26 de jun. de 2009

Adeus Você (Parte 2)

Lembram que eu fiquei de falar com o Matheus Souza, diretor de Apenas o Fim, sobre a minha teoria de três posts abaixo? Então, ele respondeu por e-mail - mas com o devido cuidado, claro!

Adorei seu texto sobre o filme, rapaz. Também sou fã do não-dito.

Por isso mesmo, não sei se te revelo se sua teoria faz sentido ou não. O que faço?

Abraços,

Matheus.


***

Ah, apenas fala se faz sentido ou não


abs!


G.


***

Faz muito sentido!


Abração!



25 de jun. de 2009

Gone too soon


Pirava jogando Moonwalker no Mega Drive, queria ter a jaqueta vermelha de Thriller e ficava acordado até tarde para ver seus clipes estrearem no Fantástico - fiquei louco quando vi ele se metamorfosear na pantera de Remember the Time, da mesma maneira que quase tive um ataque epilético ao visualizar o uso pioneiro do efeito morphing, de Black or White.

Mas de MJ eu recordo com carinho de um episódios d' Os Simpsons. No episódio Papai Muito Louco, Homer vai parar em um hospício. Seu colega Leon Kompowsky dizia ser o Rei do Pop, mas ninguém acreditava. MJ fez as vozes do grandalhão e ajuda Bart a dar um presente de aniversário inesquecível para Lisa: a bela canção Lisa It's Your Birthday.



Esse era fodão!

24 de jun. de 2009

Entrevistas e mais entrevistas

Tá meio duro se dedicar a esta nobre banda, então deixo com vocês três entrevistas que fiz na semana passada. Uma para o Estadon (A.J. Buckley, da foto) e duas para o Virgula (Stefhany e Inri Cristo).

Inté!

- Geek e louco por Guitar Hero

(O ator A.J.Buckley revela que tem muito em comum com o seu Adam Ross, de 'CSI: NY')

- Stefhany: 'Não manjo nada de internet, nem sei o que é esse tal de Twitter'

- Inri Cristo: 'A internet é algo divino'

18 de jun. de 2009

Adeus Você

Gosto muito do não-dito em um filme. Gosto de finais sem explicações, que deixam infinitas perguntas no ar. O que será que Charlotte disse ao Bob em Encontros e Desencontros? Será que Jesse e Celine, num dos finais mais bonitos do cinema moderno, terminam juntos em Antes do Pôr do Sol? Ninguém sabe.

Filmes que trazem o não-dito têm um lugar especial no meu HD afetivo. Ontem coloquei mais um nesse limitado espaço: Apenas o Fim, do estreante Matheus Souza, de apenas 20 anos. Para quem acha que filme brasileiro se resume apenas a dramas eróticos no nordeste ou às comédias agridoces da Globo Filmes (não chega a ser uma mentira, convenhamos), vale muito dar uma olhadela na película . Ela não está no circuito nacional; aqui em SP está sendo exibida em poucos lugares, enfim, uma pena. Que saia logo em DVD ou alguma alma caridosa a jogue na web.

Para mim, esse é o primeiro filme nacional que fala diretamente com a geração atual - se estiver errado, peço desculpas pela minha ignorância cinematográfica. Eu me encontrei em cada linha do roteiro de Matheus, um pirralho que tem um texto mezzo Kevin Smith mezzo Diablo Cody. No longa inteiro ele nos fornece diálogos inspiradíssimos, cheios de referências nerds e culturais (para fãs de games é um deleite).

Em Apenas o Fim rola o não-dito. Algo irônico, já que o casal do filme, que passa sua última hora juntos antes do término anunciado, conversa sobre tudo e sobre o nada em 60 minutos.

[Antes de dizer qual seria esse não dito, aviso que vou falar de uma cena em especial. Quem não quiser saber qual é, não leia a partir da próxima linha.]

Num determinado momento, antes de partir para um lugar desconhecido e largar o namorado, a menina (Erika Mader) diz para ele imaginar a última música de seu CD favorito, pois é assim que ela estará se sentindo. Matheus não diz qual seria essa música ou álbum, mas fecha o longa com Pois É, dos Los Hermanos. Essa é a penúltima música de 4, o que não é a resposta, obviamente.

Mas acredito que seja um caminho.

Na minha teoria sobre esse não dito, o fato de ele pôr LH para fechar o longa é uma dica. Talvez essa seja a sua banda favorita, o que casa bem com o perfil do puquiano carioca alternativo Tom, vivido por Gregório Duvivier. Ao fazer essa suposição, lembrei da canção que fecha Bloco do Eu Sozinho, o melhor disco dos barbudos: a belíssima Adeus Você.


Enquanto pagava o ticket do estacionamento do shopping, saquei o iPod e selecionei essa faixa. E fui ouvindo até o caminho de casa os seguintes versos:

Adeus você
Eu hoje vou pro lado de lá

Eu tô levando tudo de mim

Que é pra não ter razão pra chorar
Vê se te alimenta
E não pensa que eu fui por não te amar

Cuida do teu
Pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém
Procure-me em qualquer confusão
Levanta e te sustenta
E não pensa que eu fui por não te amar
Quero ver você maior, meu bem
Pra que minha vida siga adiante

Achei incrível essa hipótese. Vou tentar procurar o Matheus e perguntar qual seria o CD predileto de Tom e o que acha de minha teoria. Confesso que não quero que ele diga se estou certo nem nada do tipo.

É o não-dito que tanto me fascina.

17 de jun. de 2009

No Estadon

Nerds S.A.
(Quem ousa zombar deles hoje? Essa espécie faz sucesso entre as garotas e vira trunfo de novelas e séries)

- Não seria zoológico?
(Demos uma espiadinha na Toca dos Leões, a fazenda-cenário do reality show da Record)

- Crias do SNL em comédia maternal
(Uma Mãe para o meu Bebê é o primeiro filme a reunir a ótima dupla Tina Fey e Amy Poehler)

11 de jun. de 2009

No Estadon


Vai aí um murro de efeito CQC?
(Conheça os cérebros que arquitetam aquelas brincadeiras visuais no programa da Band)

- A pisada na bola é dos outros
(O Estado passou um dia na companhia da turma que faz do futebol uma piada)

- Pode preparar o seu gogó
(Inédita no País, 'Glee' é uma comédia meio 'Moulin Rouge', meio 'High School Musical')

5 de jun. de 2009

Gustavo, o gênio


"A primeira vez em que a gente é mandado para fora da sala de aula é algo inesquecível".

Estava dando uma lida agora pouco na linda edição especial que a escritora Ruth Rocha ganhou do Estadinho, pelas mãos da Caramico, em razão dos seus 40 anos de carreira.

Além, claro, da Coleção Vagalume, credito à Ruth uma certa influência por me fazer o escriba que sou hoje. Minha tia Marize me apresentou às principais obras dela durante minha infância. Devorei Marcelo, Marmelo, Martelo e a coleção A Turma da Nossa Rua numa sentada só, quando passei as férias na casa de minha avó Antonia.

Mas o motivo que realmente faz de Ruth uma pessoa inesquecível para mim é a sua presença na primeira vez em que fui mandado para fora de uma sala de aula.

[Antes, um adendo: como a minha mãe (e família) agora lê o DPL!, preciso explicar algo primeiro:[durante minha vida escolar levei uma mera advertência, na 5ª série, porque estava tirando as plaquinhas de identificação das carteiras. E só. E fui "convidado a sair da classe" outras duas vezes. Uma porque falei que a mãe do Osvaldo não se importava com ele, na 7ª série, e outra porque atirei um apontador de netal na cabeça da Daniela. Essa foi no 2º colegial.Posto isso, vamos lá.]

O meu début aconteceu na 2ª série e justamente durante uma prova de português, matéria que sempre, com o perdão do trocadilho, tirei de letra. Parte da redação era sobre a obra Eugênio, o Gênio. Nunca esqueço a capa com aquele burro usando óculos de grau.

Fiquei traumatizado.

Eu estava na dúvida se Ruth tinha agá ou não. Caxias que era, abri a minha mochila da Pakalolo e tirei o livreto. Segurei-o nas minhas coxas e verifiquei. Ok, era com agá mesmo. Nem tive tempo de guardá-lo. A vaca (de tamanho e de caráter) da Annelyse, uma tremendo dedo de seta, gritou "TIA DIVA" e ficou olhando para mim.

A tal tia Diva foi até a minha direção, pegou-me pela mão e me encaminhou até a diretoria. "Que decepção! Justo você, Luiz Gustavo!".

Não tomei suspensão nem advertência. Tampouco acho que ligaram para os meus pais. Não deu em nada, creio. Era bom aluno. Já a Annelyse ficou gostosa e fornida, tipo garota de capa da Sexy Premium, e apresentadora de uma TV online "de Sorocaba e região".

É o que o Google acabou de me mostrar.

* Ilustração: Mariana Massarani

1 de jun. de 2009

PQP!



Com vocês, o game do ano

"Nosso objetivo é virar o Adriano Imperador"

A Entrevista de Sábado desta vez, que está sendo publicado, para variar, numa segunda-feira, é com os meninos da Badalhoca (já que agora eles estão na MTV, preciso dizer essa apresentação clichê hehe).

Sou fã do trabalho do Erik Gustavo e do Ronald Rios. Não gosto muito de entrevistar amigo, mas com esses dois a pauta sempre rende. Nosso bate-papo também saiu no Virgula, mas vocês podem lê-lo por aqui, com uma pergunta a mais que ficou de fora por lá.

***

A Badalhoca é o melhor exemplo brasileiro da chamada "Geração YouTube". Formada há quatro anos por dois estudantes recém-formados do Ensino Médio, que resolveram usar o portal de vídeos do Google para mostrarem suas veias humorísticas, a produtora independente carioca foi criando um público cativo na rede, que pegava os seus vídeos de comédia e os espalhava pela web num tremendo potencial viral.

No case de sucesso de Erik Gustavo e Ronald Rios estão o curta "Você Devia Jogar Basquete", a série "Com a Palavra, Ronald Rios" e uma paródia de uma recente publicidade da Skol, que resultou numa censura por parte da cervejaria.

Como reconhecimento do bom trabalho da dupla, eles foram contratados pela MTV em outubro do ano passado.

Vamos lá?
Ronald Rios: Seja breve, tô saindo pro Projac já, já.

Erik Gustavo: Meu Frappuccino chegou?

Pergunta clássica: como vocês começaram a produzir os vídeos para a web?
RR: Já contei essa história umas 20 vezes... Imprensa preguiçosa! Ela começou com o Erik ali em 2005, 2006, não sei bem. Aí, no final de 2006, eu mandei um projeto dum vídeo para ele e aí eu "joinei" a coisa. Eu achava que a Badalhoca fosse algo maior quando entrei, mas era só ele. Todo mundo pensa que é algo maior, mas nem CNPJ tem.

EG: Até então eu só chamava alguns amigos pra gravar algumas coisas, nada com roteiro. Aí o Ronald tinha um site, Rock de Índio, que eu acabei pedindo pra entrar, colaborar e tal. Daí um belo dia a gente tava conversando sobre esses vídeos e ele tinha uma ideia para um roteiro. Funcionou bem, a gente encontrou uma dinâmica. Daí foi só festa...

RR: .. praia, maconha e comer todas as burguesas em Fernando de Noronha.

Como vocês eram estudantes, que tinham as tardes livres, podiam passar o dia todo se dedicando aos vídeos, não?
RR: Mais ou menos. Eu tinha terminado o Ensino Médio há quase um ano e não tinha entrado na faculdade. Eu não trabalhava nem estudava, então literalmente tudo que eu tinha era fazer os vídeos.

EG: Eu já trabalhava. Pai de ninguém pagou por nenhuma "fita" nossa. Até porque o pai do Ronald abandonou a família né?

RR: Eu tinha um blog bem sucedido, mas isso nunca ajudou ninguém. Eu só ganho brindes (risos). Hoje uma agência me ofereceu um Nike, que sucesso!

EG: Eu tinha um blog mal sucedido.

O vídeo de "Você Devia Jogar Basquete" foi o que pôs a Badalhoca no mapa?
RR: Foi sim e posteriormente com o "Com a Palavra...". Gerou mais matérias e tal.

E recentemente teve a polêmica da Skol, que deve ter mais ajudado vocês do que atrapalhado
RR: Foi melhor ainda, gerou discussão. Quem não veria o vídeo, viu. Fiquei sabendo que reformularam a campanha, agora os comediantes contratados estão fazendo stand-up pra uma plateia de verdade, que nem sempre ri.

EG: Fico feliz que nossas produções surtam efeito positivo na vida das pessoas...

Atrapalhou muito o fato de no começo vocês fazerem muito sucesso, serem alvo de várias entrevistas, mas ao mesmo tempo não ganharem nenhum dinheiro com os vídeos?
RR - Cara, um pouco... A gente entendia que era assim que funcionava, a gente estava mostrando a nossa comédia. Sabia que se continuássemos fazendo as pessoas rirem, uma hora íamos receber para isso. E hoje recebemos! Pouco, mas já recebemos... Acabei de comprar um home theater em 12 parcelas. Pretendo pagar só a primeira.

EG: Sempre pensei em fazer a parada pela graça toda, pelo movimento! Da grana que eu recebia/recebo com meus frilas e trabalhos, sempre guardei uma parte para investir em equipamento. "Dinheiro é consequência" - Erik Gustavo.

RR: Depois da MTV fizemos vídeos promocionais para a "Revista M..". e para a grife Reserva. E agora estamos avaliando outras propostas que surgem sempre. Avaliando: aceitando e esperando aceitarem de volta.

A MTV tem olhado bastante para os novos talentos que surgem na web e depois os integram para a sua programação. Vocês sentem que os canais de comunicação estão se abrindo para essa "geração YouTube"?
RR: As mídias tradicionais daqui estão se abrindo muuuito pouco. É bem pouquinho. Só a MTV que é boa mesmo nisso. Nem falo por trabalhar para eles, mas é a verdade. Se você faz sucesso na web, a MTV vai atrás de você. Eles estão ligados no que é bom no www.

Estão conseguindo pagar as contas após terem entrado na MTV?
RR: Cara... É aquela história: a gente tá crescendo lá dentro. O que eles pagam é um incentivo ainda. Futuramente vamos enviar 2 pilotos (um programa de variedades e uma versão do "Com a Palavra") para termos nosso próprio programa mesmo e aí a gente vai ver o que é. Recebemos um dinheiro que mantém a gente com a cabeça no jogo e nos evita de, sei lá, prestar concurso público.

EG: A gente é tipo o Vasco na 2ª divisão: tá todo mundo ganhando pouco, mas cada um tá dando seu melhor pra chegar na elite.

RR: (Risos) Mas o objetivo é virar o Adriano Imperador: se envolver com umas vagabundas e voltar para a favela.

Nova comparsa

Em tempos em que blogueiro só se preocupa em republicar, retwittar e re-sei-lá-mais-o-quê, é muito bacana conhecer gente nova que se dedica aos verdadeiros blogs moleques, que jogam para a frente, sem três zagueiros e três volantes.

É o caso da Myka Doorks, de 17 anos (mesma idade que comecei a blogar). A atriz escreve belas crônicas no Letra Cereja e vale o clique.

Bem-vinda, nova comparsa! =)

30 de mai. de 2009

Glee, a sua próxima série de TV favorita


É bem difícil encontrar escritores que saibam falar sobre o universo jovem sem cair naquelas de falsos moralismos ou piadas chulas. Achar um material nessa pegada em seriados e filmes é bem complicado.

Das séries de TV para teenagers, uma que eu gostei muito foi Popular. Estavam ali os dramas e os quiproquós da adolescência de um jeito natural, sem muito melodrama, caindo até um pouco para o humor. Os personagens eram ótimos e a maioria dos atores não era pessoas de 30 anos nos papeis de pessoas de 17, sabe?

Ryan Murphy, mais conhecido por Nip/Tuck, foi o criador de Popular. Ele retorna agora ao universo adolescente com Glee, nova comédia da Fox americana para setembro. Seu piloto de 1 hora entrou no ar logo depois da final do último American Idol e deixou uma ótima impressão. Mas antes de eu falar sobre a trama, peço para que os preconceituosos ignorem a sinopse meio High School Musical, tá?

A história se passa dentro de um colégio americano, com todos aqueles personagens que sabemos de cor e salteado. O professor de espanhol assume a coordenação do Glee Club, tipo um coral com musical da escola. O clube não tem verba, é largado às traças. Mas o profe, que fez parte do Glee quando estudante, quer ressuscitá-lo contra tudo e todos e deixá-lo apto para a disputa do Campeonato Regional de Glees.

Entre os alunos que aceitam participar do desafio estão uma cantora filha de dois gays que se acha estrela, um guitarrista cadeirante (!), uma japa lésbica, uma negona meio Areta Franklin e um afetado. Fecha o pacote o quarterback da escola, que vai sofrear uma pressão básica por gostar mais de dar um agudinho do que arremessar aquela bola oval.

Quem assiste Nip/Tuck sabe que Murphy tem um humor ácido da poxa. Então a impressão inicial é que estamos diante de algo que Tina Fey poderia ter feito, um Meninas Malvadas para a televisão. Exemplo: a líder das cheerleaders também preside o Clube do Celibato. As referências à cultura jovem atual também são ótimas. Exemplo: a ótima protagonista, que se acha, exibe vídeos de suas cantorias no MySpace.

Os atores também são bons, em especial os estudantes, que têm um timing de humor bem legal. Mas o destaque mesmo é a trilha sonora, que mistura clássicos dos musicais, como Mr. Cellophane, de Chicago, e You're The One That I Want, do Grease, com os hits radiofônicos I Kissed a Girl, de Katy Perry, e Rehab, da nossa barraqueira predileta Amy Winehouse.

Além do mais, Glee é uma delícia para quem curte musicais. Sempre há a expectativa de alguém vai sair por aí soltando um falsete ou começando a sapatear pelo corredor da escola.

Minhas expectativas sobre o seriado são as melhores, apesar da curiosidade em saber como que a história vai rolar durante a temporada. O piloto tem uma puta produção e põe de uma vez só todas as boas cartas da série - o que me deixa um pouco apreensivo para que os episódios não soem repetidos e, futuramente, enfadonhos.

Assistam ao vídeo abaixo e confiram vocês mesmos se Glee não vale fácil o download.

Minha teoria sobre Lost

O pessoal da AXN está com a promoção Connection em seu site: eles vão dar uma viagem com direito a três acompanhantes para a Costa Rica àquela pessoa que enviar o melhor vídeo contando a sua teoria sobre Lost.

Para ajudar na divulgação da promoção, alguns jornalistas que cobrem seriados foram convidados para teorizarem um pouco sobre o universo de J.J. Abrams.

Ignorem a cara de sono.



PS: Sim, ali atrás é um Wii, um PS2 e uma guitarra do Guitar Hero. Nerd!

29 de mai. de 2009

@MarceloN


Uma das coisas mais curiosas da web 2.0 é como você passa a fazer parte da vida de uma pessoa que não conhece. Vou dar um exemplo: o leitor deste blog, que tiver interesse em saber o que eu leio, escuto, assisto e afins, poderá fazê-lo. Seja por meio daqui ou de meu Twitter, do meu Flickr, Blip.fm, etc. Não sou o Gustavo Miller, mas o @gustavomiller. Sigo várias pessoas na internet desta forma. Nunca os vi pessoalmente, mas os considero próximos; tenho que tê-los por perto, sabe?

Fiz esse páragrafo para dizer a vocês qual era o meu relacionamento com o jornalista Marcelo Nobrega, do excelente blog Futuro.vc. Conheci-o numa viagem à trabalho em 2007. Excelente profissional e pessoa. Lembro que foi dele o primeiro iPhone que senti em mãos. Nunca mais o vi desde tal viagem, mas a impressão é que ele era alguém com quem eu conversava toda a semana.

Era leitor assíduo do seu blog, lia o seu Twitter e sempre via as belas fotos de seu Flickr (como a que ilustra este post). Tinha-o como amigo no Facebook e por algumas vezes vi seu nome aparecer na minha lista do Gtalk com a bolinha verde. Nunca puxei papo com ele, veja só. E estou com o coração apertado por não tê-lo feito.

Ele faleceu hoje, de uma morte besta, daquelas que revolta. Infarto fulminante, enquanto dormia. Rapaz novo, não faz sentido, parece que não é verdade. E já sinto a sua falta como se um grande amigo meu, daqueles de colégio mesmo, tivesse partido.

Sou um grande defensor de como a internet é algo humano. Eu tinha vários exemplos para confirmar essa tese, mas a notícia da morte do Marcelo é a maior prova, sem dúvida.

Vai com Deus, cara.

23 de mai. de 2009

Surfando no sofá

Para quem tem curiosidade em saber como é o Couch Surfing e como essa joça funciona - eu falei que usei ele nas minhas férias, lembram? - fiz para o pessoal do Virgula uma matéria especial sobre a rede social dos mochileiros. Tá bem ilustradinho, explicadinho e bonitinho, hummmkay?

- Sem grana para viajar? Que tal fazer parte da rede social dos "surfadores de sofá"?

+ Entenda como funciona o Couch Surfing

20 de mai. de 2009

No Estadon

Na palma da mão
(TV convencional acelera a produção de cenas feitas sob medida para o celular, certa de que essa onda não demora a se alastrar)

- Eles têm a última temporada
(Espetáculo em cartaz em São Paulo debocha, com todo respeito, dos viciados em seriados)

- A moda dos websódios
(Episódios apenas para a internet aquecem novas temporadas e exploram personagens secundários)

- Comédia romântica teen com muito rock
(Michael Cera estrela filme de adolescentes que se conhecem em uma noite de Nova York)

13 de mai. de 2009

No Estadon

(Sucesso de público e crítica, '9 MM' retorna nesta quinta à Fox, com nove episódios inéditos)

(Fãs e protagonista criam campanha na web para que a série não seja cancelada pela NBC)

11 de mai. de 2009

De volta aos 11 anos de idade

Quando eu tinha lá os meus 11, 12 anos, viciei numa banda. Parei de compras figurinhas e gibis da Mônica, e usei toda a mesada de dois meses para comprar todos os 3 CDs dela no Mappin do shopping. Passava o dia lendo os encartes de cada disco. Decorava as letras de cada música. Sempre com o dicionário Inglês/Português ao lado, pois ainda não existia Google. Levava o Diskman para a escola e fazia minhas redações e maluquices da aula de Educação Artística ao som deles. Nem imagino quantas pilhas eles já me fizeram comprar.

Era fã mesmo. Comprei uma jaqueta da Adidas e fechava seu zíper até o pescoço, para imitar o estilo dos caras. Comprei um pandeiro meia-lua vermelho porque o vocalista da banda tinha um. E, nos meus sonhos, quando eu tivesse a minha própria banda de rock seria marrento que nem ele. E todos os meus shows abririam com Rock'N'Roll Star.

Foi ao ver o set list da atual turnê do Oasis que decidi ir no show deles aqui em São Paulo. Não estava muito empolgado. Em 1998, quando eles vieram pela primeira vez, diziam que eu era muito pequeno para sair de Sorocaba e pegar um ônibus até a capital para ver sozinho um show de rock no Sambódromo. No Rock In Rio de 2001 não tinha nenhum amigo corajoso ao ponto de se aventurar comingo na capital fluminense. Já em 2006 eu dei vacilo: deixei tudo para a última semana e os ingressos esgotaram. Fiz essa besteira de birra, porque sabia que eles não tocariam Supersonic...

(Mas me ferrei depois, já que os Gallagher, durante toda a turnê de Don't Believe the Truth, SÓ tocaram ela em São Paulo)

Porém, a lista desta vez estava matadora, tão boa quanto a última vezes deles no Brasil, e novamente dando um grande destaque para os clássicos Definetely Maybe (1994) e (What's The Story) Morning Glory?, de 1995. Supersonic com certeza seria tocada. Morning Glory idem. Cigarretes & Alcohol também, assim como o trio de ferro Wonderwall, Don't Look Back in Anger e Champagne Supernova. Até Slide Away estava prevista. Live Forever ficou de fora, tudo bem. Sua ausência ficaria compensada pela música de abertura (de abertura!). Ela mesma: Rock'N'Roll Star.

Pois é. R$ 180 mais pobre e lá estava eu, numa típica noite-fria-com-garoa de São Paulo. Fazia tempo que não ficava tão ansioso para um show. Ainda bem que nem deu tempo para mais nervosismo. Foi só passar as catracas do Anhembi para escutar a clássica introdução playback de Fuck in the Bushes. Foi preciso andar muito rápido e sair trombando em todo mundo para chegar a tempo de escolher um lugar, respirar e apreciar a distorcida guitarra de Noel, que serve de prelúdio para o riff de Rock'N'Roll Star.

No show da minha banda imaginária, nesse momento o palco estaria escuro, com as cortinas fechadas. O público estaria alucinado, berrando como um louco. Daí o baterista faria a contagem do 1, 2, 3 com as baquetas e uma explosão de luzes invadiria o estádio do Morumbi (sempre fui megalomaníaco). Eu estaria numa pose blasé, com meu pandeiro meia-lua vermelho, vendo as pessoas pularem num esquema "os animaizinhos subiram de dois em dois".

Confesso: assistir ao Oasis ao vivo não foi o melhor show da minha vida. Som baixo, público desanimado... E eu estava bem longe do palco - algo cada vez mais comum, já que não tenho salário de Vip para ficar naquele chiqueirinho de bacanas. Mas valeu muito. (What's The Story) Morning Glory? é o CD da minha vida. Durante um ano inteiro ele foi o disco que me acordava, que eu cantava no chuveiro, que punha no som do carro dos meus pais a cada viagem até a casa de meus avôs...

A cada faixa tocada deste disco eu me sentia de novo com 11 anos de idade. E foi nessa que, timidamente, eu olhei para os lados e fechei o zíper da minha jaqueta até o pescoço, cruzei os braços para trás do corpo e fiquei balançandinho a mão direita contra a minha perna, tocando o meu pandeiro meia-lua (vermelho) imaginário.

8 de mai. de 2009

Minha vida sem o Google*


Sempre comentei, com-um-certo-tom-de-brincadeira-mas-com-bastante-medo, que eu estaria morto se um dia eu perdesse minha conta do Google. Afinal, o que seria da minha vida sem o Blogger, o Orkut, o Picasa, o Gmail, Google Maps e o YouTube?

Ontem, quinta-feira, eu fiquei exatas 6 horas sem tudo isso. Não só eu, mas como a redação inteira do Estadão. Foi o apocalipse! Senti-me no filme Extermínio, mas de uma maneira virtual, se tal metáfora vale. No início, todo mundo fez brincadeiras quando eu berrei, assim que passou a minha primeira meia-hora de abstinência.

- Sem Google e YouTube? Acabou o jornalismo para mim!, decretei, levantando da mesa e jogando meu fone de ouvido no chão.

O crítico de cinema cinquentão que senta ao meu lado fez galhofa.

- Vou te colocar em frente à máquina de escrever e te mandar lá pro arquivo, para você ver o que era bom!

Sério, eu não sabia o que fazer. Pelo Twitter, descobri que o problema era fruto de um erro num roteador X. Mas descobri também que o problema aconteceu durante uma hora apenas, e não por seis! Aí bateu o nervoso. Eu precisava acessar meus documents do Google Docs! Ler os feeds do Google Reader! Montar a minha coluna de vídeos pesquisando no YouTube! Checar o Gmail de cinco em cinco minutos! Acompanhar os milhares de blogs do Blogger que são a minha leitura diária! Passar o olho no Google News! Conversar pelo Gtalk! Responder os scraps do Orkut!

Respira, respira, respira.

Tentei me virar do jeito que deu. Usei outros portais de vídeos, mas não era a mesma coisa. Fiz pesquisas pelo Yahoo!, mas não era a mesma coisa. O Messenger virou meu principal comunicador instantâneo, mas não era a mesma coisa. Foi muito estranho, eu não parecia estar trabalhando. Pior, eu não parecia estar vivendo!

Do meu lado, o crítico de literatura bufou e fez a incrível pergunta:

- Existe outro buscador que eu possa usar?

Não aguentei.

- Tenta o Cadê? ou o AltaVista!

(o pessoal do caderno de tecnologia riu muito ao ouvir essa)

O crítico de música clássica também desabafou, alguns minutos depois.

- Ca-ra-lho, eu quero entrar no meu Gmail! Tá todo mundo perguntando se eu li tal e-mail e eu não sei de nada!

A sensação era essa mesma, de abandono. Ficava de cinco em cinco minutos dando F5 nas malditas ferramentas criadas - ou compradas - por Larry Page e Sergey Brin. E é incrível como a minha vida depende dessa turma. Ficar sem algo do Google foi o equivalente a ficar offline, mesmo estando online (?). Muito louco! Simplesmente eu estava perdido, olhando com uma cara de peixe morto para o monitor. E, pasmen, o pessoal ao meu lado começou a ir embora. Aquele crítico de literatura foi para casa - ele realmente precisava usar o buscador do Google, checar o seu Gmail e falar com suas fontes no Google Talk. O de música clássica fez o mesmo mais tarde.

(eu não cheguei a tant, porque estava em fechamento e não podia vazar, mas o teria feito, admito)

Quando "o sistema" retornou, rapidamente chequei toda a minha vida googliana e quer saber? É claro que durante aqueles 360 minutos não aconteceu nada demais - apenas a minha coluna do jornal ficou um pouco atrasada e eu precisei responder a um mero e-mail com urgência.

Não sei se essa experiência faz do Google um mal necessário. Só posso dizer que fiquei assustado pra cacete, isso sim.

* Gustavo ainda não se rendeu ao Chrome porque é Firefox Futebol Clube, e tem certeza de que seu próximo celular será um que tenha o sistema operacional Android, do... Google! Este texto foi feito no Google Docs e salvo no Gmail, porque eu tive uma festa ontem à noite - cujo endereço eu chequei no Google Maps. A foto foi encontrada no Google Images e editada no Picasa. E tudo foi publicado na manhã de hoje no Blogger, obviamente.

4 de mai. de 2009

Amigos online, amizade offline


Há um certo tempo, numa entrevista de emprego, eu ouvi uma pergunta curiosa. Apesar de eu já vir escrevendo sobre tecnologias e afins durante dois anos e meio, os entrevistadores perceberam que eu não me definia como um jornalista de informática ou coisa que o valha.

- Mas você é jornalista do quê?

Eu fiquei mudo. Pensei um pouco, corri com os dedos pela mesa de madeira, dei uma respirada bem funda e respondi, sem saber se aquela era a resposta que queriam ouvir.

- Sou jornalista de pessoas

Acabei entrando nesse mundo da internet, redes sociais e o escambau, por causa das pessoas. Foi natural. Desde a faculdade minhas pautas comportamentais vinham deste ambiente. A internet é agora o que um dia foi a rua. Antes, as pessoas saiam de casa para se conhecer. Iam até a praça com coreto, passeavam no shopping, punham as cadeiras na calçada em frente de casa. Hoje, vão para a internet - e trazem essa relação para o mundo real.

Sim, acreditem. Relacionamento de internet não é mais aquela coisa ensimesmada, de se enfiar dentro de uma bolha para ficar naquele téc, téc,téc twenty-four-seven.

Vou provar.

Nas minhas férias, fui para o Chile, Peru e Argentina. Dizia para meus pais que tinha amigos nesses países. Eles achavam que eram jornalistas, conhecidos de São Paulo ou de Sorocaba. Que nada! Eram pessoas que lêem meu blog, que me seguem no Twitter, que eu adicionei no Messenger depois de ver algum comentário interessante em uma comunidade do Orkut.

E amigos que eu descobri pelo CouchSurfing, uma rede social para viajantes e mochileiros, cujo mote é criar um mundo melhor ao ajudar um turista a se ambientar na sua cidade. Seja liberando o seu sofá para uma pernoitada, chamando-o para um café ou até mesmo guiando-o num city tour que jamais apareceria nos guias turísticos tradicionais.

Três chilenas de Santiago me levaram a uma bizarra balada de reggaeton, fizeram-me beber uma bebida local chamada Terremoto num buraco chamado "Piolhento" e deram a dica de um sujinho escondido em Valparaíso que nem os moradores da cidade sabiam onde ficava. Duas peruanas de Lima me mostraram, numa bela tarde de domingo, tudo o que poderia saber da cultura local em apenas um dia. Andei de microônibus, bebi Pisco Sour, comi o apimentado Taco Taco, fui no Museu da Inquisição, curti um show de fontes d´água luminosas e andei por todo o centro da capital, vendo pelos olhos de um morador local como era a sua cidade do coração.

Pessoas, da internet. Que me apresentaram a muitas outras, como um viajante da Islândia ou um francês apaixonado pela América do Sul. Pessoas, que fogem de tudo aquilo que ouvimos da sociedade atual. Elas são idealistas, sem preconceitos, pensam no coletivo. Têm uma visão do mundo em que a paixão por viajar e trocar conhecimento rompe barreiras, línguas.

No ano passado, quando eu entrevistei o Cardoso (do CardosOnline), uma frase dele me marcou muito. O cara, que passa o dia conectado atrás de tendências e as vende para grandes empresas, comentou que via esperança nessa nova geração que já nasce conectada. Segundo ele, todo esse espírito coletivo que existe na internet, de compartilhar cultura e conhecimento sem nenhum interesse escuso por trás, está sendo trazido para a nossa vida offline também.

Está mesmo.

12 de abr. de 2009

7 de abr. de 2009

No Estadon


'Eu não sou um robozinho'
(Tiago Leifert, o novo apresentador do
Globo Esporte, divide opiniões ao derrubar padrões e teleprompter)



- Um 007 com desejo de vingança
(Quantum of Solace traz o mesmo James Bond apaixonado e impulsivo de Cassino Royale)

4 de abr. de 2009

'Putz, eu estava ali'



Eu não vou mais ao cinema - baixo os filmes e os vejo em minha casa, em 720p, numa televisão plasma de 42 polegadas. Eu não compro mais CD - baixo-os novamente. Se possível, em 320 kpbs, para ter aquele som joia, mas me contento com os 128 de praxe.

Só não faço o download de shows ao vivo porque aí existe uma experiência que não pode ser ser copiada e compartilhada pela internet.

Eu achava isso.

Tô falando, com um certo atraso, é verdade, do projeto Rain Down, do web designer Andrews Ferreira Guidis. Ele tá pegando os vários vídeos do show do Radiohead que foram jogados no YouTube. Seleciona aqueles com os melhores takes, imagens e áudios, e vai colando um por um, até criar um efeito de transmissão multicâmera. O resultado é igual ao que o Beastie Boys fez no DVD de Awesome, I Fuckin' Shot That, após distribuirem 50 câmeras para algumas pessoas da plateia filmarem o show.

Andrew já editou os vídeos das músicas Paranoid Android, Karma Police, Videotape e Fake Plastic Trees.

(leia aqui a entrevista que fiz com ele, especialmente para o Virgula)

No show da banda, impressionou-me o número de câmeras e celulares ligados entre o público. Geralmente, nos grandes concertos musicais, vemos o artista chiando contra tal atitude e até tentando impedir, sem sucesso, que a galere leve seus gadgets para o show. Mas o Radiohead vai contra desse naipe, o que me deixa ainda mais fã dos caras.

O bacana dessa loucura do Andrews é que ele dá um gostinho daquela sensação de "putz, eu estava ali". Claro, ainda não é a mesma coisa de conferir uma apresentação in loco, mas convenhamos que termos o olhar do público, ouvindo seus aplausos, interjeições e onomatopeias (impossível não rir com o pessoal soltando um paran-pan-pan em Paranoid Android), é muito mais realista - e íntimo - do que aqueles planos aéreos e o escambau.





Não vejo a hora de ele montar o set list com as 25 músicas do show e lançar o tal DVD. Será uma bela maneira de eternizar um momento que, se fosse no século passado, estaria limitado apenas às nossas memórias afetivas.

No Estadon



- O Cilada se espalha

(Humorístico de Bruno Mazzeo ganha 6.ª safra no Multishow, quadro no Fantástico e longa)



- Pode colocar a culpa na Madonna

( Em RocknRolla, Guy Ritchie retoma o estilo que o tornou famoso no final dos anos 1990)


*ilustração: Rafael Filho