29 de abr de 2005

Meu cartão pra você

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem abraço
Sou eu assim sem você
Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

27 de abr de 2005

O cara

Para o pessoal da minha faixa etária, entre 20 e 25 anos, arrisco dizer que uns dos grandes ídolos dessa geração foi um baixinho carioca e marrento, que sempre vestiu uma camisa número 11 e cansou de fazer gols em nosso time. O tal do Romário, aquele, que chama os próximos de "peixe" e cansou de arrumar confusão em torno de sua pessoa. Que lançou moda entre os garotos de minha idade, que furavam o lóbulo esquerdo, logo incrementados com um brinco de argola com uma pequena cruz pendurada. Era brega, mas eu achava demais.

Vi o Romário jogar ao vivo apenas uma vez, quando ele atuava pelo Flamengo. Por anos eu desejava um dia que coincidisse um jogo do baixinho no Morumbi, contra o meu glorioso São Paulo, e que nessa data eu estivesse na capital paulista. Nunca dava, ou eu estava em Sorocaba ou ele estava com problemas musculares. Sorte a minha que em 1999 tal sonho deu certo. Eu vi o danado com os meus próprios olhos, aprontando daquelas que eu só via na televisão.

Um atleta que pouco corria em campo, que passava despercebido ao nosso olhar. De vez em quando eu o procurava, e lá estava ele, com as mãos na cintura, caminhando para um lado e para o outro. O zagueiro colava atrás dele, dizia algo em sua orelha e, de repente, numa ginga de corpo o beque ficava para trás. Cara a cara com o arqueiro, com a bola dominada no pé direito, eu só torcia para que o matador errasse. Mas, como diz o ditado popular, quando um artilheiro é nato, diz-se sempre: "Esse não perde!". Pois Romário perdeu. Chutou inúmeras bolas na trave, o goleiro são-paulino pegou o impossível, fizemos a festa. Xingávamos-no, mas também morríamos de medo, pois o Romário era daqueles que numa fração de segundos punha a bola no fundo das redes e mandava a torcida adversária calar a boca, gritando consigo mesmo: "Eu sou foda!".

Mas naquele dia o baixinho não fez nenhum gol, e o rubro-negro perdeu para nós. "Esse não joga mais bola!", diziam muitos na saída do estádio. "Contra o tricolor ele sempre amarela!", berrou outro. Pois é, amarela mesmo. Dois anos depois, defendo as cores do Vasco da Gama, Romário voltou a jogar contra o São Paulo. Ele não marcou um gol, meteu logo três de uma vez. A cada tento, ele corria em direção à torcida são-paulina, abrindo os braços e pondo o dedo indicador na boca. Para humilhar mais ainda, o danado apontava para o ouvido, como se dissesse: "Vai, bando de cornos! Me xinguem agora!".

Sorte a minha de que nesse dia eu estava em Sorocaba.

23 de abr de 2005

Pusquê

Um dos comediantes mais engraçados - e injustiçados - da última década é o cearense Tiririca. Sou muito chato para rir de alguma coisa, ainda mais com comediantes nacionais. O que eu não gosto muito da comédia tupiniquim é aquela história de "fulano é demais porque imita sicrano". Para alguém ser cômico em nosso país é necessário que ele imite alguém, já notaram? Basta saber imitar o Clodovil, Galvão Bueno, Sílvio Santos, Lula... É muito mais do mesmo.

A Meca do humor nacional tem região e tudo: Ceará. Renato Aragão, Tom Cavalcante e, recentemente, Wellington Muniz, do Pânico, são oriundos de lá. Com a exceção do Trapalhão, a grande maioria se destaca pelo dom da imitação, desde o tom da voz, às vestimentas ou pelos trejeitos. Batata! O que eu sempre curti dos Trapalhões, Falcão e do Costinha era que eles não precisavam mudar e criar outros personagens para se consagrarem no humor, como sempre fez o Chico Anísio. Todos vão lembrar do Mussum e seus "cacildis", da risada inconfundível do Zacarias, da banguela do Tião Macalé e do microfone aéreo do Costinha. Já basta, para que tentar ser mais cômico que isso?

E é nesse contexto que Tiririca se encaixa, graças à sua idiossincrasia, à sua figura imitável. Todos o manjam: o chapéu tosco, a calça apertada, a peruca ridícula e o ralo bigode de latin lover. E deu certo! Ele não precisa se reinventar a cada momento. Agora ele parece que voltou a estar na moda, usando do mesmo artifício do passado. Ao pôr um álbum de forró no mercado, somente com letras de duplo sentido, o chamado "forró malícia", o cearense lançou uma música Tikin, que não promete ser uma nova Florentina, mas mostra que ele sabe o que é ser engraçado.

Qualquer entrevista com o Tiririca rende, podem anotar. Ele não precisa se jogar no chão para arrancar aplausos ou se contorcer para atrair risadas; ele conta histórias. Poucos sabem usar de contos para atingir o humor, fato que o comediante usa com muito jeito. Por isso que eu adoro aqueles americanos fazendo "stand-up comedy", pois dificilmente há plágio entre eles. Lógico que existem algumas cópias parecidas de humor, mas ninguém conta a mesma piada ou imita o mesmo personagem público e caricato - por isso que eu acho um tédio um show do Cavalcante ou do Ari Toledo.

Tiririca fica na dele, sabe rir de si mesmo e, fato ralo entre comediantes, não é metido à estrela. Vi agora pouco uma matéria com ele que, ao ser perguntado como foi a sua primeira transa, respondeu que a sua parceira sexual não era de falar muito, que disse apenas uma frase ao término do coito. "Qual?", perguntou o entrevistador, curioso.

Com maestria, Tiririca respondeu todo sério, honrando a tradição dos virgens nordestinos:

- Béééé!

19 de abr de 2005

A inspiração está na cucuia e a criatividade foi-se embora. Feriado prolongado se aproximando, sabe como é... Enfim, deixo cá um texto que escrevi na faculdade.

Racismo no futebol

Quarta-feira, dia 13 de abril, Estádio do Morumbi. São Paulo contra Quilmes, a famosa rivalidade Brasil versus Argentina. Em uma ríspida dividida no ataque tricolor, o atacante Grafite empurra o zagueiro Desábato, do clube argentino. Para quem acompanhava o prélio nas arquibancadas do estádio, pouco se entendeu. Ao ser expulso pelo árbitro, dezenas de repórteres correm em direção ao brasileiro que, nervoso, sai do gramado em direção ao vestiário, sem dar explicação alguma.

No segundo-tempo da partida, a torcida uniformizada Independente começa a gritar, ecoando Morumbi afora. "Ei, racista! Vai tomar no...". Ao ver o lance pela televisão, descobre-se o motivo da expulsão de Grafite; Desábato o havia xingado chamado de negro. Em algo nunca visto nos campos nacionais, ao término do jogo o atleta estrangeiro ouve do delegado seccional da Polícia de São Paulo, Dejar Gomes Neto, o mandato de prisão. Desábato é acusado de racismo.

Nos últimos meses, o racismo no futebol vem se tornando algo corriqueiro, principalmente nos gramados europeus. O camaronês Samuel Etoo?, do Barcelona, ouve freqüentemente, da torcida adversária, imitações de macaco, assim que toca na bola. O brasileiro Roberto Carlos é outro que já passou por tal situação. No final de semana, o goleiro Carlos Kameni, do Espanyol, foi atingido por uma banana ao defender uma cobrança de pênalti. Ele também é camaronês.

Tal manifestação é comum no futebol. No livro Febre de Bola, o escritor Nick Hornby condena a torcida do Arsenal, clube britânico, por xingar atletas de macacos em jogos da década de 80. Dentro do próprio campo a situação é a mesma. Para irritar e tirar a concentração de Pelé, vários beques o xingavam de negro ou carvão - o que nunca deu certo, por sinal. O rei do futebol respondia com gols. Tostão, campeão mundial pela seleção canarinho e colunista da Folha de S.Paulo, afirma que o que Desábato fez é parte do futebol. "Difamar ou provocar atletas adversários é corriqueiro, não um exemplo de ato racista", escreveu.

O que aconteceu no Brasil é muito mais uma forma de mostrar ao mundo que aqui se faz justiça. Racismo tem manifestações muito piores às sofridas no Morumbi. O próprio Grafite já afirmou, há alguns meses, que vira-e-mexe a polícia o pára dirigindo. O atleta são-paulino dirige um automóvel importado. Ao se ver um afro-brasileiro em uma situação dessas, logo se julga que a pessoa dentro do veículo é ladrão ou traficante. Isso não é apenas a visão policial, a sociedade brasileira enxerga com os mesmos olhos.

Em um país cuja miscigenação é enorme, chega a serem estúpidas tais manifestações preconceituosas. Atores negros que atuam na maior rede de televisão nacional são sujeitados a papéis de motoristas particulares ou empregados domésticos. É hipócrita dizer que a punição de Desábato reflete o sentimento de justiça nacional. O que se espera com o caso é que ele sirva de exemplo e influencie outros julgamentos futuros.

14 de abr de 2005

Evribode

Eu estou à procura de uma escola de inglês e, pelo o que parece, achei uma muito legal. Agora só dependo do sinal positivo de mamãe para que tudo dê certo. Vejo-me diante de um Júlio César; vou expor meus milhares de argumentos, mostrarei prós e esconderei os contras, farei chantagem e o escambau. Ela ouvirá tudo silenciosamente, esticará o braço direito para frente, com as mãos fechadas, e levantará o polegar. Caso ele fique para cima, ganhei a parada, mas se ela virá-lo para baixo, isso indicará que o meu plano foi um fracasso.

Honestamente, eu não faço nada. Assim: estudo numa faculdade meia-boca, cujos professores vivem faltando por "motivos de força maior" e que seus funcionários adoram uma greve. As minhas tardes são preenchidas com horas de sono e, irregularmente, uma ida à academia. Sou vagabundo, admito. E, como não arranjo um emprego bacanudo, decidi levantar a bunda e correr atrás de um idioma que acrescente algo ao meu futuro.

Para piorar, eu nunca fiz escolinha de idiomas, que vergonha! Mas me resolvo no inglês - inclusive na conversação. Quando me perguntaram qual o nível que estou em relação à língua, afirmo estar no "patamar Salma Hayek", ou seja, consigo falar e entender que é uma beleza, mas tenho um sotaque latino e disparo uma conjunção após cinco segundos de reflexão. São poucos o que entendem a minha linha de pensamento, devido a sua lerdeza.

Às vezes eu atinjo o "nível Roberto Benigni", o que é bem desagradável. É um dialeto macarrônico, filho do português com o inglês britânico. O everybody corre o risco de sair um "evribode". Também nutro o desejo de falar espanhol, mas daí eu preciso de mais calma. Na língua de Cervantes eu sei dizer, Yo quiero Tacobell e Somos los Orishas, somos de Cuba.

Acredito estar no "patamar Luxemburgo".

11 de abr de 2005

Papo de macho

Este post é dedicado às mulheres. Vocês, seres tão dóceis e amáveis, cheirosas e gostosas, que sempre tiveram a curiosidade de saber o que passa na mente de nós, homens repugnantes e asquerosos, vão ter a sua chance agora. O fragmento abaixo foi retirado de um bate-papo entre quatros garotos de 18 a 20 anos, realizado após uma partida de futebol. Enquanto alguns matavam a sede com cerveja, isotônicos ou água, simplesmente, na televisão do recinto passava a novela global América.

Vejam com exclusividade o pensamento masculino...

- Opa! Essa eu comia!
- Quem? A coroa?
- Essa mesmo! Tá inteirinha, rapaz! Pegava mesmo
- Ela saiu na Playboy?
- A Ciça? [Guimarães] Há uns 10 anos.
- Ah, mas agora tá boa pra cara***!
- Essa moreninha eu também comia!
- A filha do Fábio Jr?
- Nossa, olha que tesãozinho! Morena, cara de quem gostar de dar o...
- Nossa! Total...
- Também pegava!
- Mas eu curto mais uma coroa! E tem muita mãe melhor do que filha por aí...
- Tem mesmo.
- Tipo aquela do Gilmore Girls, manja? Cara! Que mãe!
- Nossa, tô ligado!
- Aquela eu passava a vara!
- Ahahahaha!
- Ahahahaha!
- A Déborah Secco é boa, hein?
- Parece que tá tostada, olha a cor dela!
- Aff! Essa daí já rodou em cada mão... Vou te contar.
- Ah, dane-se! Pegava mesmo assim!
- Eu também!
- Opa! Sussa, cara!
- Mas eu ainda prefiro a Ciça...
- Pô! Pior que é, a mulher deve saber das coisas, igual a Vera Fisher.
- Ah, mas a Ciça eu não pegava não, aí...
- Bicha!
- Viado!
- Gay!
- Pô, nada a ver! Ela é a mãe do Catraca! Maior broxante!

8 de abr de 2005

A roupa do João

Eu mesmo me prometi não fazer nenhuma piada em torno do papa. Respeito, medo, sei lá! Vai que eu sou taxado de herege, meu pé seja puxado enquanto durmo; com essas coisas não se brinca, aconselha minha avó. Mas que aquela vestimenta usada por ele em seu velório, com uma bata de seda vermelha e sapatos de veludo é brega e esquisita, ah, isso é!

Desconfortável e quente, presumo. "Mas o cara está morto!", eu sei... Mas mesmo assim eu estava me perguntando onde é que os estilistas do Vaticano tiraram tamanha inspiração. É bem vintage, não? E não é que eu descobri? Vejam o furo jornalístico abaixo:

Este é o papa João Paulo II


Eis o Mestre dos Magos, do desenho Caverna do Dragão

Que bomba, hein!

5 de abr de 2005

Menino recalque

Eu estou ficando careca. Ponto. É isso aí. Meu cocuruto está vazio, em processo de erosão. Céus, estou realmente perdendo cabelo. Medo, medo, medo. Deus, por que fazer isso comigo? Aliás, desde os meus 10 anos eu já ouço da boca dos outros: "Vixi! Esse vai ficar careca". "A vida que poderia ter sido e que não foi", né, compadre Bandeira?

Maldito código genético. Do lado paterno, todos são calvos: papai, vovô, titios. Todos. Pelo lado de mamãe, não. O cabelo é farto e ralo ao mesmo tempo. O telhado capilar é vazio, até com as mulheres da família é assim. O meu caso é complicado. Pergunto-me todo dia, assim que encosto a cabeça no travesseiro: "Até quando?". Às vezes eu até esqueço; por eu ser alto as pessoas nem chegam a notar. Mas basta estar com os cabelos molhados e sentar em algum lugar, para alguém, sempre há alguém, que vai me dizer com um sorriso na face: "Tá ficando careca, hein!".

Desejo a morte a quem me diz isso. Tomara que você fique broxa!, amaldiçôo em silêncio. Quando eu passei na faculdade, morri de medo. Vão passar a máquina, e se não crescer mais? Recordo-me daquele zagueiro cabeludo da seleção brasileira, o Gonçalves. Suas madeixas eram idênticas aos de minha faxineira. Certa vez, tosaram o homem. Nunca mais cresceu; apareceram as entradas, a coroinha lá em cima de o ar da sua graça. Chorou muito o homenzarrão.

Para dizer a verdade, eu não tenho cabelo e pronto! Por que ele não fica caindo, daqueles casos em que basta enrolar os fios com as pontas dos dedos para ter um chumaço nas mãos. Se um dia eu ficar apenas com o cabelo nas têmporas, tipo gramado de campo de várzea, vou raspar e poupar meu sofrimento. Sabe quando a Carolina Dieckmann, numa dessas novelas da vida, teve que ficar careca já que a sua personagem tinha câncer e passava por sessões de quimioterapia? Então, vai ser daquele jeito. Jorrarão lágrimas de meus olhos, a mesma cantiga da Lara Fabian ecoará ao fundo. Vai sentindo o clima.

Acho que depois eu me acostumo. Há homens bonitos e carecas, não é mesmo? O Fernando Scherer, por exemplo. E até sendo rico a careca é disfarçada. Aposto que a Cicarelli não reclama do escalpo do Ronaldo. Então é isso: preciso urgentemente ganhar bastante dinheiro e ficar fortão como o Xuxa e toda a sua envergadura.

Mas se nem estágio eu consigo ter, o que dirá ter grana de sobra? Se ostento uma barriguinha, como posso conseguir um abdômen definido?... Céus, estou ficando pobre e barrigudo!

3 de abr de 2005

Sobre o final de semana

Eu colocaria o Padre Marcelo como o novo Papa. Podem tirar sarro, mas é uma ótima escolha. Para começar que o amigo do Gugu é o representante da maior nação católica do mundo. Além do mais, assim como o João Paulo II, o Marcelo foi um baita esportista antes de ser um puxa-saco de Deus. E ele também já lançou discos; imaginem as suas missas, que legal? Sai o Mr. Burns e entra o Paulo Cintura. Imaginem os italianos, lá na Praça São Pedro, dançando o "Vira" e cantarolando: "Os animaizinhos, subiam de dois em dois". O Papa seria pop!

Por eu estudar na PUC, não tenho aula nem na segunda e na terça. Maravilha! A morte do Karol me livrou de uma prova e de várias aulas chatas. Vejam só: o João Paulo II, que em seu papado deu a volta ao mundo a fim de expandir o catolicismo e acabar com as outras religiões, numa Cruzada do século 20, até quando foi pro saco fez de tudo para conquistar novos religiosos. Ganhou um católico fervoroso! Se Deus é brasileiro, o Papa é puquiano! Quer dizer, era...

***


E salve o meu tricolor paulista, que jogando numa retranca da porra, sagrou-se com toda a pompa o Campeão Paulista de 2005! Em quase dois anos de blog eu nunca tinha levantado um caneco. Tá mal, viu!