28 de set de 2004


Pela primeira vez, faço um post com o intuito da participação de você, amigo leitor.

É o seguinte: planejo criar alguma comunidade no Orkut. Obviamente será algo relativo a minha pessoa. Motivos pessoais, leia-se. Após várias pesquisas, decidi por três alternativas.

Aqui vai:

1) Eu já capotei da esteira

Porque: não há sensação melhor do que ser jogado a metros da esteira; não há sensação mais prazerosa que dar um tropicão em plena corrida... Enfim, não há sensação mais horrível do que ver a academia inteira dando risada da sua cara.

Comunidade dirigida àquelas pessoas que já levaram um capote na esteira da academia. Não vale ser esteira caseira, precisa ser de academia.

2) Eu não tenho bunda


Cansado de andarem com a calça caindo? Cansado de pegarem ônibus e morrerem de dor no traseiro no dia seguinte? Cansado de terem os glúteos tachados de aspirina? Vamos juntar nossas forças e acabemos com os bundões deste Brasil varonil! Porque não ter bunda também é motivo de orgulho.

Comunidade para quem, simplesmente, não tem recheio no popô.

3) Meus pais são malufistas

Filhos de pais malufistas, uni-vos! Morremos de vergonha de nossos progenitores, que espalham para a vizinhança inteira que o bom prefeito deve voltar. Porque ele rouba, mas faz; porque ele é engraçado; porque sem ele, São Paulo seria um caos; porque ele é amigo do Sílvio Santos...

Comunidade para quem dá a benção por malufismo não ser hereditário.

Obs: Votem com o coração

24 de set de 2004

Virando hominho II


Imagine receber uma oferta de trabalho, em plena faculdade, tendo que aceitar uma entrevista marcada em cima da hora? Resumo da ópera: correria. Camiseta laranja, bermuda de surfista até a canela, cabelo desgrenhado. Um candidato forte, digamos.

Casa da patroa, tirar oleosidade da pele. Preciso fazer a "barba". Gilete? Uso o dela mesmo. Ok, ela o usa para depilar as pernas, mas dane-se. Não é hora de nojo ou preconceito, Gustavo! Vai esse mesmo. Falta gel de barbear. Roubo o do sogro. Não tem espuma, que droga! Imprimir o maldito currículo. Está incompleto, raios! Senta da poltrona e digita o que falta. Nem revisa o texto. Falta um acento aqui e uma vírgula acolá. Foda-se! Correria para sair do apartamento à entrevista em poucos minutos.

É muito estranho - e ao mesmo tempo legal - dar uma olhada para um ano atrás e compará-lo com o presente. Eu, há 365 dias, estava estressado com manuais de vestibulares e só sabia de dormir nas aulas de Química. Agora: faculdade, trabalhos e, inclusive, procura por trampo. "O trabalho dignifica o homem", já diria o barbudo socialista.

A primeira coisa a ser feita é elaborar um currículo. Chega a ser engraçado, pelo motivo de eu, simplesmente, não ter nada de bacanudo a acrescentar no bichinho. Conhecimentos de informática em níveis básico, intermediário e avançado. Tratando-se de aparatos tecnológicos, sou uma anta. Se ICQ, Kazaa ou Orkut servissem para um CV, certamente eles estariam como avançado. Do resto, não entendo bulhufas. Deixo tudo no "básico".

Entrevista é o mais engraçado. Sabe aquela idéia de: "A primeira aparência vale tudo". Então, eu a levo como uma cartilha. Tento domar os bem recentes cachos vermelho-acaju, com cera e um mousse de ostras que eu tenho (presente da mama dermatologista). Também me disfarço dos pelinhos em minha face. Taco um perfume, uso uma roupa "esporte-social" e simbora, nego! Seja o que Deus quiser.
Neste caso, o Senhor é o tio atrás da outra mesa. Oremos.

22 de set de 2004

Cama de Gato


Já escrevi aqui que cinema brasileiro deve desencanar do estereótipo "nordeste-fome-miséria-xoxota". E parece que ainda há luz no final do túnel, com o bacanudo filme de Alexandre Stockler "Cama de Gato".

É criativo pra chuchu! Em algumas cenas, ocorre um certo desconforto (vide o momento do estupro). Tal cena é mais pesada que a famigerada cena de "Irreversível", película em que a Monica Bellucci era enrabada em plena estação de metrô.

Até cheguei a julgar que tal encenação (encenação?) fosse desnecessária, porém o filme, em seus momentos finais, explica o porquê de cada take, cada fala, cada interpretação. Fique atento às declarações dos jovens paulistanos.

É uma tremenda critica. Bom para fazer uma análise sobre nós - jovens mundiais (não apenas os brasileiros).

Recomendado.

20 de set de 2004

Um novo dia especial



O dia 20 de setembro passa a ser um dia especial para o pelego que escreve neste humilde espaço. O dia de 20 de setembro representa o nascimento duma garotinha muito bacanuda que, com certeza, mudou a vida deste cidadão. O dia 20 de setembro é aniversário da Irena, rapaziada! 19 aninhos de vida. O último "teen" de sua vida.

Vamos cantar "Parabéns" para a fã de Tom Jobim e Nina Lemos, chocólatra e fã das guloseimas de minha vovó. Vamos saudar a Irena, pessoal! A minha namorada de nome difícil, mas de personalidade facinho de lembrar. Irena é sinônimo de gente boa, finíssimo humor, risada inesquecível, meiguice além da conta.

Já tenho dito: quem não escrever um "parabéns" para a Irena nos meus comentários, bom sujeito não é.

Está esperando o quê? Corre pra lá! Eu estou indo agora mesmo.

OBS: Na foto acima, estão reunidas duas grandes paixões da Nena: porquinho e geladeira (cheia, diga-se de passagem).

17 de set de 2004

Ode aos banheiros

Para um estabelecimento receber a minha aprovação, é necessário que ele tenha um banheiro bacana. Sabem como é: limpo, cheiroso, com música ambiente adequada. Realmente isso não é algo fácil. Banheiro deve ser simples, mas charmoso. Pequeno ou grande, não importa. Banheiro deve ser banheiro, ponto final.

Na PUC, os banheiros do prédio de Comunicação são uma lástima. Até o final do primeiro semestre, nem sabonete líquido eles tinham. Ora, pensa o leitor atento. Sabonete líquido é fundamental. E é mesmo. Nós, homens, somos seres sebosos e de pele gordurosa. O sabonete líquido ajuda, e muito, a eliminar tal defeito. Ponto pra PUC. Outro ponto positivo da PUC é as portas das casinhas pichadas de caneta, branquinho...
Peço desculpas às faxineiras de plantão, mas banheiro masculino deve ter alguma coisa rabiscada de caneta na porta da casinha. Seja com mensagens de amor (amor?) a desenhos de gostos duvidosos. Frases de efeito, como: "Pichei, saí correndo, pingolim naquele lugar de quem tá lendo", já é meio ultrapassado. Neste quesito, a USP saiu ganhando. Reza a lenda, que no banheiro do pessoal de Física da faculdade, há uma mensagem muito simpática: "A diferença entre cagar e dar o loló, é uma questão meramente vetorial". Genial, ponto para os nossos futuros físicos criativos.

Desde brejeiro visito todos os banheiros possíveis. Restaurante, faculdade, casa de amigos, shoppings... É uma mania que talvez Freud explicasse. Sem sombra de dúvida, o melhor banheiro de São Paulo é o da academia Runner Club. É limpo, têm faxineiros simpáticos e mictórios na altura certa. Um banheiro de homem. Até existem secadores de cabelo na pia! Quem adora são as "barbies", que passam horas e horas secando as madeixas. Um banheiro de homem - meio suspeitos, digamos.

11 de set de 2004

Braçada, braçada


Voltei a nadar. Após quase um ano fora das raias, retornei às braçadas, viradas, flutuações e todos aqueles nomes estranhos. Bem-vindos: touca, sunga, óculos, protetores de ouvidos e cloro. Saudades.

No vestiário, aconteceu o inusitado: cadê o elástico da minha sunga? Aposto que muitos já passaram por tal situação: uma das pontas do cadarço (é esse o nome?) que servem para arrumar a sunga resolveu se "esconder" nas estranhas do maiô. Fiquei dez minutos, escavando e escavando, até conseguir puxar a outra ponta. Tomei uma ducha para tirar o suor e, pronto, já estou nadando. Dou uma braçada, outra braçada, respiro. O procedimento dura cinco minutos. Depois ele fica: braçada, respiro, respiro, braçada. Respiro, respiro, braçada, respiro.

Cansei, já não agüentava mais. As pernas estavam moles, meu corpo gritava: "Socorro, eu quero terra-firme!". Pior, perdi o protetor de ouvido da orelha esquerda. Se naturalmente já sou ruim de vista, imagine embaixo d'água! Dou uma cusparada nas lentes do óculos (não embaça, acreditem) e, imerso, procuro o maldito pedaço de silicone. Olho daqui e quase sou atropelado pelo Willy (o sujeito era meio grandinho). Vasculho mais um pouco e, enfim, acho a massa.

Volto a nadar (agora com a ajuda dos palmares) e sinto um cheirinho de uva. Porra! Desde quando palmar tem cheiro de uva? , filosofo na piscina. Devem ser infantis, pois alguns pirralhos nadavam antes de mim. Caso resolvido e volto à rotina de braçadas e respirações.

Terminado o treino, arranco a touca, o protetor direito, o esquerdo... Caramba, o esquerdo deve ter grudado na orelha. Dou um puxão danado, acompanhado de um berro, perco dois fios de cabelo e vejo uma massa roxa em minhas mãos. Seria um... Chiclete! Que porco quem jogou aquele Babaloo no fundo da piscina! Sadismo do puto! A anta que vos escreve ainda enfia o danado no canal auricolar.

E a pessoa devia ser bem enjoada. Pelo cheirinho gostoso que ficou à orelha, dava para sacar que o chiclete ainda tinha gostinho. Que nojo!

7 de set de 2004

Virando hominho


Lá pelos 12 ou 13 anos, descobri algo que todo pré-adolescente sonha em ter: uma espinha. A espinha é o elo entre os meninos e meninas. A partir do nascimento daquela criatura amarela e cheia de pus, podemos ser chamados, oficialmente, de garotos, garotas, ou, como preferimos, adolescentes.

Não sei dizer qual foi o dia em que eu percebi que era um teen. Talvez quando os primeiros pelinhos começaram a nascer sobre o meu lábio, talvez após a primeira masturbação. É algo difícil de dizer, veja só. Se não estou enganado, uma menina vira garota logo após a menarca, é isso? E os rapazes? Espinha, bigodinho ou bronha?

Acredito, realmente, que a primeira vez em que me senti "adulto" foi quando comprei a minha primeira Playboy. 14 anos, oitava série, Tiazinha. Ah, Tiazinha! Aquela máscara e aquele chicotinho são inesquecíveis. Apesar de ainda não ter pêlos nas pernas ou barriga, o meu sonho era ser depilado pela guria, deitado naquela poltrona. Tudo pelo rebolado daquela morena.
Eu morria de vergonha da Playboy adquirida. Escondia-a no armário, dentro dum fichário antigo.

O tempo passava e a sem-vergonhice aumentava. Resultado: não cabiam mais Playboy no maldito fichário. Decidi que teria de me desvencilhar de uma de minhas musas. Tiazinha, jamais! As Sheilas? Nem pensar: duas pelo preço de uma. Feiticeira? Tá louco! Acabei optando pela musa mais magricela e sem graça: Deborah Secco. Ela não tinha retaguarda nem comissão de frente (já hoje em dia...), por isso a minha decisão não foi muito complicada e sofrida.

Enfiei a revista embaixo da camiseta e logo procurei um lixo. O maldito do vigia da rua estava de botija em mim. Desisti e caminhei mais um pouco. Avistei um terreno baldio e não pestanejei: "Bye, bye, Deborah!". Puxei-a da camiseta, enrolei-a e... Nada. Morri de dó, tadinha! Gastara quase dez reais numa Playboy e este acabaria sendo o seu destino? Grama e estrume? Nem pensar!

Sorte a minha (e da pequena Deborah) que um mendigo, vulgo morador de rua, estava passando por aquelas bandas. Saquei a Deborah, agarrei o sujeito e exclamei: "Toma, fica pra você!". Ele deu uma olhada, procurou algum vestígio duvidoso e, logo em seguida, fez um sinal de positivo, agradecendo: "Valeu, garoto! Esta é das boas!".

Jamais esquecerei desse dia. Foi o meu primeiro trabalho beneficente.

5 de set de 2004

Poupem seus reais. Não assistam!

Benzadeus, que filme horrível! Alguém leva o tal de M. Night Chihuahua pro inferno! Vá ser pedante lá na casa do chapéu, meu querido! Não sei como um estúdio financiou o seu "filme". Dá até dor de barriga, de tão ruim que é a película. Poupem seus reais, queridos leitores!

A história é essa: numa vila muito distante, os seus moradores são aterrorizados por criaturas (aquelas-de quem-nunca-falamos), que vivem no bosque ao lado. Há uma fronteira e tudo, separando o bosque da vila. Ninguém ousou sair da vila, ultrapassar a fronteira e ir ao bosque. Mas há uma esperança: o personagem de Joaquin Phoenix (Lucious).

Saco roxo, ele é destemido. Mostra ter colhões e quer ir ao bosque, mas nunca consegue a aprovação dos diretores do vilarejo. A criatura, num tal dia, "visita" a cidade. Todos saem correndo, morrendo de medo. Outra personagem corajosa é uma ceguinha (Kitty), filha do Ron Howard na vida real, que se apaixona pelo Phoenix e ele idem. O casório está marcado.

Adrien Brody faz um retardado, apaixonado pela ceguinha. Acaba esfaqueando o Phoenix por ciúmes (ele vai passar o resto do filme em uma cama, num morre não morre). O ferido precisa de remédios, mas eles só podem ser adquiridos na cidade. Quem teria coragem de ir até ela, enfrentando o bosque, as criaturas? A ceguinha.

A moça acaba por descobrir pelo seu pai (um dos diretores da vila) que toda a lenda por trás do bosque é uma falácia. Os diretores inventaram a criatura (uma fantasia tosca, na verdade) e seus derivados (a cor vermelha é maldita, atrai as criaturas). Tudo para que ninguém pudesse ir à cidade, aonde tudo é perigoso e a vida não é justa. A vila foi criada pelo pai da ceguinha, junto de outras pessoas, cujo elo em comum é o fato de terem diversas tragédias familiares envolvidas enquanto moravam na cidade. Fugiram e se isolaram, criando uma comunidade.

Gente, o filme é isso. A ceguinha vai à cidade, pega os remédios e volta. Como ela é cega, não viu como é a cidade, o bosque ou a criatura. Todos ficam felizes: ela, o esfaqueado, os moradores e diretores da vila. Menos o retardado do Brody, que morre (ele roubou a fantasia e acabou caindo num buraco do bosque). A teoria do medo continuará a viver sobre os moradores da vila e pronto!

Sim, eu desobedeci ao pedido feito pelos comerciais. Eu contei o final do filme. E daí? Estou ajudando muitas pessoas, que assim como eu fiz, desejam gastarem um pouco mais que cinco reais para desvendarem todo os mistério por detrás daquele trailler maldito. Não gastem seus dinheiros, não vão ao cinema ver essa merda!

Alguns críticos afirmam que o bom do filme é a metáfora por trás dele: a fomentação do medo na sociedade dos EUA, como forma de manipulação do governo. Bush usa do medo para criar uma ilusão à realidade americana. Até aceito esta teoria, porém não imagino que o Shyamalan tenha tido tal idéia ao escrever o roteiro de "A Vila".
Ele é ruim e ponto final. Hitchcock é único, sua anta!

1 de set de 2004

Serenidade nos olhos


Corredores frios e longínquos. Dá para ver, no final dele, uma pequena luz. Sabe aquela famosa cena de final de filme, quando o personagem morre e ele deve seguir uma luz? É mais ou menos esta a sensação de estar dentro do Hospital das Clínicas de São Paulo, o HC.

Hospital, junto com cemitério, dá-me medo. A idéia da morte estar ao redor é assustadora. Aquelas paredes brancas, o cheiro de éter, as vozes de centenas de pessoas se misturando. Olhar para o lado direito e ver pacientes esperando ser atendidos. Idosos colocam o papo em dia, uma mãe está com o filho no colo. O segurança indica a direção para uma senhora. Talvez esta senhora esteja, assim como eu, procurando o Banco de Sangue. Sim, decidi, pela primeira vez em minha vida, doar sangue. Decidi enfrentar o meu medo de hospital, fazendo o bem a alguma pessoa. Ajudando uma ou várias vidas, não sei. Estou ansioso, com aquele friozinho na barriga. Como será doar sangue?

Desço quatro andares e ouço de uma recepcionista muito educada se estou de acordo com certas normas de procedimentos. Para doar sangue é preciso, por exemplo, não ter adquirido alguma gripe recentemente ou não ter feito alguma tatuagem nos últimos 12 meses.
Em outra sala, tenho uma pequenina amostra de sangue tirado de meu fura-bolos esquerdo, para saber se estou anêmico ou não. Também tiram a minha pressão e perguntam o meu peso. Pessoas abaixo de 50kg não podem doar, e aqueles com até 57kg doam 400ml de sangue. Acima deste peso, doa-se 490ml.

Observo as pessoas na sala de espera. Muitos idosos e pessoas simples. Aparentam tranqüilidade, há uma serenidade em seus olhos. Conversam, assistem à televisão e aguardam o momento de serem chamados. Agora estou um pouco nervoso. O clima do ambiente ajuda, não há energia negativa.

Ao ser chamado, respondo um questionário feito por um médico. Responder oralmente se já usei drogas, é umas das perguntas. Em seguida sou encaminhado para um mesário, onde uma urna me aguarda. Lembra uma votação. Engraçado, pois em ambos os casos, eu sinto que estou exercendo a minha cidadania.

Assino o meu nome, e em alguns segundos estou sentado numa poltrona confortável. Uma médica mulata, de sorriso encantador e de nome Ivone, me atende. Já não estou mais ansioso e nervoso. A senhora de jaleco branco conversa comigo, enquanto desinfeta com álcool o meu braço-esquerdo. Passa o algodão sem nenhuma pressa, procurando à veia perfeita. Garrateia com um pedaço de cilindro plástico o braço e, sem perceber, reparo que já estou doando sangue. Vejo aquele meu líquido roxo ir e voltando do pequeno tubo. Abro e fecho a minha mão bem devagar, conforme fui indicado. É uma sensação boa.

Fecho os olhos e começo a acreditar que a vida vale a pena. Com pequenas ações dá para ajudar o mundo, uma pessoa. Será que estou ajudando uma vida? Tomara que sim. Saber que 490ml de sangue "O positivo" contribuíram para ajudar uma vida. Já pensaram nisso?

Recebo um leve cutucão no ombro e acabei de doar sangue. Eu doei sangue. Em apenas sete minutos e alguns segundos, contribui para uma causa. Fui voluntário, e é algo tão simples, fácil e gostoso. Não custa nada, demora pouco e vale muito. Vale sete minutos meus, pode valer a vida de uma pessoa. Não é bom saber disso? Hoje eu não preciso daquele saco plástico de 490ml de sangue "O positivo", mas o que dirá o dia de amanhã?

Saio do hospital, com um lanche na mão e uma serenidade em meus olhos. Tal qual as pessoas da sala de espera.