da Tia Carmen!!"

Cai na risada. O rapaz agradeceu.

- Bacana, néam? E esse cartão ainda vale um drink. Se tu beber muito o táxi é por nossa conta e também temos um serviço vip de busca ao cliente

Porra!

15 de fev. de 2008

É ou não é?

Vem cá: alguém já viu nas bancas de jornal a capa do mês da revista "Claudia", com a Letícia Spiller?

Pô, eu a vi de longe e pensei: "Caramba, ela está com um beque na boca!"

Daí você se aproxima da banca e vê que o objeto que ela está mordendo é, na verdade, um óculos-escuro. O.K., ilusão de ótica. Ou não.

Prestem atenção na chamada à esquerda do rosto dela:

“A polêmica sobre a descriminalização da maconha. No que isso afeta nosso filhos”

Mensagem subliminar???

Óbvio que eu fiquei maluco e resolvi jogar no Google para ver se alguém mais, além de eu e minha namorada, tínhamos visto um beque ali. E tinha! O cara do blog Morrendo Lentamente teve a mesma visão, e até fez uma ótima brincadeira sobre o caso:

13 de fev. de 2008

A sandália anti-ator de 'Malhação'

3 mil geeks estarão acampando até sábado no Ibirapuera, na edição brasileira da Campus Party. Está todo mundo falando do evento, e confesso que estou com uma coceirinha para passar lá e ver o que está rolando. Eu achava que lá só ia dar nerd levando o seu desktop para ligar na conexão de 5 GB e ficar baixando milhares de coisas no Torrent, mas dêem uma olhada nessa bizarra sandália lançada pela estilista Norene Leddy, que está em exibição no estande da Mobilefest. O release da bichinha segue abaixo:

"Projeto Aphrodite, a sandália equipada com sistema de alarme sonoro para repelir molestadores, receptor GPS que localiza a prostituta e um sinal de pânico que pode estabelecer conexão com serviços públicos de emergência.

O objetivo da sandália com tela LCD e receptor GPS é facilitar a localização geográfica em caso de perigo, como por exemplo, se a prostituta não chegar em casa até um determinado horário a polícia será acionada. A comunicação pode ser feita por meio de conexão com celular ou freqüência de rádio."

OBS: Se o Rômulo Arantes Neto tivesse visto isso, hein?!

10 de fev. de 2008

Tucanaram o filme Cult

É só em Sorocaba ou em toda BlockBuster a seção de filmes Cult é chamada de "Interesse Especial"?

7 de fev. de 2008

A revolução já está sendo televisionada

Na segunda-feira saiu no Estadão a tal capa sobre Lost, que consumiu duas semanas de minha vida. Curti bastante o resultado final. A idéia que eu tentei mostrar é como o seriado de J.J. Abrams está mudando a maneira de nós, telespectadores-internautas, consumirmos televisão. Também cavei bem fundo para contar como que é feita, de forma totalmente amadora, as ótimas legendas da série, poucas horas depois de um episódio ser televisionado lá fora.

Cliquem aqui para ler a matéria toda, que traz entrevistas com David Lavery, Carlos Alexandre Monteiro e Juliana Ramanzini.

E aqui para ver a ótima ilustração feita em parceria com Marcos Müller, sobre como a legenda chega em tempo recorde às casas dos internautas tupiniquins.

2 de fev. de 2008

Enquanto isso, no MSN...

Gustavo diz:
Nossa, só agora que eu vi que o Beto Carrero morreu. 70 anos, como assim?

Namorada diz:
Pois é! O meu chefe até quer saber quem aplicava botox nele!!

Gustavo diz:
Ahahahahaha

Namorada diz:
Hehehehe

Gustavo diz:
Bééé-to Car-re-ro! Futupix, fututupix!!

Namorada diz:
AHAHAHAHAHAHA!!! O "futupix" foi uma onomatopéia para o barulhinho do chicote?? Ai, Gu, vc me mata de rir...

28 de jan. de 2008

Esporte de macho?

Está cada vez mais sofrível ver uma partida de futebol no Brasil. O jogo não se desenvolve, a cada cinco passes alguém faz uma faltinha boba. Alguém viu São Paulo e Corinthians ontem? Poxa, foi de doer. Falta atrás de falta. Não é um jogo violento, mas de interrupções. Um puxão aqui, uma cutucada acolá. E não pode nem mais encostar no atleta do outro clube. Sentiu o cangote do negão atrás? Dobra os joelhos e se joga no chão. O juiz sempre marca. Batata.

Aquele ditado de que "Futebol é coisa pra macho" não existe mais. No Brasil. Veja uma partida do futebol inglês e do espanhol? Não adianta dizer que na Europa pode dar encontrão, carrinho e o escambau. Não é isso. O jogo por lá é dinâmico, a bola só pára quando sai do campo. E se o atleta recebe uma falta, mas tem a oportunidade de prosseguir a jogada, ele o faz, ao contrário daqui. Cada time inglês não faz mais de 10 faltas por partida. Por aqui, se um time fizer menos de 25 é exemplo para os outros.

No clássico de ontem, houve um lance que será assunto nos botequins durante toda a semana. Em bola alçada pelo tricolor Hernanes, Adriano veio na corrida e ganhou a disputa no alto contra o zagueiro Williams, do Corinthians. Golaço! Daqueles de dar gosto. Mas...

O árbitro anulou. Falou que o atacante são-paulino fez falta, apoiou-se no ombro do adversário. Ao acabar a partida, Adriano reclamou: "Na Itália não seria falta."

Não estou escrevendo este texto para reclamar do lance (todos sabem que sou são-paulino roxo). Adriano é um tanque, e óbvio que ele sempre ganhará na força física. Mas reparem no vídeo, como William vê o jogador se aproximar, vê que vai perder na impulsão e já deixa o corpo mole, para levar um encontrão. No ar mesmo ele já abre os braços e reclama. E, como hoje qualquer contato físico no futebol brasileiro é falta, não dá outra.

O que anda matando o futebol brasileiro é essa mania de Lei do Gérson, de sempre querer levar vantagem, de querer iludir os outros. Você vai numa escolinha de futebol e vê um monte de guri habilidoso. Daí, no primeiro drible, ele toma um encontrão e se joga, fica rolando no chão, se contorcendo de dor. É mole? Eu já vi, sem brincadeira.

Acho que isso é coisa nossa. O basqueteiro Anderson Varejão foi no ano passado o jogador da NBA a mais conseguir cavar faltas de ataque. Malandro, ele sabe como ninguém fazer isso. Em vez de tentar brigar pela bola, ele se joga na frente do adversário no garrafão para levar uma trombada. Os americanos não acharam essa "habilidade" engraçada, e Varejão tomou esporro até dos colegas de time.

Hoje, gol no Brasil só sai de bola parada. Não sei se há algum dado sobre isso, mas vou tentar achar. Do que deve ter crescido o número de gols saídos de cobranças de falta e escanteio... Você vê os Gols do Fantástico e não dá outra. Um tento criado por tabelinhas, filas e chutes do meio da rua estão cada vez mais raros.

Eu estou ficando velho ou alguém mais concorda comigo?

27 de jan. de 2008

Lost in Lost
Caros:

desculpem a ausência de uma semana. Estou freneticamente produzindo uma baita reportagem sobre Lost, que também consumirá todas as minhas energias nos próximos dias. Agora só falo da série, de teorias, estou lendo livros... Coloquei até um widget que faz um countdown para a estréia da 4ª temporada ali no canto da página.

Volto em breve. Namaste!

19 de jan. de 2008

Nós sempre teremos Paris

Finalmente pude assistir a Paris, Te Amo (Paris, Je T’Aime, 2006). Vi agora pouco. Na locadora perto de sua casa deve ter o DVD para alugar. Recomendo, é bem interessante.

O longa de quase duas horas é composto de 18 curtas-metragens com cerca de 5 minutos de duração cada, onde todos têm em comum a temática de um encontro amoroso em Paris, a Cidade do Amor. O bacana é que cada curta remete a um ponto histórico ou bairro parisiense, então realmente dá para admirar a Cidade da Luz por vários ângulos.

21 diretores participam do projeto, dentre eles o brasileiro Walter Salles - junto de Daniela Thomaz -, Alexander Paine, o chato do Gus Van Sant, os irmãos Coen e Wes Craven. Também há a presença de rostos famosos, como Natalie Portman, Juliette Binoche, Elijah Wood e o acabado Nick Nolte

Para dar um gostinho do filme, deixo abaixo o meu curta predileto dele: o diferente e simpático Tour Eiffel, de Sylvain Chomet.


16 de jan. de 2008

Ô, lá em casa

HD de 80 GB, 2 GB de memória, tela de 13 polegadas, processador Intel Core 2 Duo, US$ 1.800 e tão fino e leve, que cabe dentro de um envelope de papel.




13 de jan. de 2008

O carnaval e o suco de laranja

Sabe uma coisa que eu não entendo no carnaval paulistano? É que todo ano eu escuto, da boca de jornalistas e carnavalescos, que ele está cada vez mais igual ao carnaval carioca.

Já repararam? É sempre uma história de que antes ele era patinho feio, renegado. Agora, musas do calibre de Solange Gomes e Renata Banhara desfilam por aqui, sambistas cariocas da antiga compõem o samba-enredo destas bandas. Aí vem o repórter e faz a pergunta:

- Como você avaliou o carnaval paulistano deste ano?
- Ah, uma maravilha! Olha, vou te dizer: o carnaval de São Paulo está cada ano melhor e mais parecido com o carnaval do Rio.

Pergunto: quando seremos iguais ou melhores que os cariocas? Nunca, né? Faz 20 anos que eu escuto esta ladainha.

Isso me lembra uma vez um trecho de stand-up do Seinfeld (ou do Letterman?), que reclamava dos sucos de laranja de caixinha. A cada nova embalagem ou versão do suco, vinha escrito na embalagem do produto: “agora com o sabor ainda mais próximo do suco natural”.

- Por que raios eles não colocam de uma vez o suco natural?! , reclama o comediante.

Entenderam o meu ponto de vista?

Carnaval paulistano = suco de caixinha

Sabe uma coisa que eu não entendo no carnaval paulistano? É que todo ano eu escuto, da boca de jornalistas e carnavalescos, que ele está cada vez mais igual ao carnaval carioca.

É sempre uma história de que antes ele era patinho feio, renegado. Mas, agora, musas do calibre de Solange Gomes e Renata Banhara desfilam por aqui, sambistas cariocas da antiga compõem o samba-enredo destas bandas. Aí vem o repórter e faz a pergunta:

- Como você avaliou o carnaval paulistano deste ano?
- Ah, uma maravilha! Olha, vou te dizer: o carnaval de São Paulo está cada ano melhor e mais parecido com o carnaval do Rio.

Pergunto: quando seremos iguais ou melhores que os cariocas? Nunca, né? Faz 20 anos que eu escuto esta ladainha.

Isso me lembra uma vez um trecho de stand-up do Seinfeld (ou do Letterman?), que reclamava dos sucos de caixinha. O texto falava do fato que a cada nova embalagem ou versão de um suco de caixinha, sempre vem escrito na embalagem do produto: "agora com o sabor ainda mais próximo do suco natural".

- Por que raios eles não colocam de uma vez o suco natural?! , reclama o comediante.

Entenderam o meu ponto de vista?

11 de jan. de 2008

Aqui também?

Impressionante como o Big Brother pegou no Brasil. Lá em Sorocaba, há duas TVs ligadas no programa; aqui em São Paulo, na casa da Bem Amada, idem. Olhei pela janela e vi os televisores dos vizinhos do prédio dela. Adivinhem?

Os blogs especialistas em fofoca só falam disso. O Deu Zebra, do Eric, deixou Amy Winehouse e Britney Spears de lado para apenas comentar sobre o BBB. Já o pessoal do Te Dou um Dado? esqueceu do site, passando, mesmo, o dia inteiro postando no ótimo Big Bosta Brasil.

Por enquanto eu não estou vendo direito o programa. O início é sempre chato, todo mundo é amiguinho, gosto mesmo quando pega fogo. Depois, até chego a ficar nervoso nos paredões.

Durante sete edições, minha justificativa para ver o BBB era uma: a edição ­- principalmente de domingo, quando rola a votação do líder, e de terça, que é quando alguém se escafede. Acho genial as montagens feitas, as músicas utilizadas (iguais as do Pânico nesta edição, repararam?). Eu sei que a edição é feita para criar histórias batidas, que é tendenciosa... Mas, como programa de entretenimento, acho tudo válido.

Um dia usei essa desculpa para um amigo. Ele respondeu: "Isso não é motivo. Os filmes que o Hitler mandava fazer também eram um primor de técnica, mas tinha algo errado ali no conteúdo".

Agora toda vez que ligo a TV e está passando BBB eu me sinto mal...

7 de jan. de 2008

Eu sou fã do SBT!!!!

Desde que comecei a trabalhar no jornalismo, tive a oportunidade de conhecer e conversar com pessoas cujo trabalho sempre admirei. Já conversei sobre cinema com o Carlos Saldanha, de Seinfeld com Rafinha Bastos, de videoclipes com Jarbas Agnelli, de bandas japonesas com a Fernanda Takai, de quadrinhos com o Maurício Ricardo e até de cachorros com a Luisa Mell (essa não entra na lista de admiráveis, mas enfim).

Confesso que poucas vezes fiquei nervoso ao falar com alguém famoso ou me senti emocionado por trocar umas palavras com algum ídolo. Nem quando assisti a um treino do São Paulo, com os jogadores ao meu lado. Mas, na última quinta-feira, foi difícil separar um pouco o lado "Gustavo repórter" do "Gustavo viciado em TV". O motivo? Fui conhecer o SBT.

Foi duro. Imagina você entrar em um lugar com uma van lotada de garotas do Fantasia? Imaginou? Bem, isso aconteceu comigo. Um monte de meninas saradinhas, com blusinhas, cabelos lisos e fofocando alto. Foi surreal! O mais maluco de tudo é que elas andam em bandos. Enquanto um grupo de 10 está almoçando, outras 10 estão no banheiro. Imagino elas lá dentro, brincando de "passa o papel higiênico".

Depois, você entra no estacionamento e vê um Passat alemão azul, com o insufilm todo descascado. "Nossa, que podre!", pensei. Daí você chega perto do automóvel e vê que ele está parado em uma vaga com uma estrela gigante no chão com os dizeres "SILVIO SANTOS". Do lado direito dele, a vaga destinada a Hebe Camargo, do esquerdo, para Gugu Liberato.

Logo em seguida, ao passar por uma porta você tromba com ninguém menos que o Roque. Baixinho, de camisa aberta, exibindo uma corrente de prata reluzente, com um pingente de ouro gigante, de algum santo aí. Ele me cumprimenta. Eu gaguejo. "O... Oi! Você é o Roqueee, digo, Roque!". Ele sorri, pergunta se eu quero tomar algo. Nem me dou conta que logo em seguida ele conversa comigo, brincando que está puto com o Silvio, que ele conhece há mais de 40 anos, porque o Homem do Baú falou que ele não está em seu testamento.

Jorge Kajuru, ao meu lado, ri. Minutos depois, ele começa a falar mal do Ricardo Teixeira e da CBF. No caminho até o restaurante, Patrícia Abravanel, a filha nº4 do seu Silvio, passa com pressa, ao lado de um segurança. Uma baita mulher emperiquitada, pouco lembra aquela menina de moletom vermelho seqüestrada há alguns anos.

Mais chamativa está Mariana Küpfer. Vestido justíssimo, todo branco, que termina logo abaixo de seus quadris. Um "abajur de buceta", como diria José Simão. Magra demais, morena demais, cabelo à la Victoria Beckham. Desliga o celular e entra em uma Palio Weekend com o logo da reportagem. Mariana Kupfer indo fazer uma reportagem? Só no SBT.

E só no SBT mesmo para você fazer o caminho de volta dividindo o carro com o Josias do Qual é a Música?. Mais: com ele cantarolando durante todo o trajeto!!!

Saí do Complexo da Anhangüera sem acreditar. Só faltou eu ver o Silvio, mas nem imagino como iria reagir. Provavelmente ele diria. "Gustavooonn, qual é a sua profissão? Jornalista? Ah, então você trabalha com notícias? Isso quer dizer que você faz reportagens? Hi-hi, de que caravana você veio?".

Inesquecível.

3 de jan. de 2008

Jogos para sempre

Confesso que visto muito mais a camiseta da ESPN Brasil do que a do SporTV, mas um programa do canal da Globosat, exibido por apenas 10 dias, foi um dos melhores que eu já vi na TV a cabo: Jogos para Sempre.

Foi muito legal! Documentários de uma hora de duração que reviviam um grande jogo da história do futebol brasileiro. O formato era simples e bem bacana: um apresentador e dois convidados, geralmente um jogador de cada time que participou do prélio.

O atleta pertencente à equipe que venceu o jogo é entrevistado ao ar livre (sempre em algum lugar com muito verde), caminhando e batendo papo com o apresentador. Este, relembra momentos cruciais da disputa, como uma falta, um lance perigoso, e por aí vai. Pelo outro lado, aquele que fez parte do time derrotado é entrevistado em uma sala, sozinho, com a câmera focando em seu rosto. Misturado às falas são exibidos os melhores momentos do jogo.

Ah, somado a tudo isso, alguém que viu a partida no estádio ou pela televisão, como o escritor Luis Fernando Veríssimo ou o ator Marcos Palmeira, comentam como eles quase morreram assistindo determinado jogo. Os depoimentos são engraçadíssimos.

Dentre os jogos exibidos teve um 6 a 0 do Flamengo no Botafofg, em 1981, aquela clássica final do campeonato carioca de 1995, entre Flamengo e Botafogo, com o gol de barriga do Renato Gaúcho, e uma partida que sempre foi motivo de piada na minha família: a final do Brasileirão de 1986 entre São Paulo e Guarani.

O jogo acabou 3 a 3, e o tricolor sagrou-se campeão nos pênaltis. Diz a lenda, digo, meu tio, que aos 43 minutos do segundo tempo da prorrogação, quando a partida estava 3 a 2 para o time de Campinas, meu avô saiu da sala xingando o tricolor paulista de pipoqueiro. Mal ele subiu as escadas para o Careca soltar uma bomba e empatar a partida. Depois ele tentou voltar para ver o jogo e acabou sendo expulso por meu tio.

Eu fiquei viciado no programa, e me senti desolado ao saber que ele foi um especial de 19 a 30 de dezembro. De boa, os caras do SporTV deveriam deixar essa atração quinzenal ou mensal, pois faz falta programas esportivos assim. Não agüento mais aquelas mesas-redondas com um jornalista falando mais alto do que o outro.

Inspirado pelo programa, baixou um Nick Hornby em mim e fiz uma seleção dos 5 jogos do futebol brasileiro memoráveis da minha vida. Estes eu lembrarei para sempre – por motivos bons ou ruins.

5) Palmeiras 3 x 4 Vasco (Final da Copa Mercosul de 2000)

No primeiro jogo da final, no Rio, o time de São Januário bateu a porcada por 2 a 0. No segundo confronto, em São Paulo, 1 a 0 para o Palmeiras. No confronto final, no Palestra Itália, o jogo acabou 3 a 0 para o time alviverde no primeiro tempo. Caneco garantido? Não para Romário, Viola e Juninho Paulista, que viraram a partida para 4 a 3.

4) Santos 5 x 2 Fluminense (Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995)

Por duas vezes nessa vida eu torci para um time brasileiro que não foi o meu tricolor: a Portuguesa de 1996, que foi vice-campeã brasileira, e o Santos de 1995, que teve o mesmo destino. No primeiro confronto, o time carioca venceu o santista por 4 a 1, lá no Rio. Ir para a final era tarefa quase impossível para o esquadrão comando por Giovanni, e lembro que são-paulinos, corintianos e palmeirenses lotaram o Pacaembu para ajudar o Santos a vencer por três gols de diferença. O primeiro-tempo acabou 2 a 0 para o time santista, que nem desceu para o vestiário no intervalo para sentir o apoio da (s) torcida (s). Dito e feito: 5 a 2 na segunda etapa.

3) Cruzeiro 2 x 1 São Paulo (Final da Copa do Brasil de 2000)

Jogo mais triste de minha vida. Até hoje o São Paulo não ganhou esse título, e em 2000 esteve com uma mão e meia na taça. No primeiro jogo da final, no Morumbi, 0 a 0. Já no Mineirão, em uma partida duríssima, Marcelinho Paraíba fez um baita gol de falta, e abriu o placar para o tricolor. O título estava perto, até que Müller, que fez história no São Paulo, entrou no final da partida, junto de Fábio Jr. Aos 34, o primeiro deu um passe açucarado para o segundo empatar o jogo, resultado que ainda era nosso. 10 minutos depois, minha tia pé-fria entra na sala. Bastou ela sentar no sofá para o Axel recuar uma bola bizarra e o atacante Giovanne roubar a bola e sair cara-a-cara com Rogério Ceni. Para evitar o desastre, o zagueiro Rogério Pinheiro puxou o adversário e foi expulso. Xinguei ela de tudo quanto é nome, o que a fez ir embora lacrimejando. Müller avisa Giovanne para bater a falta rasteiro. A bola passa pelo meio da barreira e entra, aos 44 minutos. O São Paulo perde e minha família briga comigo. Raí aposenta logo depois. Uma verdadeira tragédia grega!

2) São Paulo 3 x 2 Ponte Preta (Quartas de final do Brasileiro de 1999)

Mais uma virada inesquecível. E eu estava no estádio. Deu a louca no meu tio, e ele resolveu levar seu sobrinho para ver o jogo no Morumbi, dirigindo correndo de São Paulo até Sorocaba. Compramos as entradas de cambistas para o único lugar disponível: arquibancada inferior, o pior lugar do Morumbi. Primeiro tempo acaba e 2 a 0 para o time campineiro. Lembro que meu tio ficou puto, falando para os céus como tamanha aventura podia acabar daquele jeito. Acho que Deus ouviu o reclame e incorporou em Marcelinho: ele fez três golaços na segunda etapa, todos tirambaços do meio da rua. Ao comemorar o terceiro tento, levantou a camisa. Por baixo dela havia outra com os dizeres "100% Paraíba". Depois desse jogo ele até mudou de nome, tornando-se o Marcelinho Paraíba.

111) São Paulo 3 x 1 Corinthians (Final do Paulista de 1998)

Fazia anos que o tricolor não ganhava um título decente. Para piorar, eu era muito criança na época do Bi-Mundial de 1992/93 e achava que nunca viria meu clube do coração ganhar alguma coisa. Na primeira final, isso parecia ser realidade: 2 a 1 para os gambás. Na finalíssima, algo inacreditável aconteceu, digno de Hollywood: o rei Raí voltava para o São Paulo, após cinco anos na França - isso há três dias da partida. Raí mostrou ser o terror do Morumbi e, em uma bela cabeçada, marcou 1 a 0. O Corinthians até empatou depois com Didi, mas, junto de França e Denílson, Raí comandou um 3 a 1 que poderia ser goleada. Foi um dos momentos mais felizes de minha vida, e até chorei naquele dia.

26 de dez. de 2007

Todo blogueiro que se preze está fazendo uma listinha de melhores do ano: cantor, cantora, CD, filme, programa de TV... Não vejo nada de errado nisso, ao contrário, até estou me segurando aqui na cadeira para não fazer algo parecido hehe

Mas serei diferente. Passei o dia inteiro matutando e matutando, tentando bolar uma lista com os melhores videoclipes no ano. Videoclipes? Sim, ué! Não é porque a MTV Brasil acabou que não haja artistas por aí se aventurando no mundo dos vídeos musicais. Isso lá fora, infelizmente. Aqui são raros os exemplos de bandas, como o Pato Fu, que lançou em 2007 um DVD com videoclipes para as 13 faixas do penúltimo CD da banda, Toda Cura Para Todo Mal. Material fino e digno de colecionador.

Acabemos com o papo e vamos para os Top 10: (OBS: O Pitchfork fez uma lista com os 50 videoclipes do ano - cinco deles estão em minha humilde listinha).

1) Arcade Fire: Neon Bible

É o primeiro clipe interativo da história. Só dá para ver o rosto do vocalista Win Butler, o resto é um cenário preto. Conforme o mouse é manejado, o cantor faz mágicas, como sumir com uma maçã, criar feixes de luz e até chover! Clique aqui para vê-lo (não rola embed)

2) Justice: D.A.N.C.E

Exibir as letras da música no videoclipe não é nenhuma novidade – Bob Dylan fez isso em 1965, com Subterranean Homesick Blues. Mas o Justice inovou: as letras surgem nas camisetas e criam várias estampas, uma mais legal que a outra.

3) Feist: 1234

Clipes com coreografias bacanas são cada vez mais raros. E quem fez a dancinha mais legal do ano não foi nenhum artista pop, mas a indie Feist. Os passos de 1234 nem são complexos e muitos são até toscos – porém, divertidíssimos. Fico imaginando quanto tempo levou para acertar essa dança toda, já que o clipe é em plano-seqüência

4) Rihanna: Umbrella

Excelente música chiclete, com um clipe pop, que não traz nada de inovador, mas soube usar muito bem de referências clássicas para deixar a já dançante canção ainda mais com clima de pista de dança. Colocar a cantora com sapatilhas de bailarina ficou ótimo, assim como a bela coreografia dela lutando contra a água.

5) Arctic Monkeys: Fluorescent Adolescent

Surreal. Essa é a primeira coisa que vem em mente ao ver uma gangue formada por palhaços fanfarrões. O melhor é quando o palhaço principal arremessa um oponente no rio. Dá muito para ver que o que foi jogado é um boneco. Casseta & Planeta total!

6) Chemical Brothers: Salmon Dance

Usar peixes em animação digital já está meio batido. Mas o que é esse baiacu inchando e desinchando seguindo a batida da música? Os cavalos-marinhos dançantes também são sensacionais.

7) Barenaked Ladies: Sound of Your Voice

George Michael inovou nos anos 90, quando convocou um estelar time de top models para cantar em Freedom ‘90. A banda canadense usou da mesma idéia, só chamando celebridades virtuais, como o cara de Evolution of Dance e o gordinho Numa Numa.

8) LCD Soundsystem: All My Friends

O.K, o James Murphy está a cara do Pablo, com este rosto pintado. Mas a música é duca, melhor do ano disparada. Só isto já basta.

9) Interpol: Heinrich Maneuver

O que eu gosto neste clipe é o seu ineditismo, já que a cada frame algo dele vai se desvendando. No começo é confuso, paradão, até chato, pois eis um exemplo de vídeo musical que não tem nada a ver com a música. Mas depois o quebra-cabeça vai juntando as suas peças, e o final é surpreendente.

10) Autoramas: Mundo Moderno

Acho que toda a verba para fazer esse clipe foi gasta apenas com a viagem da banda para Londres. Na verdade, esse vídeo é bem bobo: apenas mostra os integrantes fingindo tocar alguma coisa. Na TV não funcionaria, mas é a cara da internet.


11) Gui Boratto: Beautiful Life

Ué, não eram 10? Sim, mas eu não podia deixar esse clipe de fora. Meu irmão quem me mostrou pela primeira vez, e a idéia do vídeo é muito bacana e tocante. É o que eu sempre falo: para ter uma boa sacada não é preciso milhões de dinheiro, e o videoclipe está cada vez mais seguindo essa nova filosofia do audiovisual.


*Arcade Fire: My Body is a Cage (Menção Honrosa)

Quando eu vi esse videoclipe o meu queixo caiu. De quem foi a brilhante idéia de colocar essa música (que toda vez que eu ouço me dá um arrepio) com as imagens do clássico western Era Uma Vez no Oeste (1968), de Sergio Leone? A resposta: um internauta. Sim, esse clipe nem é oficial, o que o deixa ainda mais genial.

24 de dez. de 2007

Shows no seu PC
Pô, impressão minha ou só eu não conhecia esse site Liveroom TV? Tipo, ele só passa shows ao vivo, com exclusividade, de bandas novatas ou artistas que não têm contrato com nenhuma gravadora.

É muito bacana. Dos shows que dá para ver na página – todos com imagem e som muito bons -, eu recomendo o da Kate Nash, que é ótimo. É super animado e fofo ao mesmo tempo, confesso que me surpreendi, apesar do CD de estréia dela ser muito bacana.

Também vale a pena dar uma conferida nos shows de Magic Numbers e Good Shoes. Até o casal brasileiro Tetine está por lá. Bem legal!

*A banda da foto é o Lesbians on Ectasy. São quatro garotas de Montreal que tocam um metal com eletrônico. O som é interessante, mas só coloquei a imagem delas porque o nome do grupo é sensacional.
No meu aniversário (9/8), eu me dei o Darth Tater


De Natal, os três mimos abaixo:













Estou pobre, mas estou feliz! =)

15 de dez. de 2007

Entre Franz Ferdinand, David Bowie e Guilherme & Santiago

Na lista dos melhores CDs do ano, não posso deixar de fora o ótimo Radio 1 Established 1967, uma coletânea que a BBC fez para comemorar os 40 anos da Radio 1. A idéia é simples e funcional: chamar artistas do momento para interpretar grandes singles das últimas quatro décadas.

A grande diversão em escutar o CD é tantar adivinhar quem é o verdadeiro interprete de tal música. Acertei várias, algumas não fazia idéia, mas uma, em especial, deixou este blogueiro com insônia por várias noites: Sound and Vision, com o Franz Ferdinand.

"Hummm... essa melodia não me é estranha, e eu gosto muito dela! Pior, eu acho a versão original muito legal!", ficava matutando. Todo mundo sabe o que é essa ótima sensação: não lembrar quem canta tal música.

Mas, como sou cabeça-dura, consegui resisitir a dar uma procurada básica no Google ou perguntar para alguém. Vasculhei CDs empoeirados, tentei a sorte no iPod... nada. Quase duas semanas depois, já um pouco esquecido do fato, acabei finlamente ouvindo a verdadeira Sound and Vision. Foi ao acaso, ouvindo no ônibus um CD do David Bowie.

Pô, fiquei assustado! Não sou um grande conhecedor do Camaleão, gosto muito de umas 10 músicas do cara, e Sound and Vision nunca entrou nessa lista. Fiquei nervoso por alguns minutos, até me senti um pouco um bom entendedor de música, afinal, lembrar de uma canção do David Bowie é melhor do que, sei lá, saber o repertório musical inteiro do Claudinho e Buchecha (o que eu sei, cóf, cóf).

Porém, o meu lado brega falou mais alto na semana passada. Estava eu, andando pela rua, quando escuto de um radinho de pilha: "Sobre a luz do seu olhar se esconde um mistério/ Eu falo Sério!" Arrepiei. Era daí que eu adorava Sound and Vision! A música ganhou uma roupagem sertaneja sensacional, chamada Magia e Mistério. Na verdade, ela nem é uma versão - apenas o refrão da música caipira se utiliza da melodia do riff de Sound and Vision. Aí sim utilizei do Google para descobrir a quem é a dupla caipira que originalmente fez a versão, mas tem uma penca de autores: Guilherme & Santiago, João Bosco & Vinícius, Cesar Menotti & Fabiano... Quem souber, dá um toque, mas isso nem importa muito.

Então fica aqui a lição para Seu Jorge e Nenhum de Nós: aprendam abaixo como "traduzir" uma música de Bowie com catiguria:

8 de dez. de 2007

Eu não entendo...

Quando eu assisti há um mês o ótimo show de stand-up Comedia em Pé, no Rio, no final da apresentação rolou uma brincadeira entre os comediantes. Foi um lance de improviso, meio Whose Line Is It Anyway. Cada um dos humoristas devia dizer algo que começasse assim: “Eu não entendo...”

Se eu estivesse no palco naquele dia, eu diria: “Eu não entendo as capas da revista Caras”.

Não, não estou falando de bizarrices do tipo Cid Moreira na banheira, mas dessa onda freqüente de fazer montagens que desafiam as leis da fotografia.

Assim: há algumas semanas, chamou-me à atenção a capa de Caras sobre o Grammy Latino. Ela mostrava, em primeiro plano, a cantora Ivete Sangalo com seu novo namorado bósnio, ou coisa do tipo. No meio de tanto artistas e shows, isso foi o que a magazine resolveu pinçar de melhor do evento musical.

Porém, estava na cara que a foto do casal foi tirada na entrada do evento, provavelmente no tapete vermelho, com aquele manjado biombo (sei lá o nome) atrás, que mostra o logo de todos os patrocinadores da festa. Colocar uma imagem assim na capa não dá, não é?

Mas aí, descobre-se que quem também se destacou no evento foi a Daniela Mercury, que se cantou ao vivo. Não tem nenhuma foto dela com a Ivete? Ora, dá-se um jeito. Pega-se uma imagem da Daniela cantando no palco e a deixa de fundo, colocando em primeiro plano a foto de Ivete com seu macho. A idéia é que o casal posou enquanto assistia a apresentação de Daniela. Pescaram?

Mas agora vamos falar um pouquinho de ótica: como que uma foto dessas saiu com foco bom no fundo e na frente? O certo seria a cantora baiana (Daniela, não Ivete), estar desfocada, já que a cantora baiana (Ivete, não Daniela) e seu namorado ucraniano ou coisa do tipo eram o objeto em foco. É um fotógrafo ninja ou não é?

Acho que só eu fiquei impressionado com essa montagem, já que a edição desta semana se utiliza da mesma trucagem: agora, uns cinco artistas estão no lugar que seria de Ivete, e Sting toma a posição de Daniela. Essa foto é ainda mais grotesca.

Veja abaixo como é a feita essa barbárie do design:




Você escolhe duas imagens que não têm nada a ver uma com a outra. Depois você pega as duas e cria a idéia de que elas foram feitas ao mesmo tempo




Pronto! Nasce uma capa bizonha!

OBS: Reparam que na foto original dos artistas há seis pessoas? Bem, como uma delas não é famosa, ela foi limada da foto que saiu na capa. O problema é que esse penetra estava abraçando a última mulher, vejam só. Daí, o jeito foi arrancar o braço do cara e inverter a imagem daTotia Meireles. Coisa fina. Lenin, o pai da trucagem, ficaria orgulhoso.

4 de dez. de 2007

O presente

Uma das coisas que mais me irritam quando eu vou assistir a um filme brasileiro, é ter de ver na tela todos os milhares de patrocinadores da película. Lei do Audiovisual, Ancine (Agência Nacional do Cinema), Petrobras, alguma operadora de celular... Quando eu vi Tropa de Elite no cinema (pois é, no cinema), sem sacanagem: acho que foram mais de 5 minutos apenas com esse merchandising. Um cara lá do fundão até soltou um "Porra!", o que fez todo mundo cair na risada antes do pára-pá-pára-pá-páran-pan-pan.

Mas, enfim. Ontem eu assisti O Passado, e confesso que fazia tempo que eu não saia tão irritado do cinema. Não foi nem pelo filme – história legal, mas roteiro confuso - que eu fiquei bravo. Foi porque antes do filme começar, adivinhem só o que apareceu no telão? Pois é, isso mesmo que vocês estão pensando. Depois, em letras garrafais, surgiu "esse filme foi escolhido pelo Programa Petrobras Cultural".

Legal, beleza, nada contra. Tirando o fato que o filme é em espanhol e rodado em Buenos Aires (eles fazem questão de dizer que é uma produção brasileira e dos hermanos). Mas... não tem nada de brasileiro nele? É... tem sim. O diretor argentino Héctor Babenco é naturalizado brasileiro. O.K. Ah, Paulo Autran também faz uma pequena participação, mas falando francês! Certo. O único momento de algo tupiniquim meeeesmo é quando o tradutor interpretado por Gael García Bernal vem a São Paulo. Tipo, a cena não demora nem dois minutos, e um vendedor ambulante o ensina, em bom português, como comprar um óculos escuro paraguaio. Fino. Não acrescenta nada a história.

Se você for entrar no site do Petrobras Cultural, Ancine, Ancinav e o caramba a quatro, você vai achar tudo de um ufanismo absurdo. Tudo é feito para "contemplar a cultura brasileira em toda a sua diversidade étnica e regional". Ah, foi mal! Agora entendi porque O Passado entrou nessa história: Buenos Aires é hoje o que foi a Disney para os brasileiros há 10 anos. Está muito barato ir para lá, baita cidade legal e cultural. Melhor roteiro que o Nordeste, dizem alguns.

É dose...

Olha, desde que o grupo canadense Cirque de Soleil conseguiu incentivos fiscais para se apresentar no País, via Lei Rounanet (realmente, esse circo não tem grana e não se sustenta sozinho) achei que nada poderia ser mais tão cara de pau.

Achei.